Sexta-feira, 05.06.09

As costas de Nelson Mandela

Fotografia

 

 

 

Gilberto Perin - Fotografia - Praça Nelson Mandela, (Johannesburg, África do Sul), 2008

publicado por ardotempo às 19:49 | Comentar | Adicionar

O tempo dentro do tempo - 2

Fotografia

 

 

 

Itaci Batista - Fotografia - Alfaite Grego (São Paulo SP Brasil), 2009  

publicado por ardotempo às 19:30 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 04.06.09

O vinho de Porto Alegre

Villa Bari, de Porto Alegre para Nova Iorque e Toronto
 
Ramão Marques
 
Luiz Alberto Barichello é neto de italianos oriundos da região do Vêneto.  A família de imigrantes instalou-se em Garibaldi, na Serra gaúcha, onde ele passou boa parte da infância. Barichello vivia em uma pequena propriedade e tinha como principal passatempo auxiliar os avós na elaboração de vinhos. Era uma produção em pequena escala, suficiente apenas para suprir a própria demanda. Quando não estava nos vinhedos, gostava de brincar nas ruas ou de observar os pássaros que voejavam e desapareciam por trás dos morros que circundavam a cidade.
 
Há 30 anos, Barichello relembrou a paisagem que serviu de cenário para sua infância durante uma visita ao bairro Vila Nova, zona rural de Porto Alegre, distante cerca de 15 quilômetros do Centro. O futuro vitivinicultor ficou tão impressionado que decidiu adquirir uma gleba de terra. “A topografia deste lugar se assemelha à da Serra gaúcha”, diz o empresário. A partir do final dos anos 90, passou a produzir vinhos na Capital sob o rótulo Villa Bari.
 
Qualidade e estética
 
No começo eram uvas de mesa. Depois, a propriedade foi ampliada e os vinhedos ancorados em pedra granito rosa, característica em projetos de ajardinamento. “Cultivar uvas é uma arte semelhante a de um jardineiro. Além de ter fruto de qualidade, o parreiral precisa ser bonito”, filosofa.  Para ele, a cantina tem de traduzir um conceito estético e de qualidade. “Uma cantina bonita dá idéia exata do vinho que ali se produz”. A área localizada na Avenida Belém Velho é habitada por pássaros, árvores nativas e frutíferas. O empresário estima que pelo menos 20% da produção de uvas é consumida pelas aves. “Produzimos pensando também em alimentá-las”, assegura.
 
 
São sete hectares de vinhedos próprios dentro de um vale de águas minerais. Segundo Barichello, esse é um detalhe importante: o solo arenoso, de drenagem fácil, facilita a produção de uvas com índice de resveratrol – substância que ajuda a aumentar o colesterol bom – que chega a atingir o dobro da média nacional. A produção é artesanal e limitada. 
 
Produção
 
São 200 garrafas de Merlot, 200 de Cabernet Sauvignon e 400 de Gran Rosso, um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, safra 2003. A produção total de 2004 está estimada em 3.000 garrafas e a de 2005, em 5.000 garrafas. Os vinhos são comercializados nos estados de Nova Iorque e do Texas, nos Estados Unidos, para onde são destinados cerca de 60% da produção total, e em Porto Alegre.  A intenção é atingir a quantia de 8 mil garrafas nos próximos anos. No futuro, a Villa Bari pretende também elaborar espumantes. “A uva Chardonnay se adapta muito bem nesta região. Vamos começar os primeiros testes e investir nesse segmento”, explica Barichello.
 
Parte das uvas é vinificada após o processo conhecido como passificação – método tradicional de preparação do Amarone, vinho típico da região de Valpolicella, na Itália, feito com as três castas características (Corvina, Rondinella e Molinara). A uva, depois de colhida, é deixada em um ambiente refrigerado a ar para descansar e concentrar sabores. A temperatura oscila entre 22ºC e 23ºC. “Assim, adquire mais açúcar e corpo, que vai resultar num maior teor alcoólico”, explica ele. Nesse local, as frutas permanecem por cerca de 35 dias dentro de pequenas caixas de plástico.
 

Preferência pelo inox
 
Barichello diz que prefere não utilizar barricas de carvalho. O vinho passa somente por barris de inox. A primeira safra ficou 10 meses dentro da cantina. Atualmente, como regra, os vinhos Villa Bari permanecem 15 meses dentro do inox e um ano na garrafa, antes de chegar ao público consumidor.
 
Ele diz que, embora em escala pequena e artesanal, os vinhos da vinícola Villa Bari não perdem para os da Serra Gaúcha – região tradicional de vinhedos do Rio Grande do Sul. Lembra que, atualmente, a bebida é elaborada em várias regiões do Estado, como a fronteira (Santana do Livramento e Bagé, por exemplo). “O segredo, além do solo e o clima favoráveis, são as técnicas empregadas”. Barichello acrescenta que Porto Alegre é uma cidade quente, subtropical e boa produtora de frutas como uva, pêssego e ameixa. “Por que não faríamos bons vinhos”? indaga.
 
Barichello também é produtor de vinhos em Valpolicella, nos arredores de Verona, na Itália, e está implantando um novo vinhedo em Chianti, próximo a Florença. Os vinhos italianos têm a marca L’Arco e são elaborados em parceria com um jovem produtor de nome Luca Fredigo. É ele quem elabora a bebida. Barichello financia pesquisas e adquire equipamentos. Os vinhedos e a cantina estão localizados em Santa Maria de Negrar, num dos vales de Valpolicella. A produção é limitada, ao redor de 30 mil garrafas por ano, distribuídas entre Amarone, Rubeo IGT (Indicação Geográfica Típica), Pario IGT, Valpolicella Superior e Rosso Veronese IGT. As uvas processadas são Corvina, Corvinone, Rondinella e Molinara. Os vinhos são vendidos na Itália, nos Estados Unidos, no Canadá, nos países escandinavos e no Brasil.
 
O novo vinhedo fica em San Casciono di Val di Pisa, nas colinas do Chianti, ao redor de Florença. “No momento, já está em produção de uvas Sangiovese, numa área de 1,5 hectares, que serão vinificados este ano”, informa Barichello. O projeto prevê a implantação de mais 3,5 hectares.
 
 
Vinícola Villa Bari
Avenida Belém Velho, 3610
Porto Alegre - Fone: (51) 3248 – 2200
barichello@terra.com.br
www.villabari.com.br
 
Ramão Marques - Publicado em Bon Vivant
publicado por ardotempo às 15:07 | Comentar | Adicionar

Agradecimento pela presença e palavra

Apenas Pintura - Livro de presença

 

 

Agradeço a presença das quase 200 pessoas que enfrentaram o frio intenso e a noite do centro de Porto Alegre para comparecer à abertura da mostra APENAS PINTURA. Ali estiveram com seu afeto, calor e amizade muitos interessados em arte e pintura, outros artistas, escritores e poetas, alguns deles vindos de muito longe especialmente para o evento. Foi uma bela noite de confraternização com um brinde do excelente vinho Villa Bari, produzido com esmero e qualificação na própria cidade de Porto Alegre. Sei que não pude retribuir a todos a atenção merecida, comparárel em intensidade ao gesto da presença e da alegria trazidos por todos ao local expositivo. Agradeço ainda às centenas de e-mails recebidos, muitos deles enviados desde Portugal, outros de Espanha, França e Estados Unidos. Agradeço a presença das TVs e dos jornais. Todos foram apenas para ver pintura e esse revelou-se ser ainda um bom motivo.

 

publicado por ardotempo às 13:54 | Comentar | Adicionar
Terça-feira, 02.06.09

Apenas Pintura - A exposição

 Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por ardotempo às 13:25 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 01.06.09

Um curador é um curador, é um curador, é um curador...

La sombra de los artistas

   
"Un comisario nunca debe reconocer en público que no conoce a un artista, la situación se puede salvar con un 'he oído hablar de él'. Cuando se refiera a los artistas debe llamarles por su nombre de pila: 'He quedado a cenar con Mathew' o 'voy a una exposición de Richard". El consejo forma parte del Manual de estilo del arte contemporáneo, un libro del artista mexicano Pablo Helguera.
 
Tania Pardo, comisaria del Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León (Musac), lo trae a colación en su conferencia sobre ética del comisariado porque sabe que está dirigiéndose a colegas capaces de reconocer lo que tiene de sarcasmo y lo que tiene de realidad. El marco es el primer encuentro nacional de comisarios de arte Producir, exponer, interpretar, celebrado el pasado fin de semana en León y que continuará el 25 de septiembre en el Matadero de Madrid, bajo la dirección de Tania Pardo y Manuela Villa. Ambas, tras una serie de conversaciones, se dieron cuenta de que tenían muchas dudas sobre su propia profesión. ¿Un comisario es un gestor cultural, un filósofo, un creador?, ¿existe un código deontológico del comisariado?
 
Asistentes y ponentes al encuentro presentan un par de peculiaridades. La primera es que, ignorando la oferta gastronómica de León, se quedan pegados a sus asientos más allá de las tres de la tarde interviniendo. La segunda, que la mayoría tiene menos de 35 años. Forman parte de una generación de profesionales de la gestión cultural que han contado con posgrados específicos para formarse y que han podido teclear el nombre de un colega en Facebook para masacrar o elogiar su exposición. Son los primeros además que, en un gesto de toma de conciencia, han concretado esta red organizando un encuentro exclusivo de gestores de arte.
 
Otra cosa que les une es que la mención del sambenito comisario joven o artista joven les provoca sarpullidos. "Es una etiqueta vacía, detrás de la que no hay nada", dice Javier Marroquí, que, junto a David Arlandis, forma un equipo de gestión cultural en Valencia. Marroquí apunta que esta generalización casi siempre ha servido para dar buena imagen a las instituciones y someter a los artistas emergentes a condiciones precarias. Menciona a Amanda Cuesta, ponente en el encuentro y una de las responsables de la exposición sobre quinquis que se puede ver en Barcelona. Cuesta empezó con 21 años y habla con orgullo de su "arsenal intelectual". Muchos de los presentes son jóvenes, pero no nuevos en esto. "Parece que por ser joven tienes que guardar tu turno, en términos taurinos", dice Iván López Munuera. Pero él, a sus 29 años, se ha saltado el protocolo. Prepara la exposición Los esquizos de Madrid. Figuración madrileña de los años 70 en el Reina Sofía.
 
Las dudas no se han solventado. Un hipotético Manual de estilo del arte contemporáneo tendría infinidad de interrogantes en el capítulo dedicado a los comisarios. Pero para ellos, que construyen discursos a partir del arte, la incertidumbre no es una enemiga.
 
 

 
 
Nerea Pérez de Las Heras - Publicado em El País
publicado por ardotempo às 18:31 | Comentar | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

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