Um poema

(Um poema de Paulo José Miranda)

 

Porque o mundo não acaba
 Estender-se-á pelos dias longos e difíceis
 Transformar-se-á em areias invisíveis
 Realmente invisíveis
 Longínquas aos sentidos e entendimento
 Como sentimentos antigos que os humanos tiveram
 Porque a vida não acaba nunca
 Arrastar-se-á até que não se possa nada
 Não se possa nada senão ver e chorar
 Porque os sonhos que nos visitam nas noites do mundo não acabam
 Só o sono o sono só o sono
 Se acaba ao acordar
 
 
publicado por ardotempo às 14:11 | Adicionar