Domingo, 24.02.08

Futuro do livro?

Porque pagar por algo que é gratuito?

Um caso bem didático para se refletir, especialmente por aqueles que não param de difundir a (falsa) perspectiva de se estar testemunhando o dia  em que o computador liquidará definitivamente com o livro: o relatório da Comissão para o Desenvolvimento Francês dirigido por Jacques Attali, e publicado com o título “300 Decisões para mudar a França” (338 páginas – 18,90 euros ou R$ 47,25) vende muito nas livrarias.

Com uma tiragem até o momento de 75.000 exemplares, o livro figura na segunda colocação entre livros de documentação mais vendidos, um pouco atrás de “Uma Vida” de Simone Veil, na lista de melhores vendas do LivresHebdo.

E isso, considerando-se que o mesmo texto pode ser integral e gratuitamente baixado por internet no site da Documentation Française, o editor normal do Estado francês!

Porque tanta gente estará ainda disposta a pagar cerca de 20 euros (cerca de 50 reais) por algo que está disponível sem custos na internet? Se ainda se tratasse de literatura, poder-se-ia desenvolver argumentos tais como a magia do livro ou a sensualidade de tocar a página impressa de papel. Mas trata-se de um relatório, que por definição, demanda uma leitura fragmentada e  muito localizada.

A que conclusões chegarão os membros da Comissão pelo Futuro do Livro ao Momento da Digitalização, dirigida por Bruno Patino e como esta formatará o seu próprio relatório em proposta para a leitura no instante de sua publicação? Será colocado em internet, estará impresso nas livrarias, será enviado por pombos correios ou de alguma outra maneira mais apropriada?

Pierre AssoulineLa Republique des Livres – Le Monde – 22.02.08
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publicado por ardotempo às 22:19 | Comentar | Adicionar

MOLYPOP - Rock e Literatura



Banda de rock e de música contemporânea francesa, integrada por músicos de primeirissima grandeza, todos poli-instrumentistas, e ainda compositores e escritores de vanguarda, de St. Malo, Rennes e Paris. Fazem parte do grupo Laure Limongi (piano e voz), Anne Prigent (voz e coordenadora do grupo), Yann Linaar (teclados), Otávio Moura (bateria), Christophe Boissiere (composição, guitarra e citara) Olivier Mellano (composição e guitarra) e Emmanuel Tugny (composição, guitarra, banjo e baixo).
 
Molypop acaba de lançar na França seu CD “Sous la barque (Quand on Creuse)” por Trackmusic, em fevereiro 2008.

O projeto do grupo MOLYPOP, que é uma comunidade musical em evolução, foi o de aprofundar o conteúdo de seu novo CD em torno de temas ligados à natureza, a sua fragilidade e o risco de sua extinção, num conceito que resgata a tradição da canção pop francesa e as suas exigências contextuais, unindo-a com a forma exuberante, aventureira e rebelde da canção pop anglo-saxã dos anos sessenta e setenta, fonte predileta dos membros do grupo, no universo dinâmico e abrangente de sua proposta criativa.

Escutar algumas faixas em myspace/molypop
publicado por ardotempo às 17:48 | Comentar | Adicionar

Azul e Negro



Ver é delírio.
Como dizê-lo?

O azul é noite
o azul é morte.
Como sabê-lo?

O azul é negro
no seu cabelo.

Ver é delírio.
Bastasse vê-lo
o azul é negro
ardendo aceso
no seu carvão.

Ver
pode ser
azulcinação.

Poema de Ferreira Gullar e pintura de Siron Franco
publicado por ardotempo às 14:04 | Comentar | Adicionar

Uma frase para Maquinaria da Arte



No concreto e ao final de tudo, uma obra de arte não se realiza com as idéias e sim com as mãos.” – Pablo Picasso
publicado por ardotempo às 13:30 | Comentar | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

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