Quinta-feira, 26.06.08

Aforismo Borgesiano - 28

 

 

"Tenho observado que as pessoas que têm fé não se sentem particularmente felizes... pelo contrário. Vivem num mundo cheio de escrúpulos, possuem uma idéia terrível sobre a justiça divina e, além disso, esperam por prêmios e castigos que não merecem."

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecé Editores – Buenos Aires  Argentina

Pintura (triptico) de Piet Mondrian - Evolução, óleo sobre tela, 1910

publicado por ardotempo às 15:02 | Comentar | Adicionar
Domingo, 22.06.08

Aforismo Borgesiano - 27

Compromisso

 

Eu entendo que somente exista a literatura boa e a literatura ruim.

Essa idéia de "literatura engajada" soa-me do mesmo modo que "equitação protestante".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecé Editores – Buenos Aires  Argentina 

publicado por ardotempo às 16:21 | Comentar | Adicionar
Sábado, 21.06.08

Alhambra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grata la voz del agua
a quien abrumaron negras arenas,
grato a la mano cóncava
el mármol circular de la columna,
gratos los finos laberintos del agua
entre los limoneros,
grata la música del zéjel,
grato el amor y grata la plegaria
dirigida a un Dios que está solo,
grato el jazmín.

Vano el alfanje
ante las largas lanzas de los muchos,
vano ser el mejor.
Grato sentir o presentir, rey doliente,
que tus dulzuras son adioses,
que te será negada la llave,
que la cruz del infiel borrará la luna,

que la tarde que miras es la última.

 

Poema de Jorge Luis Borges - Alhambra - Granada, 1976

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publicado por ardotempo às 16:23 | Comentar | Ler Comentários (1) | Adicionar

Maria Kodama fala sobre Borges

Maria Kodama

 

Um dia o bisavô de Jorge Luis Borges deixou Moncorvo para ir ganhar a vida na Argentina e décadas depois nasceu aquele que é considerado um dos maiores escritores do mundo. Do bisavô nada se sabe, mas do autor de Aleph quase tudo é conhecido, mesmo que a sua posterior passagem por Lisboa para receber uma condecoração tenha sido breve e nem tenha possibilitado uma "expedição" à terra das origens. Quem conta este episódio é Maria Kodama, que está em Portugal para falar do Borges que conheceu e com quem viveu, hoje, na Biblioteca Nacional ao lado de José Saramago.

Não é o primeiro encontro entre ambos para falar da influência da obra do autor argentino, mas, segundo diz, é mais fácil para Saramago "falar dele porque é um escritor e tem uma forma de pensar e de pensar-se muito próxima da que Borges tinha, até porque são os dois muito perfeccionistas" devido às "formas de ver o mundo, que coincidem, mesmo sendo as reflexões filosóficas sobre a vida num caso autobiográficas [as de Borges] e no outro não". Lamenta que "não se tenham conhecido porque creio que se teriam dado muito bem, tido conversas magníficas e creio que conseguiriam conciliar as suas personalidades".

Quando se lhe pergunta o que vai revelar hoje aos portugueses, responde que ainda não sabe, mas pretende contar situações da sua memória em torno de Borges, "até porque a sua percepção é diferente da dos leitores e muda de leitor para leitor". E ao falar da palestra, Maria Kodama não resiste mais uma vez a lembrar as ligações do escritor ao nosso país: "Gostava muito da literatura épica portuguesa, principalmente de um dos seus autores preferidos, Camões, de quem sabia partes da obra de memória." Quanto aos livros do seu parceiro de palestra, Maria Kodama dá especial preferência ao Ensaio sobre a Cegueira, porque possui "reflexões muito agudas" e não protesta quanto ao estilo saramaguiano porque "para mim é fundamental que exista algo que diferencie o autor e se não o encontro desisto da leitura". "Esse fascínio encontro-o em Saramago, como se fosse uma música, o que já é raro, porque a maioria dos autores pensam que escrever é pôr uma frase a seguir a outra e não reconhecem a diferença entre literatura e uma conversa. Falta-lhes a leitura e isso nota-se".

Como presidente da Fundação Jorge Luis Borges, considera que a sua principal tarefa é captar novos leitores e iniciá-los na leitura da obra, porque "não falta interesse aos estudantes e académicos nas universidades, onde já é muito lido, mais até no estrangeiro - designadamente em França e nos EUA - do que na Argentina". Para Maria Kodama, o mais difícil "é preservar a memória, quando o interesse da obra desperta o interesse em promover inúmeras iniciativas mas só vêm pedir o nosso apoio quando está tudo organizado".

Profunda conhecedora da obra do ex-companheiro, Maria Kodama faz questão de lembrar o quanto Borges "desejava ser reconhecido pela sua poesia e queria poder exprimir-se desse modo - que achava maravilhoso - e acho que o conseguiu em muitos poemas". Quanto à prosa, não nega que a tese existente de que o escritor antecipou o aparecimento da Internet, ao tornar o leitor um participante activo, tem consistência porque "o trabalho que fez nos anos 40 antecedeu o que se fez nos anos 70/80".

Uma história que Maria Kodama não deverá contar na palestra de hoje é como conheceu Borges: "Tive o primeiro contacto com ele aos cinco anos através de uma professora que me ensinava inglês, e como o seu sistema passava pela leitura de poesia leu-me dois dele. Portanto, a nossa primeira aproximação foi de ouvido e enquanto me explicava o que estava a ler - mesmo sendo um poema que falava do amor e de sedução -, fazia-o de um modo imperturbável. Anos mais tarde, conheci-o pessoalmente numa conferência a que um amigo fanático de Borges me levou. Não entendi nada da conferência, mas impressionou-me muitíssimo e entendi que era tão ou mais tímido que eu. Aos 16 anos, comecei a estudar inglês antigo com ele e aí começou uma história complexa..."

 

 

 

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publicado por ardotempo às 03:47 | Comentar | Ler Comentários (2) | Adicionar
Segunda-feira, 16.06.08

Aforismo Borgesiano - 26

 Tentação

 

"A mais terrível das tentações para um artista é a de acreditar que ele seja um gênio."

 

 

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecé Editores – Buenos Aires  Argentina

publicado por ardotempo às 13:19 | Comentar | Ler Comentários (1) | Adicionar
Terça-feira, 10.06.08

Aforismo Borgesiano - 25

Paella 

 

Gosto de paella, especialmente quando está bem feita. O que quer dizer, quando cada grão de arroz conserva a sua individualidade.

 

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina

publicado por ardotempo às 16:08 | Comentar | Adicionar
Domingo, 08.06.08

Aforismo Borgesiano - 24

Limites

 

 

 

Olhando a biblioteca, pensei: quantos livros estão aí que li e que não voltarei a ler; e tive a noção que quando se encontra com uma pessoa, isso equivale a uma possível despedida, uma vez que pode acontecer de não vê-la mais. O que significa dizer que estamos dando adeus a pessoas e a coisas continuamente... e não sabemos.

 

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina

Foto de Mário Castello

publicado por ardotempo às 03:25 | Comentar | Ler Comentários (2) | Adicionar
Terça-feira, 03.06.08

Aforismo Borgesiano - 23

Agora

 


 

O agora passa muito rápido.

 

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina 

Foto recente da devastação em curso na floresta amazônica, Brasil - 2008

publicado por ardotempo às 02:33 | Comentar | Ler Comentários (2) | Adicionar
Quinta-feira, 29.05.08

Aforismo Borgesiano - 22

Tempo

 

Nossa substância é o tempo, estamos feitos de tempo.

Apesar de que, em todos os casos, o tempo seja mais real do que nós mesmos.

 

                      

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina 

Fotografia de Mário Castello

publicado por ardotempo às 20:31 | Comentar | Adicionar
Domingo, 25.05.08

Aforismo Borgesiano - 21

Atores

 

                               

 

A profissão do ator consiste em fingir que é outro, perante uma platéia que finge acreditar.

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina  

publicado por ardotempo às 19:15 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 19.05.08

Aforismo Borgesiano - 20

Corpo

 

De alguma forma, alguém é o seu corpo.

Se o meu corpo tem medo, eu tenho medo;

se meu corpo chora, é porque estou triste;

se meu corpo se apaixona, é porque estou enamorado.

 

Em compensação, a palavra alma é tão vaga...

Será melhor substituí-la pela palavra consciência.

 

 

 

 

 

 

 

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina

 

 

publicado por ardotempo às 13:46 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 09.05.08

Aforismo Borgesiano - 19

Teologia

 

                          

  

Creio que a teologia é um dos ramos da literatura fantástica.

Outro ramo da literatura fantástica é a psicanálise.

 

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina

publicado por ardotempo às 12:40 | Comentar | Ler Comentários (1) | Adicionar
Segunda-feira, 05.05.08

Aforismo Borgesiano - 18

Memória
















Nosso passado não é o que se pode registrar numa biografia,
nosso passado é a nossa memória.
Pode ser uma memória latente ou cheia de equívocos mas isso não importa: ali está.

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina
publicado por ardotempo às 11:57 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 02.05.08

Aforismo Borgesiano - 17

Futebol

















O futebol é popular porque a estupidez é popular.

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina

publicado por ardotempo às 00:28 | Comentar | Adicionar
Domingo, 27.04.08

Aforismo Borgesiano - 16

Beleza

                                


Nosso destino individual está, nesses tempos, nas mãos de insensatos.
O consolo é que, felizmente, em meio a tanta insensatez, em meio a tanto disparate, existe gente que continua pintando ou esculpindo, que segue escrevendo ou sonhando; ou seja, produzindo beleza. Que misteriosa é a beleza!


©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina

publicado por ardotempo às 23:21 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 24.04.08

Aforismo Borgesiano – 15

Pátria

                              


A pátria é um ato de fé.
De outra maneira não sei como se pode definir.
Nas sociedades mais evoluídas “pátria” vem do conceito de pai,
embora eu acredite que a mãe é mais importante que o pai.
A maternidade é evidente, a paternidade não.

Talvez se devesse dizer “mátria”.


©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina
publicado por ardotempo às 21:54 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 23.04.08

Ver mais

                          
                   

Sobre Borges, ao contrário, nós dois cada dia sabíamos mais, eu, sobretudo, que tardara muito em descobri-lo mas agora não parava de lê-lo e de achar idéias em seus textos.
 
O assombroso e criativo parasitismo de Pierre Menard, por exemplo, com sua réplica exata porém distinta do Quixote, que se podia resumir assim: se eu escrevo uma coisa que você já escreveu, é o mesmo, mas já não é o mesmo.

O memorioso Funes, as hábeis falsificações de obras de arte, o ser em outros
(que Pessoa diria), a crença de que “talvez todos saibamos profundamente que somos imortais”, o aleph e a suspeita de que a poesia possa ser o nome esquivo do mundo.

Se até então eu vira fotografias de pessoas ou de lugares que em algumas ocasiões acabava vendo DE VERDADE, esse conto de Borges sobre um aleph significou um avanço em minha visão de mundo, pois vi que não somente se podiam ver DE VERDADE certas pessoas ou lugares como, além do mais, existia a possibilidade – chamemo-la de assombro – de ver mais.


Extraído de Paris não tem fimEnrique Vila-Matas, CosacNaify, 2007
publicado por ardotempo às 19:13 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 17.04.08

Aforismo Borgesiano - 14

Poesia
                                    

A finalidade da poesia não é a do assombro.
O objetivo do poeta é expressar o que muitos seres humanos terão pensado mas que ninguém conseguirá exprimir de forma tão definitiva.
O poeta não é a voz das opiniões – que mudam e, além disso, são superficiais – mas a voz de algo muito mais profundo.


©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina
Desenho de Alberto Giacometti - Retrato de Diego, crayon, 1955
publicado por ardotempo às 18:36 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 14.04.08

Aforismo Borgesiano - 13

Presente

                           


As pessoas compram meus livros mas não os lêem.
Para que os compram?
Para dá-los como presentes.
Com o passar do tempo, acostumei-me a ser um presente.


©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina
publicado por ardotempo às 19:16 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 10.04.08

Aforismo Borgesiano - 12

Memória

Toda memória é, de algum modo, uma antologia.

                                                     


©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina
publicado por ardotempo às 03:17 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 07.04.08

Aforismo Borgesiano – 11

Sonhos















A atividade de sonhar é a que mais se parece com a de escrever,
salvo que a literatura vem a ser como um sonho que alguém dirige.

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires  Argentina
publicado por ardotempo às 14:08 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 31.03.08

Aforismo Borgesiano – 10

GUERRA

A guerra é uma guarangada (grosseria). Todas as discórdias o são.



















©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires Argentina
publicado por ardotempo às 12:56 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 28.03.08

Aforismo Borgesiano – 09

Desgraça

Não é necessário que procuremos pela desgraça.
Ela, de qualquer modo, sempre acaba nos encontrando.





















©Jorge Luis Borges / Borges Verbal, Emecê Editores – Buenos Aires Argentina
Sem título – Pintura de Carla Osório, óleo sobre tela, 2007
publicado por ardotempo às 18:13 | Comentar | Adicionar
Domingo, 23.03.08

Aforismo Borgesiano – 08

Críticos (literários /de arte)



A função do crítico é a de equivocar-se, a de especializar-se no erro cuidadoso.

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal - Emecê Editores  Buenos Aires - Argentina
Desenho de Saul Steinberg
publicado por ardotempo às 22:33 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 19.03.08

Aforismo Borgesiano - 07

Espelhos




















“ Quando era pequeno, tinha medo dos espelhos. O meu temor era que a imagem refletida se movesse sozinha, ou por exemplo, que meu corpo fizesse coisas que eu não lhe estivesse ordenando.”

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal - Emecê Editores Buenos Aires – Argentina
Pintura de René Magritte, Ligações Perigosas, 1926
publicado por ardotempo às 20:54 | Comentar | Adicionar
Sábado, 15.03.08

Aforismo Borgesiano - 06

Cidades


“A melhor relação que se pode ter com uma cidade é a da nostalgia.”

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal - Emecê Editores Buenos Aires – Argentina
   Desenho de Geri Garcia - Padul, 1953
publicado por ardotempo às 19:35 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 12.03.08

Aforismo Borgesiano – 05

Dúvida


"Dúvida é um dos nomes da inteligência."

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal - Emecê Editores Buenos Aires – Argentina
   Fotografia de Marcos Magaldi
publicado por ardotempo às 00:07 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 07.03.08

Aforismo Borgesiano - 04



Tigre

"Desde criança as listras do tigre me sugeriam a escritura de um deus, nas quais devia estar contido o segredo da criação. As listras variam de tigre para tigre mas a mensagem secreta está sempre ali."

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal - Emecê Editores  Buenos Aires - Argentina
publicado por ardotempo às 22:29 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 05.03.08

www.borgespreviutudo


Jorge Luis Borges será colocado ao lado de Georges Orwell no panteão dos grandes escritores visionários ? Não que ele faça concorrência ao “Big Brother is watching you” do famoso livro filosófico 1984  de Orwell, anunciando o totalitarismo de uma sociedade de vigilância repleta de câmeras de TV, ou que lhe tenha emprestado seu Ministério da Verdade, o seu Comissariado de Romances e a sua Polícia do Amor, mesmo que ele até tenha sido muito sensível ao mundo da Oceania.

O profetismo de Borges se situa noutra esfera: ao lado da revolução tecnológica da Internet.  Pelo menos é o que parece refletir uma recente tendência em pesquisas, livros e teses em andamento nos Estados Unidos e na seqüência de opiniões emitidas por intelectuais tais como o lingüista Umberco Eco.

Borges é citado muitas vezes como o pai da www  (world.wide.web).
 
Isso é colocado claramente por Perla Sasson-Henry em Borges 2.0 – from text to virtual words, que estabelece uma relação entre o YouTube, os blogs, a Wikipédia e certos textos de Borges na sugestão de que “o leitor participa ativamente” e é retomada em Cy-Borges, que foi bem recebido nos Estados Unidos.
 
O New York Times, que dedica um artigo ao fenônemo, publicou alguns trechos da obra de Borges (especialmente de Ficciones, 1944 ) que se apresentam como significativos quando comparados aos seus equivalentes de internet. Para a Wikipedia, deve-se ler o que está descrito para a enciclopédia infinita de Tlön, Uqbar, Orbis Tertius (1940); para o que é a idéia atual do blog e do arquivo permanente, isso já estaria presente em Funes, el memorioso (1942); e para o projeto da biblioteca universal localizada no Google, deve-se naturalmente colocar ao seu lado La biblioteca de Babel (1941).



Pierre AssoulineLa Republique des Livres – Le Monde – 17.01.08
publicado por ardotempo às 18:52 | Comentar | Adicionar

Aforismo Borgesiano - 03



Tango

"Uma vez fui a um concerto de Piazzola.
Pensei assim: "Já que ali não se vai tocar tangos, irei." Eu não gosto do tango."

©Jorge Luis Borges / Borges Verbal - Emecê Editores  Buenos Aires - Argentina

Para relembrar, veja aqui Libertango, com Astor Piazzola
publicado por ardotempo às 01:38 | Comentar | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

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