Quarta-feira, 08.06.11

CAMISA BRASILEIRA - 1º de julho - São Paulo - Lançamento de livro

 

Museu do Futebol - São Paulo - 1º de Julho - 19h

 

 

 

 

 

Lançamento do Livro de fotografias sobre os bastidores do futebol, de Gilberto Perin - Textos de Aldyr Garcia Schlee e João Gilberto Noll

No evento de lançamento, um encontro e uma conversa entre Gilberto Perin e Aldyr Garcia Schlee, no Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo - 1º de julho de 2011 (sexta-feira) - 19 horas / edições ardotempo

 

 

 

 

 

publicado por ardotempo às 23:57 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 30.05.11

Sobre bons livros e a Jornada

 

(A importância da Jornada Literária de Passo Fundo)

 

 

 

O antídoto contra a violência e o caos

 

O Brasil, infelizmente, está colocado entre os países de comportamento mais violento e corrompido no mundo civilizado. Isso pode ser facilmente constatado nas estatísticas do trânsito urbano e rodoviário, no cenário policial desproporcional dos assaltos nas cidades, na impressionante violência doméstica contra mulheres e crianças, na aspereza dos relacionamentos no cotidiano das pessoas.

 

Pode-se responsabilizar os disparates da iníqua distribuição de renda e os apelos ao consumo feérico, estimulado pelas campanhas publicitárias e ao comportamento sugerido pela mídia em geral. Existe um mundo imantado de vaidades, hedonismos, de consumo e de riqueza instantânea a atrair e fascinar milhares de pessoas.

 

Como alcançar ou compreender e aceitar o inalcançável?

 

Ler e escrever pode ajudar a integrar mais pessoas. Mas não a leitura superficial de qualquer coisa escrita, legendas, textos precários, preconceituosos, superstições e frivolidades. Praticar e estimular esportes em geral pode até ajudar a reduzir as tensões e abrir portas a reconhecimentos aqui e ali. Mas não é o suficiente porque o pão ainda é escasso e o circo mostra-se cada vez mais como estopim ardente para a violência estrepitosa, em comportamento incontrolável de barbárie por massas enfurecidas.

 

Uma saída efetiva vem sendo oferecida há anos pela Jornada Literária de Passo Fundo. Estimular o aprendizado metódico do conhecimento, pela leitura crítica e consciente da boa literatura e dos bons livros, de bons autores. Alcançando resultados concretos e mensuráveis.

 

Esta é uma saída construtiva que recupera um caminho já trilhado por grandes civilizações. A recuperação do espírito e da ética, a reconstrução dos reconhecimentos dos espaços antagônicos do bem e do mal, a avaliação dos espaços tangíveis dos direitos individuais e o respeito ao outro e à dignidade de todos, como princípios.

 

Essa tem sido a contribuição cultural efetiva das Jornadas Literárias de Passo Fundo. O antídoto contra a violência e o caos.

 

 

 

 


publicado por ardotempo às 04:20 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 27.05.11

A dansa

Sophia de Mello Breyner Andresen
 

Eduardo Pitta

 

A publicação recente da 2ª edição de Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) merece alguns comentários.

 

Entre Novembro de 2003 e Outubro de 2004, a Editorial Caminho publicou, em catorze volumes, a edição definitiva desse vasto corpus poético. Tal empresa ficou a dever-se a Luis Manuel Gaspar, como sabe muita gente e Maria Andresen Sousa Tavares confirmou em carta publicada no Jornal de Letras de 17 de Setembro de 2003: «Por equívoco [...] é-me atribuída a coordenação, com Luis Manuel Gaspar, do levantamento, reunião e organização de inúmeros poemas e outros textos dispersos que foram sendo publicados durante décadas, por Sophia, em jornais, revistas, etc. [...] De facto, a Luis Gaspar deve-se todo o trabalho de busca de dispersos, inventariação de poemas abandonados de uma edição para outras, inventariação de variantes, assim como o respectivo acerto e aparato crítico. [...] O seu a seu dono.»

 

Esse minucioso trabalho inclui verbetes biobliográficos, opções de ortografia e demais aspectos de natureza editorial. À época, escrevendo sobre a edição conjunta dos catorze volumes, lamentei que não tivesse sido possível reunir em volume único toda a poesia de Sophia, a quem devemos a nitidez da dicção, paganismo visionário, ética radical, sentido trágico da existência, empenho nas causas sociais, convívio com as coisas e os seres. Finalmente, em Outubro de 2010, surge o esperado volume único de Obra Poética, organizado por Carlos Mendes de Sousa, que mantém sem alterações significativas a fixação de texto estabelecida por Luis Manuel Gaspar.

 

Neste volume são pela primeira vez divulgados 29 poemas dispersos (recolhidos por Gaspar), bem como um inédito de 1943.

 

Afirma Carlos Mendes de Sousa, na Nota de Edição (pp. 7-8), que as edições de 2003-04, «designadas definitivas, foram organizadas por Luis Manuel Gaspar.» Mas o cotejo dos catorze volumes permite verificar: Vols. 1-7, Edição de Luis Manuel Gaspar; Vols. 8-10 e 12, Edição de Maria Andresen Sousa Tavares e Luis Manuel Gaspar; Vols. 11, 13-14, idem, com a ressalva de que a fixação de texto (creditada a Gaspar nos volumes precedentes) passou a ser feita «segundo critérios acordados com» a filha da autora. Diz ainda Sousa que a presente edição «segue e actualiza os critérios de fixação de texto» (p. 7). Por ‘actualizar’ podemos considerar a opção tomada relativamente a determinadas idiossincrasias ortográficas de Sophia.

 

Exemplo óbvio será o do verbo dançar, que Sophia grafava com ‘s’: «Dansam as árvores puras sacudidas» (cf. Dia do Mar, 1947, e edição ‘definitiva’ de 2003). Em mais do que uma entrevista, Sophia reiterou esse seu modo de escrever: «A única palavra portuguesa cuja ortografia precisa de ser mudada é dança, que se deve escrever com ‘s’, como era antes, porque o ‘ç’ é uma letra sentada, uma letra pesada. Escrevo com ‘s’, mas há sempre o desastre de os tipógrafos ou as pessoas que me passam os textos à máquina acharem que é um erro e emendarem para ‘ç’...» (DN, 24-11-94.)

 

Isso mesmo é verificável na exposição Uma Vida de Poeta, recentemente organizada por Teresa Amado e Paula Morão na Biblioteca Nacional. Sousa discorda: «Não tendo a autora determinado que tal singularidade passasse a ser regra na sua obra, seria abusivo considerar que Sophia pretendeu instaurar um preceito de uso ortográfico próprio.» (p. 8) Assim desapareceu essa marca textual. Numa edição tão cara, compreende-se mal que a paginação seja pouco rigorosa no respeito da divisão estrófica dos versos. Dito de outro modo, salvo conhecedores profundos da obra de Sophia, a mudança de página não permite ver (a olho nu) onde termina uma estrofe e começa outra. Minudências? Decerto.

 

Sucede que em poesia a noção de espaço é intrínseca à leitura. Nesse particular, a edição 2003-04 tem uma fiabilidade acrescida. Nesta 2ª edição, dada à estampa já em 2011, saúde-se (entre outras) a correcção operada no poema Crepúsculo dos Deuses (p. 506; cf. Geografia, 1967), cuja estrofe final fora em Outubro de 2010 acoplada à anterior: «Ide dizer ao rei que o belo palácio jaz por terra quebrado / Phebo já não tem cabana nem loureiro profético nem fonte melodiosa / A água que fala calou-se». Fica o mais importante: uma obra ímpar.

 

Ne Varietur, in Ípsilon, 27-05-2011, p. 40. Cinco estrelas.

 

Eduardo Pitta - Publicado no blog Da Literatura

publicado por ardotempo às 20:46 | Comentar | Adicionar

Prêmio Portugal Telecom 2011

 

50 Indicados ao Prêmio Portugal Telecom 2011

 

 

 

Veja o vídeo:


http://videos.sapo.pt/4LYzMblj0hMhD6lnrRF5

publicado por ardotempo às 20:37 | Comentar | Adicionar
Terça-feira, 19.04.11

Sete autores

Sete livros de autores portugueses inscritos na 9ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura

 

Entre os 380 livros inscritos na 9ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura, sete obras são de autores portugueses, duas de autores angolanos, uma de autora moçambicana e 371 de autores brasileiros, todas publicadas no Brasil no ano de 2010. Até ao dia 15 de Maio serão escolhidos os primeiros 50 classificados. Desses serão escolhidos dez e, por fim, os três vencedores. Na edição do ano passado, o romance “Leite Derramado” de Chico Buarque foi o vencedor.

 

 

 

 

A lista dos livros escritos na 9ª edição daquele que é um dos prémios literários mais importantes no Brasil foi hoje divulgada e entre eles encontram-se obras dos angolanos José Eduardo Agualusa (“Milagrário Pessoal”) e Pedro Proença (“Comentários do Apocalipse”) e da moçambicana Tânia Tomé (“Agarra-me o sol por trás”). Os escritores portugueses que têm obras inscritas para serem seleccionadas pelo júri são: Ernesto Manuel Geraldes de Melo e Castro (“Neo-Poemas-Pagãos”); João Tordo (“As três vidas”); José Mário Silva (“Efeito Borboleta e outras histórias”); Gonçalo M. Tavares (“Uma viagem à Índia”); Inês Pedrosa (“Os íntimos”); Maria do Sameiro Barroso (“Poemas da noite incompleta”) e Júlio Conrado (“A escrita a postos”).

 

Entre os inscritos brasileiros destacam-se obras de Adélia Prado (“A Duração do Dia”); João Gilberto Noll (“Anjo das Ondas”); Mariana Ianelli (“Treva Alvorada”); Fabrício Corsaletti (“Esquimó”); Carlos Heitor Cony (“Eu, aos Pedaços”); Paula Parisot (“Gonzos e Parafusos”); Luiz Schwarcz (“Linguagem de Sinais”); Marcelo Ferroni (“Método Prático da Guerrilha”); Aldyr Garcia Schlee (“Don Frutos”); Marina Colasanti (“Minha Guerra Alheia”); Lourenço Mutarelli (“Nada me Faltará”); Tony Bellotto (“No Buraco”); Christiane Tassis (“O melhor do Inferno”); João Paulo Cuenca (“O único final feliz para uma história de amor é um acidente”); Mário Prata (“Os Viúvos”); Carola Saavedra (“Paisagem com Dromedário”); Ronaldo Correia de Brito (“Retratos Imorais”); José Castello (“Ribamar”) e Cristovão Tezza (“Um erro emocional”).

 

Os curadores deste prémio literário brasileiro – Maria Esther Maciel, Regina Zilberman, Lourival Holanda, Selma Caetano – e os 306 membros do júri (indicados entre professores, críticos literários e escritores de todas as regiões do Brasil pela curadoria) vão também eleger até 15 de Maio o Júri Intermediário que irá depois analisar as 50 obras seleccionadas e escolher entre elas os 10 nomeados para a fase final que serão divulgados em Setembro. Por fim, o júri final – composto pelos quatro curadores e os seis profissionais eleitos pelo Júri Intermediário – irá eleger, em Novembro de 2011, os três livros vencedores.

 

Na 8ª edição do Prémio, em Novembro do ano passado, “Leite Derramado” (Companhia das Letras), o quarto romance do compositor e escritor Chico Buarque foi o vencedor, seguido de “Outra Vida” (Alfaguara) o quarto romance do escritor Rodrigo Lacerda e de “Lar,” (Companhia das Letras) do escritor Armando Freitas Filho. A lista com os inscritos e o Júri Inicial está em http://www.premioportugaltelecom.com.br/

 

Publicado por Isabel Coutinho no blog Ciberescritas

publicado por ardotempo às 12:00 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 19.01.11

Letras sobre papel

A escrita dos livros


João Ventura


Como escrevem os escritores? Por que territórios da escrita se aventuram para deixar visíveis os rastos no papel? E a que instrumentos recorrem para gravar a consternação do mundo?


Primeiro, há a página em branco que é a praia onde se derrama a escrita. E que pode ser, também, a figura atrás da qual se escondem os rostos dos escritores. Muitos escrevem na banal folha A4 espécie de praia comum e sem surpresas, pronta a ser apagada pela subida da maré, que é como quem diz, a ser jogada no cesto dos papéis sempre que a corrente da escrita segue um curso diferente daquele que o escritor procura.


Mas a praia, qualquer praia de papel, nunca é virgem, a areia da página já foi percorrida de uma ou outra maneira e a sua geografia condiciona a inscrição da escrita. A lápis, com caneta de tinta permanente, com esferográfica ou, mecanicamente, utilizando a máquina de escrever, ou a tecnologia do computador, o suporte da escrita condiciona a sua inscrição.


Heidegger desconfiava da técnica, da máquina de escrever: “A máquina de escrever arrranca a escrita ao domínio essencial da mão, ou seja, da palavra”. Outros evocam a máquina de escrever como instrumento de escrita a contra-relógio. “Veio-me à memória um [filme] onde um escritor que não tinha dinheiro encontrava o lugar ideal para escrever, a sala de dactilografia da cave biblioteca da Universidade de Austin. Ali, em filas ordenadas, havia uma dúzia de velhas Remington ou Underwood que se alugavam por dez centavos a meia hora. O escritor metia a moeda, o relógio começava o seu tiquetaque enlouquecido, e o escritor punha-se a escrever como um selvagem para acabar o seu conto antes que o tempo se esgotasse” (in Doutor Pasavento, Enrique Vila-Matas). Nesse tempo havia ainda alguma intimidade entre os escritores e as máquinas de escrever, que até tinham nomes de gente: Remington, Olivetti ou de deuses, como Hermes, o deus das mensagens. Eram nomeáveis e fiáveis, à medida do nosso desejo. Delas, disse Clarice Lispector que “O ruído baixo do teclado acompanha directamente a solidão de quem escreve”. Talvez por isso, Álvaro Mutis continue, ainda, a escrever na mesma Smith Corona onde inventou Maqrol.

Hoje, os computadores, que têm nomes metálicos, baniram as máquinas de escrever, instaurando uma modalidade de escrita sujeita a margens, barras, menus, ferramentas, conexões, links… que tolhem errância na praia deserta da página, deixando-nos mais sós. Ou talvez não. Para Bragança de Miranda, o seu computador "é uma selva de heterónimos, um drama em máquinas", por isso, estima-o como se fosse a "última máquina". Mas se é verdade que por culpa do computador as máquinas de escrever já quase desapareceram, as ferramentas que são uma espécie de extensão da mão – o lápis e a caneta – resistem, deixando os seus rastos em qualquer folha de papel.


Como Hermann Hesse que escrevia nas costas de folhas de calendário, em facturas, em provas tipográficas, anúncios, sem fazer esboços ou correcções. Ou Novalis que em folhas limpas desenhava belas iniciais como se pretendesse imitar as iluminuras medievais, aventurando-se num romance fragmentário. Ou Hemingway e Bruce Chatwin que escreviam em cadernos moleskine. Ou Robert Walser que escreveu a lápis 526 “microgramas” em folhas separadas: envelopes, margens das folhas dos jornais, formulários oficiais, etc., autênticos labirintos de escrita que levaram vinte anos a ser decifrados e foram recentemente editados em duas mil páginas com o título Território do lápis (para quando a sua edição em Portugal?). Ou Robert Musil cujo fogo da escrita só verdadeiramente incendiava o papel no momento da correcção das provas tipográficas. Ou Jack Kerouac que, num ritmo alucinante alimentado a café e ao som do jazz improvisado, como se fosse um Proust "só que mais rápido", como ele gostava de afirmar, dactilografou Pela Estrada Fora (On the road) num parágrafo único, sem pontuação num rolo de trinta e seis metros de comprimento que o próprio manufacturou juntando 13 folhas de papel com três metros de comprimento cada uma, coladas com fita-cola e recortadas depois para que pudessem entrar na máquina. “Um único e magnífico parágrafo, de vários quarteirões, rodando, como a estrada em si”, disse Allen Ginsberg. Ou Alexander Kluge que escreve, primeiro, num caderno escolar e só depois trancreve para o computador onde redistribui capítulos. Ou António Lobo Antunes que continua a escrever em folhas de prescrição médica do hospital Miguel Bombarda. Ou, numa situação extrema, Vila-Matas que numa viagem de avião, tendo esquecido o diário em casa, transformou o saco higiénico da Ibéria num rascunho de ideias destinadas a uma crónica espasmódica.

 

 

 

Eis como sempre se escreveram os livros, sujeitos às várias modalidades de deambulação pelos territórios do papel, por geografias secretas cujo itinerário o escritor persegue e onde grava com ferramentas pessoais a memória do mundo.


João Ventura - Publicado no blog O leitor sem qualidades

publicado por ardotempo às 14:12 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 13.01.11

Bem-vindos sempre!

Vários autores portugueses estarão no Brasil em 2012, O Ano de Portugal no Brasil


Entre as ações culturais, artísticas e comerciais que Portugal pretende realizar no Brasil em 2012, estarão três iniciativas no campo literário: a primeira será a viagem de vários escritores portugueses ao Brasil para palestras e conferências em todo o país; a segunda, a comercialização de livros da nova literatura portuguesa em valores diferenciados e especiais, a menor. A terceira iniciativa será a realização de um filme de 30 minutos sobre os novos autores de Portugal. Tudo isto tem a assinatura de Inês Pedrosa, diretora da Casa Museu Fernando Pessoa (Lisboa) e encarregada de tratar do assunto com os interlocutores brasileiros.

 

 

 

 

publicado por ardotempo às 21:30 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 27.08.10

Novos livros em setembro: O Jantar e Efeito Borboleta

Dois excelentes livros

 

 

O Jantar

de Naira Scavone

Apresentação de Patricia Gomensoro

Prefácio de Guacira Lopes Louro

Ensaio Comportamental sobre Alta Gastronomia Brasileira

Capa de Mauro Holanda

 

 

 

 

 

 

Efeito Borboleta

e outras histórias

de José Mário Silva

Apresentação de Mariana Ianelli

Livro de contos

Capa de Mario Castello

 


 

publicado por ardotempo às 23:47 | Comentar | Ler Comentários (1) | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

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