Sexta-feira, 26.03.10

"A televisão é o futuro"

O visionário da tevê 

 

Entrevista com Walmor Bergesch - por Tatiana Tavares (Zero Hora)

 

Zero Hora – No livro Os Televisionários, o senhor mesclou o passado com o futuro e ainda enriqueceu esse conteúdo com textos de escritores como Luis Fernando Verissimo e Luís Augusto Fischer, que introduzem os capítulos. Como surgiu essa ideia?


Walmor Bergesch – Queríamos iniciar cada capítulo com o ponto de vista do lado de fora, do telespectador. Assim, convidamos contistas e cronistas para escrever uma história ficcional ou não, que tivesse correlação com o que seria falado a seguir. E conseguimos reunir este belo time (Sergius Gonzaga, Luis Fernando Verissimo, Aldyr Garcia Schlee, Claudia Tajes, Fabrício Carpinejar, Luís Augusto Fischer, Monique Revillion, Ignácio de Loyola Brandão, Gilberto Perin e Charles Kiefer).


ZH – Em 1961, o videoteipe foi responsável por transformar o modo como se fazia televisão naquela época. É possível fazer uma comparação entre a revolução protagonizada pelo videoteipe e a que deve ser desencadeada pela TV de alta definição?


WB – A primeira grande revolução foi realmente o videoteipe. Depois, a grande novidade foi a cor, a maior de todas para mim até agora. Em seguida, foi o desenvolvimento das microondas, para se estabelecer redes terrestres de televisão. Inicialmente, entre Rio e São Paulo. Em 1969, as redes começaram a se consagrar com o Jornal Nacional. Foi uma coisa maravilhosa, era o carro-chefe da formação de uma rede. Estabeleceram-se as afiliações das emissoras de forma mais forte. O grande marco que surgiu depois foi a TV de alta definição. A primeira vez que eu vi essa tecnologia foi na exposição da NAB em 1983, em Las Vegas. Depois, a tecnologia digital viabilizou a TV de alta definição.


ZHE qual é a revolução que a TV digital desencadeia?

 
WB – A revolução que ela vai provocar não é aquilo que estamos vendo hoje – que é maravilhoso para quem assiste a um bom filme ou boa novela bem produzida em casa ou qualquer tipo de conteúdo bem produzido em todas as etapas –, mas a evolução da tecnologia da televisão, do vídeo. Por exemplo, 3D já é uma evolução graças à tecnologia digital, porque antes ela não era viável para a televisão.


ZHPodemos fazer alguma previsão do que o futuro da televisão irá nos oferecer?

 
WB – Não temos como imaginar o que acontecerá nos próximos 15 anos. Mas já existem estudos adiantados em holografia. Centros de desenvolvimento eletrônico já estão com essa tecnologia em alguns protótipos. Algumas coisas já foram feitas experimentalmente, mas não funcionam na prática. Imagine, então, os recursos que teremos ao reunir a TV digital, o 3D e a holografia.


ZH A holografia vai permitir que, quando assistirmos uma novela, possamos visualizar a atriz ao nosso lado. Correto?


WB – Exatamente. É algo extraordinário, e acho que poderemos ver isso nos próximos 10 anos. É uma revolução extraordinária que vem aí.

 

 

 

 

Fotografia do autor: Tânia Meinertz (Divulgação/ ARdoTEmpo)

publicado por ardotempo às 23:31 | Comentar | Adicionar

A festa do lançamento: OS TELEVISIONÁRIOS

O livro e a festa de lançamento

 

 

 

 

Fotografias de Rafael Jacques

publicado por ardotempo às 17:46 | Comentar | Adicionar

A próxima atração

Livro recorda os 50 anos de televisão no Rio Grande do Sul – OS TELEVISIONÁRIOS

 

Denis Gerson Simões


Em um evento digno de show internacional, com cerca de 1.000 convidados presentes, foi lançado, nesta quarta-feira, 24/05, o livro Os teleVisionários, trabalho do jornalista Walmor Bergesch, profissional que foi um dos visionários da televisão no sul do Brasil. A recepção aos convidados ocorreu no Teatro do Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre, contando com a presença de autoridades e muitos dos personagens que construíram a história do veículo de comunicação mais popular do Rio Grande do Sul.

 

A publicação, que conta com 400 páginas de textos e 300 fotografias, faz um apanhado do transcurso da TV no passar de cinco décadas no sul do país, pincelando, também, fatos nacionais que repercutiram em âmbito regional. Mesmo não se tratando de um trabalho acadêmico, o conteúdo tem a seriedade e comprometimento de quem esteve presente nos principais acontecimentos que deram forma a este veículo em terras sulinas.

 

O prefácio é de Alexandre Garcia e conta também com participações de Luiz Fernando Veríssimo, Fabrício Carpinejar, Luís Augusto Fischer, Aldyr Garcia Schlee, Ignácio de Loyola Brandão, Claudia Tajes, Sergius Gonzaga, Gilberto Perin, entre outras personalidades.

 


Homenageando os primeiros visionários dessa epopéia, o autor, em solenidade, doou ao Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa uma placa comemorativa ao cinqüentenário da televisão no estado, tendo citados nela todos os profissionais que trabalharam na TV Piratini quando do lançamento do veículo, em 1959. Segundo Bergesch, aqueles foram os pioneiros do primeiro canal de televisão da região sul, o canal 5.


O autor realiza no livro um verdadeiro passeio pelo tempo, de modo descontraído, ao lembrar os personagens e as diversas emissoras que deram corpo a esta história.


Não ignorando a atualidade, o evento de lançamento trouxe uma projeção do futuro da televisão: as imagens em 3D. Em um telão, foram exibidos trechos de eventos captados com tecnologia de terceira dimensão, como o Planeta Atlântida 2010 e o Desfile das Escolas de Samba do Carnaval do Rio de Janeiro. Os convidados receberam óculos especiais para ter a recepção diferenciada, mas o autor de Os TeleVisionários ressaltou: "logo não será necessário o uso desses óculos". A ação não deixou de destacar o potencial midiático e tecnológico da Rede Brasil Sul (Grupo RBS) e da Rede Globo de Televisão.


O livro contou com patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Grupo CEEE e do Governo Federal, através da Lei do Mecenato do Ministério da Cultura.  Este financiamento mostra que é possível, através dos dispositivos de incentivo à cultura, buscar alternativas aos custos de lançamento de publicações pertinentes à sociedade, seja como audiovisual, seja como impresso. Bergesch acabou por marcar um acontecimento histórico que a própria mídia televisiva, figura central do cinqüentenário, acabou por ignorar. Trata-se de uma voz do mercado que passa a ser uma referência do tema, mesmo para o ambiente acadêmico, já que a questão da televisão no RS carece de maiores publicações dentro das próprias universidades gaúchas.


Denis Gerson SimõesMestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), membro do Grupo de Pesquisa CEPOS (apoiado pela Ford Foundation) e licenciando em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

E-mail: <denis@portal25.com>.
Fontes: http://projeto.unisinos.br/cepos/ e http://projeto.unisinos.br/oddd

Imagem: Fotografia de Rafael Jacques (Na imagem, Alexandre Garcia, Chico Anysio e Walmor Bergesch)

publicado por ardotempo às 01:27 | Comentar | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

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