Sexta-feira, 20.11.09

O piso da calçada

Fora da ordem

 

 

Itaci Batista - Os músicos - Fotografia (São Paulo SP Brasil), 2009

publicado por ardotempo às 19:01 | Comentar | Adicionar

O mercado é uma bolsa flutuando no oceano

Uma reflexão sobre a arte contemporânea e o mercado
 
Obra de arte, artistas, marchands, colecionadores e outros atores compõem a análise de Luciano Trigo.
 
Em A grande feira, Luciano Trigo apresenta uma crítica incisiva à relação do artista e sua obra com o mercado de arte. Segundo o autor, desde o fim da década de 70, época do fim das vanguardas, a arte contemporânea atravessa uma crise. A mercantilização da obra de arte é um dos pilares deste cenário. Fatos da arte contemporânea mundial são utilizados por Luciano Trigo para mostrar a subordinação da arte ao mercado. Com prefácios de Gianguido Bonfanti e orelha de Gonçalo Ivo, A grande feira é um lançamento da Editora Civilização Brasileira (www.record.com.br ) e chegou às livrarias no dia 6 de novembro.
 
A década de 70 é o ponto de partida da análise, época apontada pelo autor como o início da crise no mundo da arte, até os dias de hoje. A relação entre os vários personagens que compõem o chamado mercado da arte é estudada pelo autor: o artista, o crítico, o marchand, os colecionadores, as galerias, os museus, entre outros, têm suas funções dissecadas no livro.
 
Com argumentos sólidos e relevantes, o autor utiliza fatos reais para ilustrar suas opiniões e fomentar o debate pouco realizado no Brasil sobre este sistema, que hoje tem o mercado como norteador. Segundo o jornalista, atualmente, a arte contemporânea é oposta à concebida pelas vanguardas dos anos 70 e a antiga disputa entre “apocalípticos” e “integrados”, narrada por Umberto Eco, acabou com a vitória dos últimos.
 
O valor atribuído a obras que por muitos não são consideradas arte e por outros são compradas por milhões também é destaque em A grande feira. “A capa deste livro reproduz a obra The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living, do artista plástico inglês Damien Hirst. Em 2004, o tubarão mergulhado em formol foi vendido por 12 milhões de dólares ao administrador de fundos americano Steve Cohen. Dois anos depois, Cohen recebeu uma má notícia: o tubarão estava se decompondo. O pequeno alvoroço no mundinho da arte foi logo abafado. Artista e colecionador negociaram a substituição do animal original, e não se falou mais do assunto“, conta Luciano Trigo.
 
 
O autor utilizou essa imagem como metáfora para revelar uma facção da arte contemporânea que, segundo ele, é frágil e efêmera como um cadáver mergulhado em formol. Para escrever o livro, Luciano Trigo manteve diálogos com professores, teóricos, leigos interessados e, principalmente com artistas. Com A grande feira, ele empreende uma defesa do que chama de verdadeira arte – “aquela que é sempre criadora, subversiva e nova“.
 
Luciano Trigo é jornalista, escritor, editor de livros, crítico de cinema e colunista do site de notícias G1. Pela Editora Record, o escritor lançou O viajante imóvel e pelo selo Galerinha Record, os infantis Vira Bicho!, As cores do amor e A pequena ditadora, publicado recentemente.
 
A grande feira – Uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea 
Luciano Trigo 
Editora Civilização Brasileira 
240 páginas
 

Publicado em Verdes Trigos 

publicado por ardotempo às 17:43 | Comentar | Adicionar

Apresentação de Livro: em Pelotas e Porto Alegre

 Os limites do impossível

 

 

A partir da idéia estarrecedora de que o nascimento de Carlos Gardel ocorreu em Tacuarembó, no Uruguai, fruto de incesto e estupro, os contos deste livro transitam por algumas versões do espantoso acontecimento.
 
Aqui se imagina e se inventa como tudo terá acontecido − de forma a alcançar uma realidade ficcional que se proponha verdadeira à percepção do leitor. Assim, qualquer semelhança entre os fatos narrados e algo que tenha realmente ocorrido ou deixado de ocorrer não será apenas mera coincidência: será a prova de que a realidade muitas vezes vai além dos recursos da ficção, alimentando-se do improvável e do inacreditável para chegar ao impossível − que nossa fantasia, geralmente, não consegue alcançar ou frequentar.
 
Aqui enfrentamos os limites do impossível.
 

Aqui, os limites do impossível são desafiados em cada uma das histórias de Clara, de Blanca, de Juana, de Cisa, de Felicia, de Rosaura, de Mulata-flor, de La Niña, de Manuela, de Constantina, de Berta, de La Madorell, mulheres de verdade ou de mentira cujas vidas ajudam a recompor a difusa memória do incrível e triste nascimento de Carlos Gardel em Tacuarembó. 

 

 

 

 

 
 

Apresentação: Instituto Simões Lopes Neto

Dia 05 de dezembro - 21h / Noite Branca (sábado)

Rua D. Pedro II, nº 810  - Pelotas RS

(53) 30 27 18 65

 

Apresentação: Palavraria

Data adiada para :             MARÇO DE 2010

Rua Vasco da Gama, nº 165 - Bom Fim - Porto Alegre RS

(51) 32 68 42 60

publicado por ardotempo às 11:41 | Comentar | Adicionar

O sagrado

Deuses

 

"Não creio que exista um deus, mas à medida exata do pensamento dos gregos, um conjunto de deuses e deusas, imortais na memória individual e um outro conjunto de semi-deuses, estes mortais, fruto da aproximação dos seres com as divindades. Falíveis, temperamentais, poderosos o suficiente em alterar as translações dos planetas e o fluxo das marés, mudando aqui e ali os destinos dos humanos. Sua presença entre nós, subtil e pontual, uma vez que são poucos e poucas espalhados pelo planeta, revela-se num invento, num segredo desvelado, na arte original, na escritura perfeita de um livro, na correção dos rumos, na felicidade momentânea, numa palavra inesperada. Esses deuses e deusas possuem a chama e sabem o sagrado."

 

publicado por ardotempo às 10:43 | Comentar | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

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