Le Clézio, Prêmio Nobel de Literatura 2008

A ressurreição da França

 


 

De J.M.G. Le Clézio só li, há muitos anos, Diego & Frida. Tenho uma memória difusa do livro mas sei que não me impressionou especialmente. Entre o rigor biográfico (apoiado em longas transcrições dos diários de Kahlo, da autobiografia de Rivera, de cartas e outros documentos) e a evocação fascinada do amor que uniu e atormentou dois artistas excepcionais, havia pouco espaço para a literatura, embora recorde duas ou três passagens memoráveis.


No universo dos escritores franceses vivos, as minhas preferências vão mais para Pascal Quignard, Olivier Rolin ou Jean Echenoz. Ainda assim, como francófilo assumido, fico bastante satisfeito com a atribuição do Nobel a Le Clézio, porque ele pode sinalizar um regresso da França ao primeiro plano da cultura à escala global.

 

É bom não esquecer que há menos de um ano (Novembro de 2007), a revistaTime fazia capa com a manchete «The Death of French Culture». Felizmente, parece que a notícia dessa morte foi ligeiramente exagerada. 

 

José Mário Silva - Bibliotecário de Babel

 

Publicado no blog Bibliotecário de Babel

publicado por ardotempo às 13:16 | Comentar | Adicionar