Novo livro da LeYa

O Rastro do Jaguar
 
Eduardo Pitta
 
Menos de seis meses decorridos sobre a atribuição do Prémio LeYa, no valor de cem mil euros, o romance vencedor, O Rastro do Jaguar, de Murilo Carvalho, chegou às livrarias. O Presidente da República entrega o prémio na segunda-feira 6 de abril (19:00h), no Hotel Pestana Palace, em Lisboa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A esta primeira edição do prémio concorreram 448 originais. O júri, constituído por Manuel Alegre, Nuno Júdice, José Carlos Seabra Pereira, Lourenço da Costa Rosário, Rita Chaves, Pepetela e Carlos Heitor Cony, fez uma short-list de 8, a partir da qual escolheu como vencedor O Rastro do Jaguar.
 
O brasileiro Murilo Carvalho, completamente desconhecido em Portugal, jornalista de profissão e autor de documentários, centrou a intriga na Guerra do Paraguai (1864-70), na qual perderam a vida 700 mil homens. Só o Paraguai, acossado pela tripla aliança do Brasil com a Argentina e o Uruguai, perdeu 60% da sua população, ficando com a Marinha, a indústria e todas as infra-estruturas destruídas (ainda hoje se ressente dessa guerra de extermínio).
 
Os protagonistas da história são Pereira, um jornalista de origem portuguesa, e Pierre, um brasileiro de origem guarani, educado em França. Ambos trocam os passeios pelo Bois de Boulogne e os serões de ópera — corre o ano em que Paris pela primeira vez ouviu Tannhäuser de Wagner — pela viagem à América do Sul. Em 565 páginas, Murilo Carvalho dá conta de como o conflito mudou as suas vidas. Escrito numa linguagem, digamos, “lisa”, vai com certeza ser um sucesso junto dos leitores que fazem a fortuna dos best-sellers portugueses. Judite de Sousa, Luís Figo e Luís Represas gostaram muito (cf. contracapa). Continuo a preferir Érico Verissimo, que escreveu sobre o mesmo tema.
 
Eduardo Pitta - Publicado no blog Da Literatura

 

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publicado por ardotempo às 13:58 | Adicionar