Arte é a escolha certa

Arte acelerada

 

Investidores turbinam especulação no mercado e obras de artistas ainda em ascensão já entram no circuito de cifras hiperbólicas dos leilões; altos impostos são entrave nesse setor

 

Estampado na capa do catálogo de um leilão paulistano, um trabalho de Adriana Varejão foi arrematado, na semana passada, por R$ 551 mil sob aplausos tímidos e um "parabéns" do leiloeiro. A quadras dali, colecionadores disputavam obras no pavilhão da Bienal, que pareceu pequeno demais no furacão da SP Arte.

 

Em dez anos, obras de Varejão, Cildo Meireles, Vic Muniz e Beatriz Milhazes chegaram a se valorizar até 5.000%.

 

A entrada de megainvestidores no mercado de arte também promete anabolizar preços. "É o ativo mais valorizado, mais do que ações, mais do que o dólar, mais do que o ouro", diz Heitor Reis, que está liderando um fundo de investimentos de R$ 40 milhões para comprar arte brasileira. "É superagressivo", diz a galerista Márcia Fortes. "Está demasiado acelerado."

 

 

Publicado na Folha de São Paulo / UOL

Imagem: Sérgio Gagliardi - “Keep Walking” - Pintura / Óleo sobre tela 

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publicado por ardotempo às 02:17 | Comentar | Adicionar