Sexta-feira, 29.04.11

O professor encontra com o escritor

 

Revelações de Aldyr Garcia Schlee

 

 

Abrindo a temporada do projeto itinerante de 2011, a caravana do Encontros com o Professor viajou - pela primeira vez - para Pelotas para a entrevista com o escritor e jornalista Aldyr Garcia Schlee.

 

O mais recente romance de Aldyr Schlee, Don Frutos, lançado em novembro do ano passado, foi o primeiro assunto da conversa entre Ostermann e o entrevistado diante do público que lotou o auditório do Instituto Simões Lopes Neto, em Pelotas. Segundo o autor, o livro foi rejeitado por duas das maiores editoras brasileiras antes de ser publicado pela edições ardotempo. "Meu orgulho é de quem tem a consciência de que os argumentos utilizados pela editoras eram mais do que falsos", declarou. Mas isso não foi motivo para desencorajá-lo. "Minha mulher acha que se o cara não escreve um romance, ele não é bom. Por isso que eu dediquei esse livro a ela. Mas continuo achando que o bom conto é mais difícil de fazer do que o romance", brincou.

 

A obra utiliza o linguajar fronteiriço e narra os derradeiros meses de vida do caudilho uruguaio Don Fructuoso Rivera. No livro, o personagem estacionado por meses em Jaguarão, em regresso à sua pátria depois de prisioneiro em duro exílio no Brasil, assume pela terceira vez o mandato de Presidente da República. "O meu mundo é muito pequeno, ele gira todo em torno de Jaguarão e da fronteira com o Uruguai".

 

Bem-humorado e ácido nas críticas, Schlee comentou as contradições que percebe no Movimento Tradicionalista Gaúcho que, segundo ele, baseia-se numa "tradição que não nasce, que tem que ser criada. O mate [chimarrão] é um traço rico e verdadeiro da cultura pampeana, mas ele não distingue, ele revela a identidade dos que vivem no pampa. Os descendentes os colonos que saíram do pampa e foram para Santa Catarina, Paraná e mesmo outras partes do Rio Grande do Sul, levam o mate e vão nos CTGs. O MTG extrapolou o espaço onde estava sendo desenvolvido e cultivado. O Paixão [Côrtes] e o Barbosa [Lessa] se atiraram como tigres em busca de outros traços além dos que dizem respeito ao pampa".

 

A conversa entre Ostermann, Schlee e o público ainda versou sobre a literatura gaúcha, a camiseta canarinho da Seleção Brasileira de Futebol - da qual Schlee é o criador -, João Simões Lopes Neto, Nelson Rodrigues e sobre as vivências jornalísticas de Schlee nas décadas de 1960 e 1970 . Encerrando o evento, entrevistado e entrevistador tiraram fotos com o público e distribuíram autógrafos.

 

 

 

 

Publicado pelo blog Encontros com o Professor -

Imagem: Divulgacão Album Encontros com o Professor  - Ruy Carlos Ostermann, Marlene R. Schlee e Aldyr G. Schlee

 

 

 

 

 

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Quinta-feira, 03.03.11

Noite Mundial do Livro - 5 de março

 

Nós somos o que lemos

 

 

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Segunda-feira, 13.12.10

SÁBADO 18 de dezembro - O JANTAR - Livraria da Vila Itaim

LANÇAMENTO EM SÃO PAULO - Livraria da Vila Itaim

 

 

 

 

 

 

Lançamento na Livraria da Vila Itaim - Rua Mário Ferraz, nº 414 (11) 3073-0513 - Itaim-Bibi São Paulo, no dia 18 de dezembro, das 15h até às 19h30, com a presença da autora, Naira Scavone, do chef Aires Scavone e do fotógrafo Mauro Holanda, autor das várias imagens publicadas no livro.

 

Imagem: Mauro Holanda

 



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Domingo, 12.12.10

Noite do Livro, em Porto Alegre

 

Prêmio Açorianos - Convite para a entrega dos Prêmios de Literatura - 13 de dezembro

 


 

 

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SARAU ELÉTRICO - 14 de dezembro - GRANDES RELATOS

SARAU DOS GRANDES RELATOS

 

O escritor de Jaguarão que passou 45 anos dedicado a uma ideia é o convidado do SARAU ELÉTRICO da proxima terça.

 

ALDYR GARCIA SCHLEE, Fato Literário 2010, apresenta seu romance DON FRUTOS, sobre a vida do caudilho uruguaio Fructuoso Rivera. Com a assistência da turma da casa, LUÍS AUGUSTO FISCHER, CLÁUDIO MORENO, CLAUDIA TAJES e KATIA SUMAN.

 

SARAU DOS GRANDES RELATOS. Histórias que mudaram tempos e vidas. E vão transformar a sua terça-feira também.


Canja pura salsa - TONDA Y COMBO

SARAU DOS GRANDES RELATOS - TERÇA 14.12.10 - OCIDENTE - 21h

 

 

 

 

DON FRUTOS

 

Um romance extraordinário sobre a vida do caudilho Fructuoso Rivera, presidente da República Oriental do Uruguai em duas oportunidades históricas e indicado a um terceiro mandato em triunvirato, num momento preciso e pontual: cerca de um ano inteiro de vida, o último de sua jornada, vivido em Jaguarão, no sul extremo do Brasil e permeado pelas lembranças sobre os inúmeros episódios de sua espantosa vida de aventuras políticas, amorosas, militares e de barroca construção de um novo país. Frutos Rivera, um dos libertadores da América. Um homem do pampa que assomou à presidência do Uruguai e incluiu-se como um dos fundadores da nova república, entre impérios e potências internacionais. Escrito com mestria por Aldyr Garcia Schlee (FATO LITERÁRIO 2010) em quatro anos, lastreado numa pesquisa exaustiva ao longo de 45 anos, em bibliotecas e arquivos nacionais, no Uruguai e no Brasil.

 

DON FRUTOS é um romance finamente lapidado em linguagem criativa, arquitetado pelo escritor que refez os caminhos, as memórias e as falas do personagem histórico com a verossimilhança que apenas a ousadia ilimitada de um autor densamente documentado poderia fazer. Abandone-se nessa escrita de alumbramentos e reconheça as marés de formação dos países do pampa.

 

Quantos serão eles, além daquele imaginado pelo escritor e os outros sugeridos pela imaginação infinita dos leitores, incendiada pelas suas palavras?

 

Aldyr Garcia Schlee pesquisou tanto, colheu um volume tamanho de informações, refletiu tão intensamente sobre sua personagem que mimetizou-se a ela, a ponto de pensar genuinamente suas ações, sentir seus sentimentos e saber seus medos, suas limitações, suas inseguranças, suas doenças e seus humores. Um romance magnífico que empresta a atmosfera de um continente emergente para o desfrute de uma literatura de invenção e originalidade.

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Quinta-feira, 30.09.10

Em novembro, no mesmo período, no mesmo lugar

José Mário Silva e Paul McCartney

 

 

No início de novembro, exatamente entre os dias 04 e 07 estarão circulando por Porto Alegre RS Brasil, o escritor português José Mário Silva e o músico vegetariano, o beatle Paul McCartney. Certamente eles percorrerão locais diversos na cidade (ou não) e um deles estará bem mais acessível para conversar com as pessoas, na Feira do Livro, nas ruas, em livrarias, em locais públicos abertos e gratuitos e será bastante fácil obter um autógrafo.

 

 

 

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Quinta-feira, 02.09.10

HOJE!

Exposição de Pinturas e Desenhos - 19 horas

 

CARLA OSORIO

GERI GARCIA

SÉRGIO GAG

 

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

Rua dos Andradas, 1223

Centro Histórico

Porto Alegre RS

Brasil

 

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Quinta-feira, 26.08.10

A poeta na Bienal

Mariana Ianelli na Bienal do Livro de São Paulo

 

 

 

 

A poeta Mariana Ianelli, autora de Treva Alvorada (Editora Iluminuras) presente na Bienal do Livro de São Paulo, 2010

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Quinta-feira, 05.08.10

O imaginário do povo brasileiro

Homenagem a Janete Costa

 

Exposição: Janete Costa e o Imaginário do Povo Brasileiro

Curadoria: Maria Cristina Cuervo Azevedo Moura

Lui Cuervo Lo Pumo

Coleção: Vilma Eid

Fotografias: Lucas Moura

Local: Casa Brasil 2010 - Bento Gonçalves RS Brasil

Data: 2010


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Sexta-feira, 18.06.10

A mostra BRASIL CAMISA BRASILEIRA

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo - Gilberto Perin

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Segunda-feira, 24.05.10

Olhar modificado

 

Mutaciones de la mirada humana

 

Josep M. Sarriegui 

 

 

En el párrafo final de su ensayo Los hijos del limo, Octavio Paz escribe que "entre el pasado abigarrado y el futuro deshabitado, la poesía es el presente". La germinación del arte abstracto (un siglo redondo nos contempla, tomando la referencia canónica inaugural: el libro De lo espiritual en el arte, de Kandinsky, escrito en 1910, y su Primera Acuarela Abstracta, que algunos datan en ese mismo año) tuvo mucho que ver con esa voluntad de instaurar una mirada nueva, atemporal y autónoma, sobre el arte y el mundo. Aparecía una contemplación que se quería poéticamente pura, en la que la tradición dejaba de pesar como un lastre y el porvenir, con sus temidos presagios, quedaba suspendido, encerrado en una suma de presentes sin término.

 

Transitar sin prisas por la muestra titulada Los sitios de la abstracción latinoamericana, procedente de la imponente colección atesorada por la cubano-venezolana Ella Fontanals-Cisneros, equivale a recorrer todas las preguntas que el arte abstracto le ha venido haciendo a la cultura y a la sociedad a lo largo de este primer siglo de existencia oficial. Con una interesante particularidad añadida, que no es otra que hacerlo desde un ángulo excéntrico para lo que ha sido el canon occidental: desde Latinoamérica.

 

 


 

 

La exposición requiere un visitante cómplice, activo, a ser posible informado. No es imprescindible que así sea, porque hay piezas que atraviesan vistosamente las puertas de la percepción, desde Tteia (1976-2004), la sutilísima escultura/partitura como hilos de seda de Lygia Pape, hasta los agradecidos coloritmos cinéticos de Alejandro Otero, inteligentemente ubicados como apertura del recorrido de la muestra, pasando por las lúdicas Formes Virtuelles par Déplacement du Spectateur (1966) de Julio Le Parc, esculturas que el propio visitante activa presionando unos botones.

 

Ahora bien, toda la riqueza desplegada se amplifica si se realiza, siquiera sea como acercamiento, una inmersión paciente en la ambiciosa propuesta teórica elaborada por el comisario Juan Ledezma. Su argumento está contenido en el mismo montaje y parte de los pictogramas de Torres García (Grafismo inciso con dos figuras, 1930), reminiscentes aún de las fuentes iconográficas del arte indígena, hasta desembocar en la fotografía urbana como núcleo de reunión del arte abstracto con el realismo brusco de la ciudad contemporánea.

 

Por el camino (compuesto por 132 obras de 66 artistas, la mayor parte vinculados a la abstracción geométrica), nos esperan piezas envolventes. Como Physichromie nº 91 (1963), de Carlos Cruz-Díez, una de sus mejores pinturas cinéticas, en la que el espectador crea la obra con su movimiento, o como Concetto Spaziale (1960), de Lucio Fontana, tela, cómo no, tan equilibradamente rasgada. Por tramos, el montaje se articula en torno a emparejamientos pintura/fotografía estratégicamente situados, como hitos de la exposición, a modo de ritornello musical, que van fijando su tesis, la de la nueva mirada sobre la realidad que la abstracción abrió y consolidó en la subjetividad humana.

 

Un círculo parece cerrarse: la fotografía, que hace un siglo dinamitó los últimos vestigios de naturalismo en el arte y dio paso a la abstracción, acaba hermanándose con unas artes plásticas transformadas. Se diluyen las fronteras visuales entre una escultura abstracta en alambre de Gego como Reticulárea (1969-1970) y una fotografía constructivista de Leo Matiz como Estructura de petróleo (1950). La mirada humana se ha metamorfoseado. Esta muestra levanta acta de cómo ha tenido lugar tan inmensa mutación.

 

 

Josep M. Sarriegui - Publicado em Babelia / El País

Imagem : Cinético, de Alejando Otero (Colômbia)

 

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Segunda-feira, 17.05.10

Sobre uma ausência

A seleção do Prêmio Portugal Telecom

 

Estive no Rio de Janeiro para participar da festa de indicação dos 50 finalistas (que, em realidade, tornaram-se 54). Felicidades aos indicados, posto que todos os indicados mereceram, por certo, ali estarem alinhados. Não questiono nenhuma das indicações. Apenas fiquei surpreendido e confesso que fiquei estarrecido e chocado pela ausência de Os Limites do Impossível da lista dos indicados.

 

Li vários dos livros constantes da lista e posso afirmar que o livro de Aldyr Garcia Schlee é do mesmo nível de alguns deles e em diversos casos é superior, bastante superior em qualidade literária. Apontaria até uma distância sideral nessa qualidade superior, pela extraordinária fatura literária, pela originalidade do tema e da ideia, pela proposta da linguagem e especialmente pela intrincada elaboração do "romance invisível" que se estrutura e se concretiza pela fina imaginação do autor com a ativa participação dos leitores.

 

É portanto uma ausência intolerável e surpreendente, resultando numa injustiça agora irreparável.

 

Nada a reclamar sobre o que não resiste a explicações. Mas haverá alguma explicação possível? Certamente não.

 

O que há é uma triste constatação que o Prêmio Portugal Telecom nem é tão isento nem tão democrático como poderíamos imaginar a princípio.

Naquela mesma noite do triste sábado já em São Paulo, conversando sobre este assunto com uma jornalista crítica literária que normalmente participa das votações primárias do Portugal Telecom, ela fez um comentário espantoso sobre como funciona o primeiro filtro - os que votam nem lêem todos os livros, indicam por experiência anterior e convencional, os nomes conhecidos e célebres ou os livros que estiveram mais badalados aqui e ali... Nenhuma preocupação mais profunda com a questão literária e sim com um compromisso mais mediático no qual, evidentemente, as grandes editoras ficam automaticamente favorecidas.

 

Ora, se é assim porque autores outros de cidades ou centros culturalmente desfavorecidos na questão da potência da mídia e não presentes no guarda-chuva protetor das grandes editoras, deveriam se inscrever no Prêmio Porugal Telecom que corre, aparentemente com cartas previamente marcadas e autorizadas em nomes tão somente de escritores celebrizados, independentemente da sua eventual qualidade literária? Isso deveria ficar mais claro no discurso de convite ao Prêmio Portugal Telecom e não sugerir, como o faz, que seria democraticamente atento e estimulador à busca da qualidade literária e do fortalecimento de um universo mais rico para os leitores?

 

No caso que afeta e fere a ausência lamentada, isso apenas serve de experiência e de lição. Não se deve concorrer ao Prêmio Portugal Telecom para não se expor a situações injustas e vexatórias de ter a sua obra literária excluída sem sequer ter sido lida para uma avaliação mais precisa e aprofundada. Uma pena, pois isso atinge a todos na medida em que macula o prestígio do próprio certame na razão direta de sua opção pela abolição do mérito em benefício a outros critérios não revelados na sua própria divulgação e publicidade.

 

A Edições ARdoTEmpo não inscreverá mais os seus livros e seus autores em futuras concorrências ao Prêmio Portugal Telecom, porque aprendeu duramente, com sua ingenuidade de principiante, que é apenas perda tempo, uma vez as pequenas editoras e aquelas que estão preocupadas apenas trazer a público obras de alta qualidade, não tem a menor chance de passar sequer à fase seguinte porque os seus livros ficam esquecidos no limbo, ou seja no espaço invisível da não-leitura.

 

Nada a reclamar, nada a reivindicar. É apenas uma constatação de como funciona o mecanismo e, se ele de fato funciona em favor do mercado, que trata livros como se fossem "commodities" de parâmetros estandartizados, nem sempre ele funciona em benefício de uma literatura de alto nível e de busca de uma originalidade singular.

 

A Edições ARdoTEmpo lançará vários títulos agora em 2010. Acredito que sejam livros bons, de excelentes autores, entre eles o notável romance DON FRUTOS de Aldyr Garcia Schlee e outros deles, de autores portugueses de alto nível e de literatura de primeirissima linha, sem intervenções na fatura literária original (ou seja, publicados na forma como foram escritos em Portugal, sem quaisquer adaptações ou "traduções", como aliás deveria ser feito sempre, tanto aqui no Brasil como em Portugal, porque essa será a riqueza extraordinária de nossa língua comum).

 

A única certeza que tenho é que eles não estarão inscritos à edição do próximo próximo Prêmio Portugal Telecom.

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Quarta-feira, 12.05.10

Virada Cultural no MCB - São Paulo

Museu da Casa Brasileira, com a Banda Mantiqueira

 


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Sexta-feira, 26.03.10

A festa do lançamento: OS TELEVISIONÁRIOS

O livro e a festa de lançamento

 

 

 

 

Fotografias de Rafael Jacques

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Quinta-feira, 14.01.10

Bienal Biblioteca Virtual

Nova Biblioteca Virtual da Bienal do Mercosul facilita pesquisa online

 
Livros, imagens, vídeos e outros documentos sobre arte contemporânea e as sete edições da Bienal do Mercosul podem ser consultados através da internet
 
A nova Biblioteca Virtual da Fundação Bienal do Mercosul já está disponível através do site www.bienalmercosul.art.br. Nos links “Biblioteca Virtual” e “Bienais Anteriores” os pesquisadores podem ter acesso aos mais de 16 mil itens do acervo do Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal do Mercosul – NDP, composto por documentos textuais, audiovisuais, eletrônicos e iconográficos sobre as Bienais do Mercosul e arte contemporânea latino-americana.
 
O Núcleo de Documentação e Pesquisa – NDP, criado em outubro de 2004, é um setor institucional e permanente da Fundação Bienal do Mercosul que tem por objetivo zelar pelo patrimônio histórico da Instituição. O acervo físico do NDP - que tem funções de arquivo e biblioteca - é composto por materiais audiovisuais com mais de 1.500 peças digitalizadas (VHS, U-Matic, fitas cassetes, CDs e DVDs); acervo bibliográfico com mais de 2.500 volumes (livros, catálogos e periódicos) sobre arte contemporânea, artistas, arte-educação, entre outros, e acervo iconográfico com 5.000 imagens digitalizadas (fotos em papel, cromos, slides e negativos) sobre obras, artistas e exposições da Bienal do Mercosul, dentre as mais de 16 mil imagens catalogadas. O acervo textual inclui cerca de 8.000 registros de documentos sobre a origem da Bienal de Artes Visuais do Mercosul e o projeto pedagógico, a produção executiva e dossiê dos artistas participantes das Bienais do Mercosul.
 
A reformulação da Biblioteca Virtual começou em agosto de 2008, com aprovação de projeto pelo Ministério da Cultura através da Lei Rouanet. O projeto previa a digitalização e preservação do acervo do NDP, o gerenciamento das informações através da criação de um banco de imagens e da estruturação da área de Tecnologia da Informação, além da realização do Seminário sobre Preservação e Disponibilização Eletrônica de Acervos Históricos e Culturais, ocorrido em outubro de 2009. Um terminal para consultas, hoje instalado na sede da Fundação Bienal do Mercosul, também está disponível aos interessados. Segundo a coordenadora do NDP, Fernanda Ott, “a revitalização da Biblioteca no site da Bienal possibilita o acesso digital a grande parte dos materiais, além de fornecer a lista completa da documentação existente no acervo da Fundação Bienal do Mercosul, disponível também para consulta física”. A consulta presencial ao acervo do NDP por professores, estudantes, pesquisadores e público interessado em geral é conduzida por meio de atendimento individualizado, com agendamento prévio, e de forma gratuita. O agendamento pode ser realizado através do telefone 51 3254 7500 e pelo email memoria@bienalmercosul.art.br.
 
Nos anos de 2008 e 2009, foram realizados 221 atendimentos ao público. O NDP também oferece suporte aos curadores das Bienais do Mercosul para o planejamento e a execução do Projeto Curatorial de cada evento, realizando pesquisas sobre artistas e temas relacionados às Bienais e à arte contemporânea.
 
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Quinta-feira, 03.12.09

As histórias na televisão

Sem Sinal recebeu nove troféus no Prêmio Histórias Curtas 2009

 
 
 
 
Numa parceria do Grupo RBS, Banrisul e Governo do Estado, nessa quarta-feira (2 de dezembro), foram revelados os melhores do ano do Prêmio HISTÓRIAS CURTAS, no Theatro São Pedro de Porto Alegre, além dos destaques do MINIMETRAGEM.
 
“Sem Sinal”, episódio de ficção com direção de Vicente Moreno foi o grande vencedor da noite, recebendo nove troféus: Júri Oficial, Direção, Atriz (Kalisy Cabeda), Ator (Nelson Diniz), Atriz Coadjuvante (Áurea Baptista), Arte (William Valduga), Fotografia (Pablo Escajedo) e Produção (Glauco Urbim). O Júri Popular premiou “À Moda Antiga”, de Bruno Carvalho. A lista completa dos premiados está abaixo.
 
Os homenageados da noite foram cinco pioneiros da TV Piratini, que há 50 anos foram para o Rio de Janeiro para aprender fazer televisão na TV Tupi. Nelson Vaccari, Walmor Bergesch, Sérgio Reis, Enio Rockembach e Salimem Júnior receberam homenagens e troféus por serem os visionários da televisão no Rio Grande do Sul.
 
 
Os 10 anos do Núcleo de Especiais também foram lembrados pelo Vice-Presidente de Produto e Operações do Grupo RBS, Geraldo Correa que apresentou uma placa  para lembrar o trabalho de realização de documentários e programas de ficção.
 
Roger Lerina apresentou o evento, que teve direção artística de Marcelo Bacchin, roteiro de Gilberto Perin, cenografia de Vicente Saldanha, direção de palco de André Birck e direção de produção de Simone Buttelli. Estiveram no palco do Theatro São Pedro, profissionais da RBS TV e TVCOM, além do Vice-Presidente de Produto e Operações do Grupo RBS, Geraldo Correa; o Diretor de Operações de Rádio e TV, Claudio Toigo; a Gerente de Produção da RBS TV, Alice Urbim; o diretor do Núcleo de Especiais da RBS TV, Gilberto Perin; e os apresentadores Alexandre Fetter, Ico Thomas, Rosane Marchetti, Maysa Bonissoni, Rodaika, Paula Valdez, Kátia Suman e Tânia Carvalho. O Superintendente da Assessoria de Marketing do Banrisul, Walney Fehlberg subiu ao palco para entregar o Troféu Banrisul - Júri Popular.
 
Atores também participaram da apresentação: Zé Adão Barbosa, Leonardo Machado, o ator mirim Arthur Quadros, Rafhael Moura, Sandra Dani e Luiz Paulo Vasconcellos, que recebeu homenagem por seus 50 anos de carreira. A música teve destaque na apresentação com a presença de Nico Nicolaiewski, Felipe Catto, Ricardo Fa, Fabiano “Elvis” Feltrin e a banda Pata de Elefante
 
 
O Prêmio HISTÓRIAS CURTAS é a etapa final de um concurso que seleciona oito projetos de curtas de ficção, documentário e animação. No final do evento, foi anunciado que a partir do dia 2 de janeiro, o regulamento do HISTÓRIAS CURTAS 2010 vai estar no site www.rbstv.com.br/historiascurtas com uma novidade: os projetos terão uma temática especial: “a passagem da infância para adolescência, os sonhos e as decepções de quem está se tornando adulto”.
 
PREMIADOS HISTÓRIAS CURTAS 2009:
 
Júri Oficial: “Sem Sinal”
Troféu Banrisul – Júri Popular: “À Moda Antiga”
Diretor: Vicente Moreno (“Sem Sinal”)
Ator: Rafael Tombini (“Um Breve Assalto”)
Atriz: Kalisy Cabeda (“Sem Sinal”)
Ator Coadjuvante: Nelson Diniz (“Sem Sinal”)
Atriz Coadjuvante: Áurea Baptista (“Sem Sinal”)
Roteiro: André Costantin e Nivaldo Pereira (“A Jaqueta do Elvis”)
Fotografia: Pablo Escajedo (“Sem Sinal”)
Arte: William Valduga (“Sem Sinal”)
Montagem: Denise Marchi (“Sem Sinal”)
Música Original: Raul Ellwanger (“Luz e Sombra no Paralelo 30”)
Desenho de Som: Fabrício Licks (“O Retorno de Saturno”)
Direção de Produção: Glauco Urbim (“Sem Sinal”)
 
VENCEDORES MINIMETRAGEM 2009
 
Júri Oficial: “Amor à Camisa”, de Pablo Chassereaux.
Júri Popular: “O Monstro”, de Fernando Busch.
 
TVCOM: MARATONA e PREMIAÇÃO
 
Neste domingo (6 de dezembro), às 16h, a TVCOM reapresenta a noite de premiação no Theatro São Pedro. No sábado (12 de dezembro), a partir das 16 horas, acontece a maratona com apresentação de todos os episódios de HISTÓRIAS CURTAS 2009.
 
Imagens: Fotografias de Danny Bittencourt
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Terça-feira, 01.12.09

A noite branca de Pelotas

 

 

 

 

 

05 de dezembro 2009 - Programação da Noite Branca
 
18h - Abertura da mostra Conexões Infinitas
Fotografias de Gilberto Perin.
• Mezzanino do Hotel Jacques Georges Tower
Rua Almirante Barroso, 2069
Exposição de 05 de dezembro a 27 de dezembro de 2009
 
19h - Abertura das mostras Apenas Pintura
Pinturas de Alfredo Aquino;
Seminal - Esculturas de Gonzaga;
Aula de Gravura
Gravuras de Angela Pohlmann,
Emanoel Araújo, Francis Bacon, 
Isolde Bosak, Maria Inês Rodrigues,
Miriam Tolpolar, Pierre Alechinsky e Karel Appel.
MALG - Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo - 
Rua Gal. Osório, 725
Exposições de 05 de dezembro a 27 de dezembro de 2009
 
20h - Abertura da mostra Fronteira Sul
Fotografias de Leopoldo Plentz.
Instituto João Simões Lopes Neto - Rua Dom Pedro II, 810
Exposição de 05 de dezembro a 27 de dezembro de 2009
 
21h- Apresentação e lançamento do livro Os limites do impossível
de Aldyr Garcia Schlee -
Coquetel e apresentação de tangos, pelo 
Prof. José Luis Marasco Cavalheiro Leite
Noite de autógrafos pelo autor.
Instituto João Simões Lopes Neto - Rua Dom Pedro II, 810
Evento especial no dia 05 de dezembro de 2009
 
23h - Apresentação de cinema em DVDs - 
Gaúchos Canarinhos, direção de Renê Goya Filho
(Produção Estação Elétrica) - Realização RBS TV ;
e A Ferro e Fogo - Tempo de Solidão
direção de Gilberto Perin, da obra de Josué Guimarães - 
Realização RBS TV 
Instituto João Simões Lopes Neto - Rua Dom Pedro II, 810
Evento especial no dia 05 de dezembro de 2009
 
Imagem: Noite Branca - Fotografia de Gilberto Perin (Pelotas RS Brasil), 2009
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Sexta-feira, 07.08.09

Os dez finalistas

Os dez finalistas ao 6º Prêmio de Literatura da Jornada de Passo Fundo
 
O 6º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura entra na reta final. A Universidade de Passo Fundo acaba de anunciar, em Porto Alegre, nesta quarta-feira (05), os 10 finalistas da sexta edição da premiação, que vai dar ao vencedor R$ 100 mil, uma das mais altas premiações do país na área.
 
Dos autores e obras inscritos, continuam na disputa: A chave de casa, de Tatiana Salem Levy; A viagem do elefante, de José Saramago; Acenos e afagos, de João Gilberto Noll; Galiléia, de Ronaldo Correia de Brito; Heranças, de Silviano Santiago; Leite derramado, de Chico Buarque; O filho eterno, de Cristovão Tezza; O livro das impossibilidades, de Luiz Ruffato; O livro dos nomes, de Maria Esther Maciel e O vento assobiando nas gruas, de Lídia Jorge.
 
A coordenadora das Jornadas Literárias, professora Dra. Tania Rösing, manifestou o reconhecimento à Comissão Julgadora do Prêmio e agradeceu a parceria efetivada desde 1998 entre a Prefeitura Municipal de Passo Fundo e a empresa Zaffari & Bourbon para o seu oferecimento. Além disso, comentou a mudança de datas da Jornada, adiada para 26 a 30 de outubro como medida preventiva à disseminação do vírus da gripe A (H1N1), e a expectativa para a manifestação literária. “Reuniremos mais de 22 mil pessoas, vindas de 245 diferentes municípios de 19 estados brasileiros. Estamos trabalhando para que esta seja, mais uma vez, uma grande festa de incentivo à leitura, aos leitores e aos escritores”, garantiu a Dra. Rösing.
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Terça-feira, 21.07.09

Corpos antigos de Hasselblad pesam em demasia

 A Lua 

 
Dizem e escrevem que homem chegou à Lua há quarenta anos atrás. Em trinta anos de descoberto, por volta do ano de 1530, o Brasil tinha umas vilas aqui e ali, nuns portos improvisados em algumas baías e em certas embocaduras mansas de rios tropicais. Eram umas aglomerações de casarios precários e Portugal já começara a saga de sua colonização. Sempre foi muito arriscado cruzar o vasto oceano (e ainda hoje existem perigos inesperados a tornar a travessia dificil e incerta). Mas o ciclo da História fazia-se incontornável e aos primeiros seguiram-se outros e depois, muitos. É assim na vida e tudo tem seu curso, em evolução cumulativa. Nada fica igual em trinta anos. Mas o cenário imaginado por Stanley Kubrick em 2001, surpreendentemente, não aconteceu. Ao contrário, não aconteceu absolutamente nada na Lua.
 
Fala-se em  ausência de interesse comercial, das dificuldades de exploração mineral e das impossibilidades de viabilização econômica. Com toda a certeza esse deve ser esse o motivo, de fato. Mas quem nasceu de 1979 em diante, tem todo o direito de não acreditar que alguém chegou à Lua, se ninguém jamais lá voltou ou sequer pôde imaginar voltar. À propósito, não seria tudo bem mais fácil hoje, com a ajuda dos sofisticadissimos computadores e da leveza da miniaturização de todos os componentes necessários para uma nova façanha daquelas? Como foi possível em 1969 e agora já não é mais possível?
 
O que me intriga é ver o notável esforço do foguete Saturn a empurrar, para  vencer a atmosfera e gravidade terrestre (um foguete que mais parecia um arranha-céu em toneladas de combustível potente) e levar penosamente o pequeno módulo e a cápsula dos astronautas para sua órbita, comparado-se com a extrema facilidade com que decolou alguns dias o frágil artefato, o módulo de pernas de inseto, com pouco combustivel e nenhum teste prévio, a alçar-se em vôo de helicóptero e escapulir suavemente da tênue gravidade lunar. E de lá partiram gloriosamente os astronautas hermeticamente mascarados  em seus capacetes de visor negro, depois de emitir suas frases solenes, deixando alguns corpos de máquinas fotográficas Hasselblad cujo peso interferiria dramaticamente no eventual sucesso da decolagem faceira. Quedaram-se olvidados ao lado da bandeira que, curiosamente, balançava ao sabor do vento lunar, nos vídeos gravados do evento. Esses vestigios lá restaram para serem reencontrados no futuro pelos descendentes dos nascidos depois de 1979.
 
Veja o vídeo da chegada do homem na Lua.
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Quarta-feira, 15.07.09

Estátuas vivas, celebridades anônimas

Eu e o meu plinto
 
Ivan Lessa
 
Todos querem saber o que é que eu vou fazer lá em cima do plinto da praça Trafalgar.
Plinto. Nada de muito complicado, basta ir ao novo dicionário Houaiss contendo as obrigações da nova reforma ortográfica brasileira e custando apenas R$ 250.
 
Plinto é pedestal. Ponto. A praça Trafalgar, ou Trafalgar Square, em bom português, tem bem no meio um plinto com o Almirante Nelson, entre pombos, contemplando o horizonte, enquanto turistas o contemplam e pombos o ultrajam.
 
Em três outros plintos, três personalidades de renome que ninguém sabe direito quem são, não interessa e não vem ao caso. O quarto plinto, o da quina noroeste, está há alguns anos vazio da silva, já tendo dado margem para muito esquema artístico ou ufanista e, agora, mais uma vez, encontra-se nas garras na comunidade dita criativa.
 
Antony Gormley, escultor, bolou uma boa. Durante cem dias, 2,4 mil pessoas têm o direito de ficar uma hora lá no alto do plinto fazendo o que bem entender. Contanto que não seja nada de ilegal, claro.
 
 
O esquema criativo leva o nome de One & Other (“Um e Outro”). Na segunda-feira de manhã, um guindaste conduziu à sua hora e seu plinto de glória Rachel Wardell, uma dona de casa de 35 anos que, não se sabe direito como, dedicou seus 60 minutos à arrecadação de fundos beneficentes para a Sociedade Protetora de Animais.
 
Nos próximos três meses de arte pública, as outras 2.399 pessoas, escolhidas sem qualquer critério preestabelecido, darão o melhor de si para os visitantes ao célebre cartão-postal que constitui a praça em questão.
 
Outra Rachel, esta Elliott, gorduchinha, como mostraram os jornais, se exibirá totalmente despida. Ela tem uma pequena tatuagem em seu braço esquerdo, muitos notaram. Rachel pretende ainda criar algumas contas, pois este é seu passatempo favorito. Logo depois de tirar a roupa, fica subentendido.
 
Uma senhora lá do norte, de Newcastle, pretende ficar tricotando durante uma hora. Vestida, está claro.Suren Sereneviratne, de 22 anos, estudante, londrina, tem a firme intenção de subverter os cem dias de arte pública ficando, no tempo que lhe cabe, absolutamente imóvel naquelas alturas. Como uma estátua. Não deve ter notado a redundância.
 
Um cavalheiro do aprazível bairro de Hampstead, no norte de Londres, pretende se vestir metade “Grã-Bretanha Multicultural”, metade quadro da “Fraternidade Pré-Rafaelita”. Difícil visualizá-lo.
 
Um contador de Newcastle dará um pulo à capital e durante sua hora lerá trechos selecionados da Bíblia. Amém.
 
E assim por diante.
 
Amigos, e principalmente inimigos, me aconselham – ainda há tempo – a candidatar-me a um tempinho no plinto. “Vai que é uma boa”, garantem-me. Paro e considero. Não, não é uma boa. Mas se eu tivesse direito a uma hora de plinto, pergunto a mim mesmo, em posição da estátua “O Pensador”, de Rodin, o que faria lá de cima diante de todas aquelas pessoas?
 
Depois de muito refletir, resolvi a questão: eu botaria terno e gravata, coisa que não faço há 24 anos, e ficaria fazendo minha famosa imitação do escritor José Saramago, de quatro, procurando no chão o par de óculos que acabara de lhe cair do rosto. Arte, além do mais pública, é duro.
 
Encerro voltando-me, como sempre volto, aos queridos Brasil e Rio de Janeiro. Fiquei sabendo que, desde 2 de julho, obras de arte de sete franceses ocupam a galeria a céu aberto de Copacabana, Ipanema e Leblon.
 
São responsáveis por 20 painéis de dez metros de altura em dez pontos da orla. Mais uma manifestação, como a da praça londrina, de arte pública. Mas com a picardia que é só nossa e de mais ninguém.
 
Como o evento ocorre no Rio de Janeiro, Brasil, e os responsáveis pelas obras expostas são todos franceses, qual o nome que escolheram para a ocasião? Claro: “Street Biennale”. Nós somos engraçados. Funny, drôles, divertenti.
 
Ivan Lessa - Publicado no blog BBC Brasil

Imagem: © Antony Gormley 

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Segunda-feira, 13.07.09

Aldyr G. Schlee e seus livros novos

Na Palavraria

 

No sábado, dia 11 de julho, Aldyr G. Schlee falou com alegria e prazer sobre seus dois novos livros, Don Frutos (romance) e Nos limites do Impossível (contos), ainda inéditos. Foi igualmente um prazer e uma alegria a todos os que estiveram na Palavraria naquela noite iluminada para ouvi-lo. Poetas, músicos, compositores, cineastas, fotógrafos, pesquisadores, artistas, historiadores, cientistas, estudantes e leitores permaneceram ali, imantados, sem se dar conta da passagem do tempo. Foram muitos a escutar a conversa cativante e erudita do escritor, que discorreu com naturalidade sobre os andaimes literários de suas criações recentes e também sobre a obra de Mario Benedetti e Simões Lopes Neto.

 

O escritor foi recebido carinhosamente pelo seu público leitor e pelos anfitriões da Palavraria Livraria & Café, a simpática e aconchegante livraria de Porto Alegre; Carla, Carlos e Luiz Heron, estes os anfitriões atentos que se esmeraram na confraternização e na comunhão literária, de altissimo nivel.

 

 

 

 

Imagem: Aldyr Garcia Schlee e Luiz Heron, da Palavraria

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Segunda-feira, 06.07.09

Aldyr G. Schlee na Palavraria - dia 11 de julho

Aldyr Garcia Schlee - Um oportunidade rara e preciosa para conversar com o autor

 

Na Palavraria:

 

 

11, sábado, 19h: Nós y nosotros, bate-papo com o escritor Aldyr Garcia Schlee, conversando sobre seus dois próximos livros – Don Frutos e Nos limites do impossível – Contos gardelianos e sobre a obra dos escritores Mario Benedetti e Simões Lopes Netto.
 
Aldyr Garcia Schlee (Jaguarão, 22/11/1934) é escritor, jornalista, tradutor, desenhista e professor universitário. Doutor em Ciências Humanas, publicou vários livros de contos e participou de antologias, de contos e de ensaios. Alguns livros seus foram primeiramente publicados no Uruguai pela editora Banda Oriental. Traduziu a importante obra Facundo, do escritor argentino Domingos Sarmiento, fez a edição crítica da obra do escritor pelotense João Simões Lopes Neto. Foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, por mais de trinta anos onde foi também pró-reitor de Extensão e Cultura.
 
É torcedor do Brasil de Pelotas, clube que chegou a ser tema do conto “Empate”, publicado em “Contos de futebol”. Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como Camisa Canarinho. Recebeu duas vezes o prêmio da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira e foi três vezes premiado com o Prêmio Açorianos. Atualmente vive em um sítio em Capão do Leão, município vizinho de Pelotas.
 
Obras publicadas
 
2000: “Contos de Verdades”, contos (ed. Mercado Aberto)
1998: “Linha Divisória” (contos, ed. Melhoramentos)
1997: “Contos de Futebol” (contos, ed. Mercado Aberto)
1983: “Contos de Sempre” (contos, ed. Mercado Aberto)
1991: “El dia en que el papa fue a Melo” (contos, ed. de la Banda Oriental) (republicado em português como “O Dia em que o Papa foi a Melo”, ed. Mercado Aberto, 1999)
1984: “Uma Terra Só” (contos, ed. Melhoramentos)  

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Domingo, 05.07.09

O futebol dos escritores

Para ser bom escritor, é preciso ver Garrincha jogando, diz Lobo Antunes na Flip
 
O jornalista e escritor norte-americano Gay Talese, 76, e o escritor português António Lobo Antunes, 67, encerraram as mesas de literatura deste sábado na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que termina neste domingo. Ambos fizeram suas apresentações em formato de conversa, e não de debate.
 
O português Lobo Antunes, autor de 21 romances e que não visitava o Brasil havia 26 anos, falou com o público da Flip, que lotou a sala da Tenda dos Autores para vê-lo, como se estivesse batendo um papo com amigos.
 
Descontraído e bem humorado, Lobo Antunes contou histórias de sua família e fez a plateia rir inúmeras vezes. Uma delas foi quando disse ter problemas com equipamentos como microfones, referindo-se ao formato fálico. Ele contou que quando era jovem e já escrevia alguma coisa, seu avô -- que era muito rígido e conservador -- o chamou para uma conversa e disse: "Soube que você escreve versos. Você é viado?", e olhou para o microfone dizendo que imaginava o que o avô diria se visse aquela cena [ele com a boca próxima do microfone].
 
Em seu relato familiar, falou do pai, que, em sua opinião, era um homem que não queria ter filhos,mas sim lutadores de caratê. Disse que era um homem muito rígido e que ele e os irmãos tinham de ser bons em tudo, nas notas, nos esportes, nas brigas. Mas que apesar disso ele acabou virando escritor.
 
Sobre a arte de escrever, Lobo Antunes disse que, com o tempo, foi ficando cada vez mais exigente, e "limpando" e relendo e editando cada vez mais seus próprios textos. Disse ainda que se uma pessoa quer ser um bom escritor, que deveria ver Garrincha jogando bola. "Porque ele não faz aquilo com o corpo, ele faz com a alma." Esse prazer pela escrita foi o tema da conversa de Lobo Antunes. O português falou que quando um autor escreve, é como se um "anjo ditasse o livro". "A mão do escritor tem de ter alegria para escrever", disse, e citou para ilustrar sua fala o trecho "Emissário de um rei desconhecido, eu cumpro informes instruções de além...", do poema "Emissário de Um Rei Desconhecido", de Fernando Pessoa --de quem disse não ser admirador.
 
Quando questionado a respeito do anúncio sobre parar de escrever, o português disse que era um "capricho de cocota" e que ler é infinitamente mais prazeroso que escrever.
 
 
 
Anaísa Catucci / Teresa Chaves - Publicado na Folha de São Paulo / UOL
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Domingo, 28.06.09

Nós y nosotros

Uma conversa com o escritor Aldyr Garcia Schlee

 

No dia 11 de julho acontecerá na Livraria Palavraria, no bairro Bom Fim em Porto Alegre RS, uma conversa direta do grande escritor Aldyr G. Schlee com o seu público. Será no sábado, a partir das 18h30, no acolhedor espaço da livraria-café.

 

Schlee falará sobre literatura - a sua escrita - especialmente sobre os seus dois novos livros, ainda inéditos e ansiosamente aguardados pelo seu imenso público leitor e admirador: o romance DON FRUTOS e NOS LIMITES DO IMPOSSÍVEL - Contos Gardelianos. 

 

Conversará também sobre a literatura de outros grandes autores e sobre sua experiência de tradutor, do português ao espanhol e vice-versa. Os autores sobre quem falará serão Mario Benedetti e Simões Lopes Neto.

 

Uma extraordinária possibilidade de reencontrar o grande escritor e desfrutar dessa oportunidade única de ouvi-lo, dar-lhe um abraço e obter um autógrafo do escritor, recluso voluntário em sua biblioteca no Capão do Leão, concentrado ao universo da literatura.

 

 

Nós y nosotros

Aldyr Garcia Schlee

Dia 11 de julho (sábado) 18h30

 

 

Palavraria - Livraria-Café
Rua Vasco da Gama, 165 - Bom Fim
90420-111 - Porto Alegre 
Telefone 051 32684260
palavraria@palavraria.com.br

 

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Quarta-feira, 10.06.09

Na Serra da Mantiqueira

Escritores entre montanhas

 

"Ao organizarem alguma coisa não me convidem para a mesa do português Miguel Sousa Tavares. O homem se acha, deve pensar que é o Fernando Pessoa ou Eça de Queiroz  e nem chega aos pés do José Cardoso Pires, Lídia Jorge, Saramago ou Lobo Antunes. Foi marcada uma sessão de autógrafos dele e minha na mesma mesa, mesmo local, ao meio dia e meia de domingo. Ao chegar, ele estava sentado, cumprimentei-o. Ele nem me olhou, rosnou: "Hum". Sentei-me e estendi a mão, dizendo o meu nome. Ele nem estendeu a mão, nem se virou para o meu lado, nem rosnou "Hum". Diante de tanta cortesia, levantei-me, levei minha turma, fui autografar na praça. Não sem antes apanhar o romance Equador, que havia comprado para que ele me autografasse, afinal, é um companheiro de ofício. Na caixa da livraria Saraiva, troquei o Equador pelos 125 Contos de Guy de Maupassant."

 

Ignácio de Loyola Brandão - Publicado em O Estado de São Paulo

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Quinta-feira, 04.06.09

Agradecimento pela presença e palavra

Apenas Pintura - Livro de presença

 

 

Agradeço a presença das quase 200 pessoas que enfrentaram o frio intenso e a noite do centro de Porto Alegre para comparecer à abertura da mostra APENAS PINTURA. Ali estiveram com seu afeto, calor e amizade muitos interessados em arte e pintura, outros artistas, escritores e poetas, alguns deles vindos de muito longe especialmente para o evento. Foi uma bela noite de confraternização com um brinde do excelente vinho Villa Bari, produzido com esmero e qualificação na própria cidade de Porto Alegre. Sei que não pude retribuir a todos a atenção merecida, comparárel em intensidade ao gesto da presença e da alegria trazidos por todos ao local expositivo. Agradeço ainda às centenas de e-mails recebidos, muitos deles enviados desde Portugal, outros de Espanha, França e Estados Unidos. Agradeço a presença das TVs e dos jornais. Todos foram apenas para ver pintura e esse revelou-se ser ainda um bom motivo.

 

publicado por ardotempo às 13:54 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 15.05.09

A festa literária de Paraty

Com literatura, arte e ciência, 7ª Flip terá 34 autores entre os dias 1 e 5 de julho
 
A sétima edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que acontece na cidade histórica do Rio de Janeiro entre os dias 1 e 5 de julho, abordará pela primeira vez temas como ciência e artes com a participação do biólogo inglês Richard Dawkins e da artista francesa Sophie Calle, além de receber novamente autores como Chico Buarque e Cristóvão Tezza.
 
Com a participação de 34 escritores convidados, a 7ª Flip procura encontrar um equilíbrio entre autores de ficção e não-ficção, e deverá apresentar um panorama que se aproveita de alguns eventos específicos que marcam 2009.
 
Além da participação de Richard Dawkins, seguidor de Charles Darwin, no ano em que o livro "A Origem das Espécies" completa 150 anos, a Flip terá a participação dos escritores chineses Ma Jian e Xinran (autora de "As Boas Mulheres da China"), quando são completados 20 anos do Massacre da praça da Paz Celestial. 
 
Dentre as participações brasileiras, destaque para a volta de Chico Buarque, do recém publicado "Leite Derramado", que participa de discussão com Milton Hatoum, autor de "Dois Irmãos" e "Cinzas do Norte". Cristovão Tezza, autor de "O Filho Eterno" também volta à Flip para participar de discussão com o escritor mexicano Mario Bellatin.
 
A música também é abordada com a participação do crítico norte-americano de música Alex Ross, autor do livro "O Resto é Ruído".
 
Na mesa dedicada ao jornalismo, o destaque da festa é a presença do escritor norte-americano Gay Talese, um dos principais nomes do jornalismo literário mundial, em mesa que terá a participação de Mario Sergio Conti (do livro "Notícias do Planalto").
 
"Tentávamos Gay Talese há muitos anos, assim como António Lobo Antunes, que dificilmente sai de Portugal. Estamos muito felizes que finalmente tenhamos conseguido trazê-los", contou Flavio Moura, diretor de programação da Flip, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira. Segundo ele, além de presenças individuais importantes, outro atrativo do evento é a oportunidade de encontros interessantes como a mesa dedicada à artista francesa Sophie Calle e ao escritor Grégoire Bouillier.
 
Programação
 
Quarta-feira, dia 1 de julho
 
19h - Conferência de abertura com Davi Arrigucci Jr.
21h30 - Show de abertura (atração ainda não confirmada)
 
Quinta-feira, dia 2 de julho
 
10h - Mesa 1- Novos traços
Rafael Coutinho, fábio Moon Gabriel Ba e Rafael Grampá
 
11h45 - Mesa 2 - Separações
Rodrigo Lacerda e Domingos de Oliveira
 
15h - Mesa 3 - Verdades inventadas
Tatiana Salem Levy, Arnaldo Bloch e Sérgio Rodrigues
 
17h - Mesa 4 - China no divã
Ma jian e Xinran
 
19h - Mesa 5 - Deus, um delírio
Richard Dawkins

Sexta-feira, dia 3 de julho
 
10h - Mesa 6 - Evocação de um poeta
Heitor Ferraz, Eucanaã Ferraz e Angélica Freitas
 
11h45 - Mesa 7 - A névoa da guerra
Atiq Rahimi e Bernardo Carvalho
 
15h - Mesa 8 - Sentidos da transgressão
Edna O´Brien e Catherine Millet
 
17h - Mesa 9 - O eu profundo e outros eus
Mario Ballatin e Cristóvão Tezza
 
19h - Mesa 10 - Sequências brasileiras
Chico Buarque e Milton Hatoum
 
Sábado, dia 4de julho
 
10h - Mesa 11 - O dissonante século 20
Alex Ross
 
11h45 - Mesa 12 - Entre quatro paredes
Sophie Calle e Grégoire Bouillier
 
15h - Mesa 13 - Segredos de família
Anne Rnright e Tobias Wolff
 
17h - Mesa 14- Fama e anonimato
Gay Talese e Mario Sergio Conti
 
19h - Mesa 15 - Escrever é preciso
António Lobo Antunes
 
Domingo, dia 5 de julho
 
11h45 - Mesa 16 - O futuro da América
Simon Schama e Lilia Moritz Schwarcz
 
15h - Mesa 17 - Antologia pessoal
Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura
 
17h - Mesa 18 - Livro de cabeceira
Convidados da Flip lêem trechos de seus livros preferidos
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Quinta-feira, 26.03.09

Será que é Arte?

Uma exposição de carros pintados

 

A mostra está atualmente em Nova York, ocupando luxuosamente o espaço expositivo de um Museu. Como já esteve no MASP em São Paulo há uns 15 anos atrás, talvez indevidamente, e apresenta uns carros de uma marca  famosa alemã que foram pintados por alguns artistas de renome, há bastante tempo.

 

 

É mostra de Arte de verdade? Já naquela época a pergunta de fazia necessária e urgente.

 

Ou terá sido sempre apenas uma melancolia tristonha, um ardiloso movimento de marketing, mostrando artifícios decorativos e estéreis aplicados sobre um suporte de carrocerias de automóveis - hoje em dia já meio antigos - peças da indústria de consumo e da obsolescência veloz, já ultrapassadas, que nem mais rodam pelas ruas e estão mais para o antiquariato de placa preta do colecionismo do que para a expressão de uma modernidade que, datada, se fez ultrapassar e enterrar, inevitavelmente?

 

O tempo desmascara as intenções.

 

A arte (?) ali proposta se mostra fúnebre, domesticada e artificialmente morna. Mas desde o princípio, essa proposta respirou apenas por aparelhos, impulsionada pela mídia de aluguel.

 

O que está errado no que ali se expõe? Primeiramente, a improvisação evidenciada nos trabalhos dos artistas que aderiram ao projeto mediante o apelo monetário pela encomenda do patrocinador interessado comercialmente no conjunto da mostra - evidentemente não houve a menor necessidade interna e espiritual para se realizar aquilo.

 

Em segundo lugar, a proposta é meramente decorativa e nem nesse aspecto se sai muito bem, superada que é pelos especialistas anônimos nessa "estética" automobilística, que produz sempre alguma coisa que se mostra mais interessante a cada dia - basta olhar para as ruas e em algum momento se vê passando algo mais criativo, mais bizarro ou engraçado. Mesmo assim isso também não é Arte...

 

A terceira abordagem equivocada está no público que comparece à mostra, que não é o público dos museus e o da cultura como interesse primordial - é o público que iria em massa a um Salão de Automóveis ou  a uma loja de carros para bisbilhotar as novidades e ver as ofertas.  Que sairá frustrado do Museu  por ver, nos dias de hoje, apenas umas velharias que não o interessam mais - desse modo nem para formar um novo público para a Arte essa mostra serve, como anteriormente já acontecera no MASP de São Paulo. Esse público comparece por curiosidade pelas notícias veiculadas, pelo anúncio publicado pela fábrica, observa aqueles carros antigos, vai embora e não retorna nunca mais. Não vê as mostras que estão ao lado, nos outros andares, tampouco se interessa pelo acervo do Museu.

 

A propósito, por onde estarão aqueles aviões a jato, de viagens intercontinentais, concebidos por Calder há uns 30 anos atrás? Eram bonitos, eu os vi pousando algumas vezes no aeroporto de São Paulo... Quem os viu recentemente?  Foram colocados em algum museu? Ou simplesmente viraram sucatas, foram vendidos como ferro velho e sumiram da memória coletiva da Arte, como obras pensadas apenas para serem efêmeras?

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publicado por ardotempo às 00:46 | Comentar | Adicionar
Domingo, 25.01.09

António Lobo Antunes na Jornada de Passo Fundo

Deu no blog António Lobo Antunes:

António Lobo Antunes estará na Jornada Literária de Passo Fundo

 
O escritor português António Lobo Antunes foi confirmado como uma das principais estrelas da 13.ª Jornada de Literatura, que ocorre na cidade gaúcha de Passo Fundo, entre 24 e 28 de agosto. Vencedor do Prêmio Camões de 2007 e um dos principais autores em língua portuguesa da atualidade, Lobo Antunes terá a companhia do filósofo francês Pierre Lévy. As presenças foram confirmadas pela coordenadora da jornada, Tânia Rösing.
 
Escritor inquieto - para ele, a perfeição está longe de ser alcançada, daí sua escrita estar sob constante evolução, notadamente subversiva e radicalmente original -, Lobo Antunes é formado em medicina, com especialização em psiquiatria, e foi destacado para Angola entre 1970 e 1973, durante a fase final da guerra colonial portuguesa - experiência que utilizou em vários de seus livros.
 
Neto de brasileiros (a família veio do Pará), Lobo Antunes é autor de sucessos como Cus de Judas, Memória de Elefante e Ontem Não te Vi em Babilônia, entre outros, editados no Brasil pela Alfaguara.
 

Publicado no Blog António Lobo Antunes 

publicado por ardotempo às 11:22 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 01.12.08

Napoleão, um destino

Palestra de Voltaire Schilling

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Napoleão, um destino

02 de dezembro - terça-feira 

19 horas

Museu Júlio de Castilhos

Auditório

Rua Duque de Caxias, 1205 - Centro

Porto Alegre - RS Brasil 

 

Entrada Gratuita

 

 

 

 

 

 

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Editor: ardotempo / AA

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