O jornalista

"E o jornal?"

 

"É uma boa pergunta. 

Para responder, primeiramente digo que este jornal como o conhecemos, em papel, não existirá mais dentro de alguns anos. Mas a imprensa continuará a existir.


Em que formato (?)...não sei.


Será provavelmente algo que se carregue à mão, que esteja conectado com o mundo todo, literalmente, com acesso à informação de toda a imprensa do mundo. Será tudo, toda a informação, os jornais virtuais de todo o mundo, em tempo real, os informes financeiros, de meteorologia... estará ali na mão de cada um a TV digital, a internet...


Que formato terá? Pode ser que seja algo que esteja sendo pesquisado e inventado neste preciso momento e ainda não sabemos seu formato exato, seu jeito, sua configuração, sua consistência... pode ser que seja um pelicula transparente que se enrole ou se desdobre, pode ser que seja um tela, um celular, não sei, nem imagino...


Mas sei que a imprensa, livre e independente, que expressa a voz livre dos indivíduos e de sua comunidade é a única forma de defender os princípios democráticos e de opinião. A imprensa será a única forma de fiscalizar o Estado e os seus instrumentos, o Judiciário e os outros poderes representativos que sempre, de alguma forma, estarão atrelados ao Poder e ao Estado.


A imprensa (que seria como chamaríamos o jornal) do futuro, será a única defesa legítima da liberdade do indivíduo.


Por estes motivos, o da liberdade de expressão e o das liberdades individuais é que imagino a existência e a permanência de uma imprensa pujante, independente e livre. A imprensa será a voz do indivíduo e da comunidade. Não poderá ser diferente. Essa á a chance que as gerações futuras terão e, certamente, elas a preservarão.


O futuro será bonito..."

 

Um jornalista (Entrevista em 12.03.2009)

publicado por ardotempo às 12:01 | Comentar | Adicionar