Terça-feira, 17.05.11

A fabulosa coleção vintage de retratos

Wilhelm Maywald

 

 

 

 

A fantástica e rarissima coleção de retratos (em edição de ampliações vintage) de artistas de uma época de ouro em Paris. Todos eles fotografados por um extraordinário artista - Wilhelm Maywald

 

Cento e vinte e cinco imagens vintage de retratos de artistas como Picasso, Vieira da Silva, Matisse, Braque, Léger, Chagall, Roualt, Utrillo, Tamayo, Vasarely, Dina Vierny, Calder e muitos outros representantes da arte mais significativa da primeira metade do século XX, em Paris, França. Imagens capturadas pelas lentes de Wilhelm Maywald e cuidadosamente conservadas pelo seu herdeiro e curador do conjunto fotográfico, o igualmente fotógrafo Jean-Alex Brunelle. Um acervo expositivo importante,  exclusivo de celebridades artísticas, um conjunto bastante valioso.

 

Nas imagens, um retrato do pintor mexicano Rufino Tamayo no seu período parisiense e o fotógrafo Jean-Alex Brunelle, conservador e curador do notável tesouro cultural fotográfico.

 

 

 

 

publicado por ardotempo às 01:09 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 30.12.10

Táxis vermelhos

Vermillion - Vermelho Granada


Cidades caracterizam-se por alguns detalhes triviais, corriqueiros, intensamente convencionais, porém reconhecíveis no seu conjunto e no seu tecido urbano móvel. Nos seus táxis, por exemplo.

 

Em São Paulo os táxis são brancos. Fato que, durante algum tempo fez com que a cor fosse praticamente dedicada, com incômoda exclusividade aos taxistas, uma vez que a população evitava a todo custo, comprar carros brancos. Isso durou até a chegada maciça de carros importados e entre eles, que representavam os sonhos de desejo dessa mesma população, ávida pelo conforto e pela tecnologia avançada, estavam muitos automóveis brancos, o que acabou por eliminar o preconceito que já se ia solidificando. Felizmente isso deixou de existir e agora lá estão os carros brancos e os táxis igualmente brancos, por todo o lado. Democratica e elegantemente brancos.

 

No Rio de Janeiro, os táxis populares e de frotas são amarelos-cítricos e com faixas azuis. Também eles são reconhecidos à distância, o que é um facilitador visual importante para seus usuários. Em Londres os táxis são pretos, em Nova York, os cable cars são amarelos gema com quadriculados negros, em Paris as voitures são, em grande maioria, Mercedes Benz.

 

Em Porto Alegre, os táxis são vermelhos. Uma cor que se tornou uma exclusividade da função. Um vermelho com um toque levemente alaranjado que se chamava, por volta de 1973 - vermelho-granada - era uma cor de moda no catálogo dos fuscas do ano e tornou-se uma paixão fervorosa entre os taxistas, que, naquele mesmo ano, através de seu sindicato, adotaram a cor como oficial para todos táxis da cidade.

 

Passaram-se cerca de quarenta anos e a cor é uma marca registrada indelével na cidade. Somente em Porto Alegre os táxis ostentam essa cor saliente, enfática, indiscreta, esse vermelho alaranjado que se faz notar na grande massa de veículos de serviço na estação rodoviária, nas filas nas horas engarrafadas dos finais de expedientes de trabalho, nas grandes avenidas do centro da capital e nas pequenas filas dos pontos-de-táxi dos bairros. Vermelho alaranjado, o vermillion das cores a óleo dos tubos de pintura, o vermelho-granada da antiga tabela de cores de alguns veículos Volkswagen de 1973.


Na foto recente, um táxi de Porto Alegre, na esquina da Av. Borges de Medeiros com a rua Jerônimo Coelho, em frente ao Savoy Hotel. Defronte e ao lado, em primeiro plano, um Prêmio Nobel.

 

 

 

 

Fotografia de Gilberto Perin - Mario Vargas Llosa (Porto Alegre RS Brasil), 2010

publicado por ardotempo às 22:31 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 27.09.10

Camisa Brasileira - O livro

Vestiários


Em breve, o livro das imagens secretas do futebol.

 

 

 


Trata-se  de um livro de arte, de fotografias de autoria de Gilberto Perin, com o texto de  Aldyr Garcia Schlee – um majestoso ensaio fotográfico sobre um universo pouco conhecido acerca das atividades e do comportamento dos milhares de trabalhadores do futebol, os que jogam e os que os apóiam. Não é o do espaço dos astros televisivos do super-espetáculo regido pelo rico mercado dos clubes-empresas, dos formidáveis anunciantes, dos empresários e dos artistas a quem a fortuna sorriu. É outra gente, mais numerosa, mais frágil, para quem os dramas humanos estão evidenciados e que são capazes de nos emocionar e comover com  a sua humildade e de sua humanidade. É outro espaço, é outro o tempo, são grandes as carências, as limitações materiais – mas talvez seja mais genuína a paixão que o esporte, distanciado dos holofotes do negócio-futebol, desperte em torcedores desses times e clubes espalhados pelo Brasil inteiro.

 

 


Um livro que desvenda e revela com imagens e texto, um universo que ninguém mais vê.

 

 

 

 


Fotografias de Gilberto Perin

Texto de autoria de Aldyr Garcia Schlee

Edições ARdoTEmpo

 

publicado por ardotempo às 12:22 | Comentar | Adicionar
Sábado, 03.10.09

Fronteira Sul - Imagens e Texto

FRONTEIRA SUL
 
Aldyr Garcia Schlee
 
 
Nasci no lado brasileiro do Jaguarão, mais precisamente no lado de cá do rio, na cidade de Jaguarão, diante da cidade uruguaia de Rio Branco, que fica do lado de lá.
 
Isso me fez definitivamente fronteiriço; e me impôs a necessidade, desde pequeno, de alimentar muitas dúvidas e de enfrentar grandes perplexidades. Por que haveria de ser assim?
 
Por que aqueles dois mundos tão próximos e tão separados, apesar da majestosa ponte que os unia e das falas diferentes que os distinguiam? Como explicar tudo aquilo, que poderia ser tão simples e tão igual, sendo tudo a mesma gente, sem a linha divisória, numa terra só?
 
Aprendi, então, a olhar para o outro como quem se vê num espelho. E descobri que, na fronteira, nós não somos nós, apenas; somos nosotros, nós outros, nos outros. E percebo que  essa é a grande lição da fronteira, justificando todos os seus mistérios e toda a sua magia.
 
Na fronteira há permanentemente o outro lado. Que é também, por consequência, o outro lado de tudo, de todos, de todas as coisas, sempre a nos desafiar — porque nada se explica sem ele: o outro lado oferece-nos o balanço dialético do que é e do que não é, do que pode ser e do que não pode ser, alimentando pelo avesso nossos sonhos, nossas ilusões e nossas esperanças, sem que deixemos de encarar a contra-pelo a realidade, e sem que precisemos dispensar nela o mágico e o misterioso, que são sua imponderável graça, sua atração irresistível e sua reafirmada diferença em relação aos outros espaços do mundo (afinal, a fronteira não é fronteira se não for um espaço fronteiro, um espaço que ao mesmo tempo é a soma de dois que se confrontam sobre uma linha que os divide e separa).
 
Que magia, que mistério, na fronteira.
Que tipos, que figuras, que lugares!

Que paisagens!
Que paisagens, as da Fronteira Sul.
 
É o que me ocorre dizer (e escrever, entusiasmado) diante das extraordinárias imagens fronteiriças captadas pela lente privilegiada de Leopoldo Plentz, em que ele nos coloca muito emblemática e sugestivamente do outro lado do que retrata, impondo-nos mágica e misteriosamente, com o domínio de sua técnica e de sua arte, o verdadeiro sentido misterioso e mágico da fronteira.
 

© Aldyr Garcia Schlee 

 

FRONTEIRA SUL 

Fotografias de Leopoldo Plentz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© Fotografias de Leopoldo Plentz

publicado por ardotempo às 20:51 | Comentar | Adicionar
Domingo, 21.06.09

Retratos Notáveis - 33

O retratista

 

 

 

 

Fotografia: Retrato de Itaci Batista (São Paulo SP Brasil) - 2009

Fotógrafo: Mário Castello 

publicado por ardotempo às 15:26 | Comentar | Adicionar
Terça-feira, 03.02.09

Entrevista: Pierre Yves Refalo

Fotografia...alguém ainda está fazendo
 
 
 
 
 
 
 
Pierre Yves Refalo é fotógrafo profissional, autor de livros de arte de fotografia, fotógrafo oficial do Programa Sr. Brasil - Rolando Boldrin, na TV Cultura - São Paulo, e fotógrafo-autor das Séries Olivério Girondo, Deserto e Carandirú (fotografias) 
 
 
 
ARdoTEmpo: Pierre Yves Refalo, fala-se que este é o século da imagem, o século XXI - como você vê o papel do fotógrafo hoje? 
 
Pierre Yves Refalo: Para começar , eu não acho que o século XXI seja o século da imagem, o século XX foi o século da imagem, o século XXI é o século da morte da imagem...é o século da manipulação, da imagem fabricada, acabou o espontâneo, o real, é tudo fake...
 
ARdoTEmpo: Mas a fotografia é o motor das mídias mais contemporâneas, a internet, a TV digital, o cinema, a própria fotografia como linguagem,... a arte atual, a arte contemporânea, é a fotografia e o artista, contemporâneo, é o fotografo?
 
Pierre Yves Refalo: Não, sobraram poucos fotógrafos de verdade, entre os quais nem creio que eu posso estar relacionado - a fotografia hoje é a apenas a matéria-prima, a partir da qual se faz todo tipo de manipulação para qualquer finalidade, porisso eu acho que a fotografia morreu, ela se tornou uma espécie de commoditie, uma matéria-prima para ser manipulada posteriormente...
 
ARdoTEmpo: Mas o que você quer dizer com “manipulação posterior”? A manipulação técnica faz parte da proposta da nova fotografia ...por exemplo, do universo da fotografia digital...
 
Pierre Yves Refalo: É que com as novas tecnologias contemporâneas disponíveis, com os novos programas de computador e com um pouco de conhecimento dos programas, você pode salvar a pior fotografia, ela pode ser transformada, pode ser embelezada, é uma mudança do métier, do saber como fazer, eu não me sinto mais fotógrafo, eu me sinto agora um técnico em informática...
 
ARdoTEmpo: É, mas isso não é necessariamente verdadeiro quando se observa as fotos de autoria feitas por você, as fotos do inverno em Paris, as fotos na Toscana, a foto dos ciclistas em Florença, ali sempre existe uma escolha de momento e isso passa por um componente de sensibilidade pessoal.
 
Pierre Yves Refalo: Sempre há uma manipulação. Mesmo quando eu faço uma foto dessas que você chama de fotos de autor, e eu faço pouco essas fotos, faço essas fotografias quando viajo... eu não vivo com uma câmera na mão, quando eu tenho uma câmera eu sinto a necessidade de fotografar alguma coisa, mas eu não vivo com a câmera na mão como certos fotógrafos...mas depois sempre há uma passagem obrigatória pelo computador, atualmente eu trabalho apenas com câmeras digitais... têm-se que revelar a foto como antigamente revelava-se o filme, mas quando se revelava o filme, antes, estava-se ali sem poder nenhum frente ao negativo...só se podia passar ao papel fotográfico, com os artifícios do laboratório também, mas isso era super limitado com relação ao que se pode fazer  hoje na frente de um computador.
 
ARdoTEmpo: Então a situação hoje é mais favorável ao fotógrafo...
 
Pierre Yves Refalo: Não, a situação hoje resulta mais favorável a manipular a foto... mas se a foto é definida por um clique, que passa depois por um computador que a transforma completamente, então... sei lá o que se pode chamar isso hoje...
 
ARdoTEmpo: Mas é a mesma coisa... Man Ray, por exemplo, fazia interferências sobre as imagens...
 
Pierre Yves Refalo: Sim, sempre existiu a interferência nas imagens pelo fotógrafo, a fotografia sempre teve interferências. Mas hoje a base da criação fotográfica não é mais o olho, atualmente a base da criação fotográfica é o computador.
 
ARdoTEmpo: Num determinado momento nos anos 80, na Série Olivério Girondo (ensaio fotográfico artístico de 50 imagens em película, em gelatina, ampliadas em grande formato sobre papel, num minucioso trabalho de interferências em laboratório, de grande sucesso em exposições em museus) de sua autoria, um trabalho de características super contemporâneas que antecedeu ao trabalho de manipulação digitalizada...
 
Pierre Yves Refalo: Sim, sem dúvida, mas era numa época romântica, do século XX, em que o fotógrafo era obrigado a encontrar soluções para chegar aos resultados vislumbrados, aos projetos que imaginava...para chegar, por acaso, a um resultado satisfatório... mas hoje em dia, não há mais essa pesquisa porque na medida em que alguém domina o programa de computador, ele pode fazer absolutamente tudo com as imagens...
 
ARdoTEmpo: O que significaria que os limites da fotografia foram expandidos, como linguagem?
 
Pierre Yves Refalo: Não, ao contrário, significa que agora tudo está mais limitado... porque todo mundo pode ser fotógrafo ou acha que pode ser fotógrafo. O que não é verdade.
 
ARdoTEmpo: Sim, não é verdade.
 
Pierre Yves Refalo: ... ainda há um fotógrafo atrás da máquina, mas um fotógrafo atrás de uma máquina fotográfica digital não é nada, porque não há nenhuma fotografia, nenhuma, afirmo, que saia de uma digital que possa ser utilizável (sem o trabalho de refinamento no programa de computador). Não existe.
 
ARdoTEmpo: Quais são seus planos futuros para sua fotografia de autoria?
 
Pierre Yves Refalo: Não tenho nenhum plano, continuarei a fotografar o que vir à minha frente quando tiver uma câmera na mão, o que não é muito freqüente, para ter uma matéria-prima que eu possa manipular depois.
 
ARdoTEmpo: Mas você tem uma série de imagens, ou de conjuntos de fotografias que podem ser vistos como séries, como a Série Olivério Girondo, a Série do Deserto, a Série Carandiru, séries impressionantes que são inéditas, que ainda não foram vistas em sua essência...
 
Pierre Yves Refalo: Sim, sempre haverá possibilidade de mostras de fotografias feitas antes da explosão da informática...
 
ARdoTEmpo: E depois da explosão da informática também, porque você continua fotografando...
 
Pierre Yves Refalo: Sim, mas você me perguntou da fotografia atual, eu falei que a fotografia real, concreta, era a do século passado e que estamos no século da imagem pelo computador... eu nem tenho saudades daquele tempo, eu nunca mais comprei um filme, essa situação do digital e do computador me convém, até por preguiça, mas a fotografia real era aquela dos filmes, da gelatina, da química, das ampliações em laboratório... alguém ainda está fazendo.

 

Entrevista concedida por Pierre Yves Refalo ao ARdoTEmpo - Janeiro 2009

publicado por ardotempo às 15:46 | Comentar | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

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