Lusa Memória - Isolde Bosak

Descoberta
 
 
 
 
 
 
 
Do alto desta vista cá
vou mais longe
pelo rio embarco
ganho o oceano
e cruzo
o arco de sagitário
e o cruzeiro
até o sul e mais
 
e se a memória de lá
o seu afogado tange
deixo tudo ao largo
resgato o mar liso e plano
de tanto uso
pego flecha e destinatário
abro velas que o vento trás
 
agora entendo navegar
e o que mais me constrange
é ter deixado o que abarco
desde aqui ao dano
tudo o que é luso
escrito em diário
de não ser dignatário
tendo voltado ao cais
 
 
© Isolde Bosak - Poema do livro Lusa Memória, 2009
publicado por ardotempo às 19:03 | Adicionar