Terça-feira, 07.09.10

A aparência da abstração

El camino de Rothko a la oscuridad

 

 

 



El título y subtítulo dejan claros de qué trata este libro, sugieren su naturaleza y las condiciones en que hay que leerlo. Se trata de una aproximación filosófica a la dimensión estético-religiosa de la obra de Rothko (de 1939/1940 en adelante), privilegiado ejemplo de pintor expresamente religioso y filosófico. No son epígrafes rebuscados, como no lo es el libro, son objetivos, como el libro, que trata de muchas más cosas pero, efectivamente, del sacrificio -tanto del ritual de los mitos y religiones como del personal del yo- como comienzo de toda experiencia creadora; y de la emoción estética que, en ese supuesto, esta experiencia conlleva en el artista y que se transmite también al contemplador como emoción religiosa. "La gente que llora ante mis cuadros tiene la misma experiencia religiosa que yo tuve cuando los pinté".

 


¿Experiencia religiosa la estética? Expresión de "algún impulso religioso oculto y profundo", dice Rothko, para quien, de todos modos, el arte no representa nada ni proporciona idea alguna de cómo entender lo que se llama misterio o invisible. Es "expresión de una expresión", simplemente, una expresión casi imposible porque "la representación de la que proviene es inasible". Sólo expresa emociones básicas de la existencia en las que no aparece ni ha de aparecer el yo. Una especie de "teogonía de la conciencia elemental", a la que Rothko llamaba también "abstracción emocional". En ese sentido este libro insiste en destacar básicamente la vía emocional como centro de la experiencia artística.


La conjunción de lo visible e invisible, de luz y oscuridad, Perséfone misma diríamos, condujo a Rothko a una abstracción que fue eliminando cualquier mediación figurativa para ir aproximándose a una vía de representación - puro color y forma de color - de lo que queda más allá de toda apariencia. Lo que queda más allá de toda apariencia es la apariencia de la abstracción misma. No se puede decir de otro modo. Se trata de algo muy cercano a ciertas concepciones de la teología negativa. Abstracción de la abstracción misma, donde la imagen esencial (inasible) de esa originaria abstracción misma Rothko la denomina Dios. No es extraño entonces que continúe: "En caso de que llegáramos a conocer la apariencia de la abstracción misma estaríamos constantemente reproduciendo sólo su imagen".


Parece que Rothko lo consiguiera de algún modo y que sus sectionals fueran, por tanto, reproducciones insistentes del mismo rostro oscuro de Dios. En cualquier caso la repetición es el único camino posible en ese proceder contemplativo: rodadas del círculo de asimilación progresiva de la experiencia de lo tremendum et fascinans.


El libro va mostrando así cómo la experiencia estética y la religiosa van de la mano: ambas nacen de una misma actitud nihilista ante el mundo, que es la actitud mística. Ya desde su primer gran libro, Zen, mística y abstracción (Trotta, 2002), cuyo último capítulo continúa éste, el profesor Vega Esquerra intenta comprender el nihilismo a través de la meditación zen, la mística cristiana y el arte abstracto moderno. En este contexto hay que entender este ensayo, que, en busca de objetividad en lo oscuro, va haciendo una lectura paralela de la obra pictórica de Rothko y de su obra escrita, recientemente publicada: Philosophies of Art (2004) y Writings on Art (2006). Así, el camino de Rothko a la oscuridad, desde 1939/1940 hasta su oscurecimiento definitivo en 1970, se convierte en manos del profesor Vega en una experiencia lúcida. Para entender menos emocionalmente la abstracción emocional de Rothko, digamos, o para entender objetivamente las emociones que despierta.


Isidoro Reguera - Publicado em El País / Babelia

tags: ,
publicado por ardotempo às 14:42 | Comentar | Adicionar

Misturadas

Expressões Misturadas

 

 

 

Carla Osorio, Sergio GAG e Geri Garcia.

 

Três artistas de trabalhos bastante peculiares e individualizados, três expressões distintas de seus olhares singulares sobre o mundo estético com suas respectivas interpretações.  O que fazem juntos nessa tríplice mostra de individuais a um mesmo período de tempo? Eles nos trazem um conjunto consistente de expressões que merecem e devem ser observados com atenção.

 

Três artistas de vertentes expressionistas e figurativas, de épocas diversas e contemporâneas. É importante salientar a convergência e o diálogo que se estabelece a partir desta comunhão expressionista. Temos aqui em nosso estado uma tradição de valorização dessa estética e desse olhar expressionista e figurativo, basta olhar atentamente para a obra integral de Iberê Camargo e Ruth Schneider, ou para os trabalhos que fizeram Vasco Prado e Xico Stockinger. Ali estão, em todos eles e em muitos outros, claramente identificados os valores que organizam e compreendem este universo bem definido da arte.

 

 

 

E a mistura das propostas de pintura? A arte espontânea e densa de Carla Osorio enseja ligações e referências à pintura de Sérgio GAG? O que autoriza este cão no meio da sala, ao correr das calçadas do confuso e arbitrário meio urbano?  É justamente dessa mistura e desse pouco dissimulado caos que se constrói a linguagem. A arte de Carla Osorio, bem realizada na fatura aprendida com sua mestre pintora Clara Pechansky e, portanto não estamos falando aqui de uma autodidata e sim de uma fina pintora que conhece as técnicas e os materiais desde o convívio sistemático com quem sabe fazer e ensinar; aponta-nos a direção da vertigem do indivíduo aos seus próprios abismos, às intensidades da solidão, às asperezas de suas ansiedades e angústias insolúveis confrontadas com o mundo externo, natural e injusto, desigual e catastrófico, exatamente como se conduzem as construções e os interesses humanos.

 

Um olhar para dentro e um grito, espectral e infinito, tão paradoxal e incomôdo que se tranforma em cor. Os azuis densos e profundos da noite final, os vermelhos vívidos como a lava da erupção incontrolável de um vulcão de emoções contrafeitas, a explosão de sangue dos seres desesperados na fronteira da vida e da morte. 

 

A cada dia, dia após dia. Nada está mais distanciado da obra de Carla Osorio do que a finalidade da decoração inofensiva dos ambientes. A sua densidade é refratária ao frívolo. Ela nos estimula a pensar como se lêssemos um livro, nessas suas histórias da cor valente.

 

Essa dinâmica expressionista dialoga com os gestos precisos e cirúrgicos de Sérgio GAG. Afirmo o cirúrgico no pincel do pintor paulista porque ele o sintetiza em golpes de urgência e já será o suficiente. Não será preciso voltar à tela para retocar ou para corrigir nada. Basta fechar os pontos e aguardar a cicatrização.  Sérgio pinta um cachorro que anda por uma cidade. Essa cidade pode ser São Paulo, Porto Alegre, Rio, Delhi ou o Cairo. Isso não importa. O que importa aqui é o cão e a identidade do cão. Um cão viralata de pêlo curto e eriçado, de muitas cores, pardo, preto, branco, sempre o mesmo cão. Um dia alguém olhando as suas telas na parede de seu bar-bistrô ateliê na Rua Santa Madalena, no bairro do Paraíso em São Paulo, perguntou-lhe se gostava muito de cachorros e se ele tinha algum cão em sua casa. O artista sorriu com simpatia e disse que nunca fora dono de nenhum cão. Apontou uma tela pintada a óleo em que aparece um cachorro com óculos escuros, fumando, sentado num balcão de bar, em frente a um copo e uma garrafa de cerveja e respondeu: “Auto-retrato”.

 

 

 

 

O cachorro curioso e desvalido, que dorme na rua, que observa os prédios, que conversa, boquirroto e enfático, com os outros cães, que admira sua própria imagem no reflexo das poças d’água, esse cão, todos nós conhecemos bastante bem. Esse é o animal universal, o cão cinzento de Arthur Schopenhauer e de Jorge Luis Borges, o cão de Sérgio GAG.

 

Esse cachorro e esses artefatos boêmios de viver pintados por Sérgio GAG estabelecem os fios invisíveis com as figuras trágicas, de vida intensa de Carla Osorio. É necessário passear entre as telas, criar e estabelecer os vínculos possíveis, pois essa é proposta da mostra, essa ação elucidativa e reflexiva de quem as observa, de quem delas tira o melhor proveito e extrai as próprias conclusões. Expressões Misturadas é uma mostra de quem vê, porque a vê pela primeira vez como nem mesmo os próprios artistas a tinham previsto anteriormente, portanto é uma exposição de primeira leitura, de linguagem própria e autônoma.

 

Certa feita estando em Veneza, durante a Bienal, recebi um catálogo e a informação de que na Fondation Maeght, em Saint-Paul de Vence, no sul da França, estava acontecendo uma exposição de Lucian Freud e Francis Bacon. Fui até lá para ver a mostra e no percurso do caminho, imaginei que veria uma clássica mostra temporária, de um lado numa sala expositiva as obras de um dos grandes artistas e noutro salão, o conjunto do outro pintor consagrado. Não foi isso o que deparei: a mostra, audaciosa e surpreendente, misturava impunemente as obras dos dois artistas e criava múltiplas interpretações, estabelecia diálogos visuais, confrontos e desafios. Foi, sem nenhuma dúvida, um experiência instigante, inédita e provocadora. Uma corajosa proposta curatorial que estabelecia um curioso projeto de interpretação triangular entre os dois artistas e o público.

 

 

 

 

Carla Osorio e Sergio GAG, evidentemente são outros artistas que não aqueles consagrados pintores ingleses, monumentos da arte universal, porém são artistas originais e com linguagem própria, locais e brasileiros, amadurecidos em suas reflexões pictóricas, que têm algo essencial a nos dizer e que estabelecem esse rico diálogo visual, fonte potencial e generosa para nossas próprias reflexões.

publicado por ardotempo às 01:28 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 06.09.10

Em estado de repouso

Meu sábado é o silêncio de um retrato


 

 


 


Sempre achei que toda crônica tem alguma coisa de sábado, algum prazer de sombra no meio de uma semana ensolarada. Quando penso no meu sábado, todos os dias, vejo na minha frente aquele quadro. Há tanto tempo o vejo que a primeira vez eu devia ter a mesma idade da menina do retrato.

Já vi muitos retratos, nenhum igual a esse. É uma menina de perfil, o cabelo cheio preso num laço, o rosto curvado para baixo. Tem uma sensualidade triste esse rosto, uma espécie de ar de esfinge ou de anjo em estado de repouso. A pálpebra se fecha esfumaçada sobre o olho, e isso me impressiona, essa fina membrana cobrindo um olho que mira a eternidade. A boca, feita de um pequeno rasgo, em tom de terra de Siena queimada, tem a mesma cor do laço. Não sorri. É uma criança que medita. Há uma pálida claridade no fundo do quadro, uma luz de três horas da tarde, talvez filtrada por uma cortina. Também isso me impressiona, que nada distraia essa criança, que seu rosto se esboce fora do tempo numa expressão instintivamente elevada. Ela tem seis anos de idade. É minha mãe.


Hoje não moro mais naquela casa, não posso ver o quadro na sala, mas o vejo em mim. Em algum momento do dia me vem essa infância intacta, não importa o quanto a vida tenha mudado, continua comigo esse olho de esfinge no silêncio de uma hora que não passa. Talvez minha mãe nem saiba que, nesse rosto que eu amo, vejo seu primeiro e último rosto, o de uma menina de avental azul sentada em uma cadeira, dentro de um ateliê, posando para um retrato.

 

Mariana Ianelli

Retrato de Katia - Pintura de Arcangelo Ianelli - Óleo sobre tela

publicado por ardotempo às 13:34 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 02.09.10

HOJE!

Exposição de Pinturas e Desenhos - 19 horas

 

CARLA OSORIO

GERI GARCIA

SÉRGIO GAG

 

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

Rua dos Andradas, 1223

Centro Histórico

Porto Alegre RS

Brasil

 

publicado por ardotempo às 11:32 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 30.08.10

EXPRESSÕES MISTURADAS

Expressões Misturadas - Centro Cultural CEEE Erico Verissimo: 02 de setembro

 

 


 

publicado por ardotempo às 19:28 | Comentar | Adicionar
Domingo, 29.08.10

POP / Fotográfica - Intervenção Imagética

Cezar Almeida, Artista Pop

 

 

 

Cezar Almeida - POP Retrato de Andy Warhol - Fotografia/ Intervenção Imagética (São Paulo SP Brasil), 2010


publicado por ardotempo às 00:10 | Comentar | Adicionar
Terça-feira, 24.08.10

EXPRESSÕES MISTURADAS - Vestígios da Guerra

Vestígios da Guerra - GERI GARCIA

 

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo - 02 de setembro de 2010

Rua dos Andradas, 1223  Centrro Histórico  CEP  90020-008

Porto Alegre RS Brasil


GERI GARCIA - Desenhos e pintura de 1953 -  Vestígios da Guerra Civil Espanhola (A memória do terror franquista contra os republicanos na Espanha - Desenhos realizados no Padul, povoado de Federico Garcia Lorca, nos arredores de Granada, Andaluzia) - EXPOSIÇÃO INÉDITA


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


publicado por ardotempo às 13:41 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 23.08.10

Expressão Potente II

A pintura expressionista de Sérgio Gagliardi

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sérgio Gagliardi - Retratos e Cachorrada / Pintura a óleo e acrílica sobre tela (São Paulo SP Brasil), 1999 / 2010

tags: ,
publicado por ardotempo às 13:22 | Comentar | Adicionar
Domingo, 22.08.10

Expressão Potente

A pintura expressionista de Carla Osório

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carla Osório - Pintura / Acrílica sobre tela (Porto Alegre RS Brasil) 2009 / 2010

tags: ,
publicado por ardotempo às 00:20 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 19.08.10

"Frappé de coco ou vaca amarela?"

Pintura

 

 

 

Sérgio Gagliardi - Liquidificador - Pintura sobre papel (São Paulo SP Brasil)

tags: ,
publicado por ardotempo às 00:28 | Comentar | Adicionar
Sábado, 14.08.10

Colagem Digital - Pintura / Fotografia

Love Sex

 

 

 

Cezar Almeida - Love Sex - Colagem Digital / Pintura / Fotografia (São Paulo SP Brasil), 2010

publicado por ardotempo às 02:14 | Comentar | Ler Comentários (1) | Adicionar
Sábado, 07.08.10

Dama de vermelho

Pintura

 

 

 

 

 

Sérgio Gagliardi - Lady in red - Pintura - Óleo sobre tela (São Paulo SP Brasil), 2000

 

http://www.gag.com.br/

tags: ,
publicado por ardotempo às 15:12 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 29.07.10

O observador - I / Pintura

Pintura

 

 

 

Sérgio Gagliardi - O observador - Pintura - Óleo sobre pintura (São Paulo SP Brasil), 2006

tags: ,
publicado por ardotempo às 13:19 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 26.07.10

Abstração

Pintura

 

 

 

Serge Poliakoff - Pintura - Óleo sobre tela (Paris França)

tags: ,
publicado por ardotempo às 14:22 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 23.07.10

músicaPOESIApintura

 

 

 

 

Alaúde

 


Tua música, tu, a musa,

Recolhe-me quarto vago,

Crescente o paraíso no meio do dia,

Tua espada brilha e nela me atravesso,

Alaúde.

 

Tenho pressa no passar da lâmina,

Ela que encoraja as preces

Antes do alvorecer,

onde te deixarei ir.


Enquanto príncipe, me tens,

Nas púrpuras entranhas

Onde semeias meu corpo.


Então, como quem parte,

Deito-me na chuva

Para que a primavera me tenha flor,

Para que o verão, colheita e sumo,

Vinho que permanence depois de terminar.

 

 

Isolde Bosak

Imagem: Pablo Picasso - Guitarra - Pintura -

Óleo e colagens sobre tela (Paris França), 1913


http://asvezesumpouco.blogspot.com/

publicado por ardotempo às 14:08 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 19.07.10

Serge Poliakoff

Beleza infinita

 

 

 

 

 

Serge Poliakoff - Sem Título - Pintura - Óleo sobre tela (Paris França)

tags: ,
publicado por ardotempo às 03:23 | Comentar | Adicionar
Domingo, 27.06.10

Fase Azul - Pablo Picasso

Pintura

 

 

Pablo Picasso - Bebedor de Absinto (Fase Azul) - Pintura - Óleo sobre tela (Paris, França)

tags: ,
publicado por ardotempo às 21:12 | Comentar | Adicionar

Delicadeza

Pintura

 

 

 

Marie Laurencin - Pintura - Óleo sobre tela

tags: ,
publicado por ardotempo às 21:07 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 23.06.10

Caminho

Pintura - Paul Klee

 

 

 

 

Paul Klee - Pintura, 1929

tags: ,
publicado por ardotempo às 02:34 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 09.06.10

POP

Salto16, sapato37, aroma de café, Justine de Alexandria

 

 

Allen Jones - Pop-artista - Pintura

tags: ,
publicado por ardotempo às 02:46 | Comentar | Adicionar
Terça-feira, 25.05.10

O bar-ateliê

Bar Santa Madalena

 

 

 

 

O bar Santa Madelena (Rua Santa Madalena, 27 - Bairro Paraíso São Paulo) é um dos mais charmosos e cults de São Paulo. Cozinha de gastronomia superior, comandada pela refinada chef Lucia Sequerra, tem excelente música criteriosamente selecionada, cerveja gelada e bons vinhos portugueses, argentinos e chilenos a preços abordáveis. Tudo muito amigável. Nas segundas-feiras, essas inusitadas e surpreendentes noites isentas de destino, o bar transforma-se em ateliê sob a mestria e recepção de Sergio Gagliardi, o senhor dos pincéis, dos cães e da chave da grande porta verde de metal. O pintor genial que promove a transformação da noite em alguma coisa sempre inesquecível. Aleph. Longa vida às incríveis jornadas das segundas-feiras do fascinante e singular bar-ateliê do Paraíso - sem nenhuma dúvida, o melhor lugar para se estar em São Paulo, nas noites frias de segunda na capital paulistana. Quem perde essas noites perde a magia do lugar, o seu próprio tempo e até um pouquinho da vida.

publicado por ardotempo às 02:22 | Comentar | Ler Comentários (1) | Adicionar
Segunda-feira, 24.05.10

Olhar modificado

 

Mutaciones de la mirada humana

 

Josep M. Sarriegui 

 

 

En el párrafo final de su ensayo Los hijos del limo, Octavio Paz escribe que "entre el pasado abigarrado y el futuro deshabitado, la poesía es el presente". La germinación del arte abstracto (un siglo redondo nos contempla, tomando la referencia canónica inaugural: el libro De lo espiritual en el arte, de Kandinsky, escrito en 1910, y su Primera Acuarela Abstracta, que algunos datan en ese mismo año) tuvo mucho que ver con esa voluntad de instaurar una mirada nueva, atemporal y autónoma, sobre el arte y el mundo. Aparecía una contemplación que se quería poéticamente pura, en la que la tradición dejaba de pesar como un lastre y el porvenir, con sus temidos presagios, quedaba suspendido, encerrado en una suma de presentes sin término.

 

Transitar sin prisas por la muestra titulada Los sitios de la abstracción latinoamericana, procedente de la imponente colección atesorada por la cubano-venezolana Ella Fontanals-Cisneros, equivale a recorrer todas las preguntas que el arte abstracto le ha venido haciendo a la cultura y a la sociedad a lo largo de este primer siglo de existencia oficial. Con una interesante particularidad añadida, que no es otra que hacerlo desde un ángulo excéntrico para lo que ha sido el canon occidental: desde Latinoamérica.

 

 


 

 

La exposición requiere un visitante cómplice, activo, a ser posible informado. No es imprescindible que así sea, porque hay piezas que atraviesan vistosamente las puertas de la percepción, desde Tteia (1976-2004), la sutilísima escultura/partitura como hilos de seda de Lygia Pape, hasta los agradecidos coloritmos cinéticos de Alejandro Otero, inteligentemente ubicados como apertura del recorrido de la muestra, pasando por las lúdicas Formes Virtuelles par Déplacement du Spectateur (1966) de Julio Le Parc, esculturas que el propio visitante activa presionando unos botones.

 

Ahora bien, toda la riqueza desplegada se amplifica si se realiza, siquiera sea como acercamiento, una inmersión paciente en la ambiciosa propuesta teórica elaborada por el comisario Juan Ledezma. Su argumento está contenido en el mismo montaje y parte de los pictogramas de Torres García (Grafismo inciso con dos figuras, 1930), reminiscentes aún de las fuentes iconográficas del arte indígena, hasta desembocar en la fotografía urbana como núcleo de reunión del arte abstracto con el realismo brusco de la ciudad contemporánea.

 

Por el camino (compuesto por 132 obras de 66 artistas, la mayor parte vinculados a la abstracción geométrica), nos esperan piezas envolventes. Como Physichromie nº 91 (1963), de Carlos Cruz-Díez, una de sus mejores pinturas cinéticas, en la que el espectador crea la obra con su movimiento, o como Concetto Spaziale (1960), de Lucio Fontana, tela, cómo no, tan equilibradamente rasgada. Por tramos, el montaje se articula en torno a emparejamientos pintura/fotografía estratégicamente situados, como hitos de la exposición, a modo de ritornello musical, que van fijando su tesis, la de la nueva mirada sobre la realidad que la abstracción abrió y consolidó en la subjetividad humana.

 

Un círculo parece cerrarse: la fotografía, que hace un siglo dinamitó los últimos vestigios de naturalismo en el arte y dio paso a la abstracción, acaba hermanándose con unas artes plásticas transformadas. Se diluyen las fronteras visuales entre una escultura abstracta en alambre de Gego como Reticulárea (1969-1970) y una fotografía constructivista de Leo Matiz como Estructura de petróleo (1950). La mirada humana se ha metamorfoseado. Esta muestra levanta acta de cómo ha tenido lugar tan inmensa mutación.

 

 

Josep M. Sarriegui - Publicado em Babelia / El País

Imagem : Cinético, de Alejando Otero (Colômbia)

 

publicado por ardotempo às 12:48 | Comentar | Adicionar
Domingo, 09.05.10

A Arte de Ben

Pintura, caligrafia, instalação

 

 

 

 

Ben Vautier - Pintura / Caligrafia sobre painel / Instalação de quiosque em Nice (Nice, França) s/data

publicado por ardotempo às 21:14 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 06.05.10

O cão, de Sérgio Gagliardi

Pintura

 

 

 

Sérgio Gagliardi - O cão - Pintura - Óleo sobre tela (São Paulo SP Brasil), s/data

tags: ,
publicado por ardotempo às 22:39 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 05.05.10

Mundo balança, a pintura segura

Picasso vale 81 milhões de euros

 

La obra subastada en Christie's, pintada por el artista en 1932, bate el récord mundial

Bárbara Celis 

 

Picasso sigue siendo el artista con mayúsculas, al menos para aquellos afortunados o previsores millonarios cuyas fortunas no se volatilizaron con la caída de los mercados financieros en 2008 y la crisis subsiguiente. Una vez más, el malagueño ha hecho historia en la sede de Christie's en Nueva York con la venta de Desnudo, hojas verdes y busto (1932) por 106,4 millones de dólares (81 millones de euros), convirtiéndose así en el cuadro más caro jamás subastado y también en el Picasso más valioso.

 

 

Caía así del trono Alberto Giacometti, ocupado durante apenas unos meses por su escultura El hombre que camina I (1961), subastada en la sede de Sotheby's en Londres el pasado febrero por 104,3 millones de dólares (74,3 millones de euros). Hasta entonces había sido Picasso el rey absoluto de los precios de las subastas con su Muchacho con pipa (1904) que ostentaba el récord de cuadro más caro de las subastas de arte desde 2004, cuando fue vendido en Sotheby's por 104,1 millones de dólares (74,1 millones de euros).

 

Y es que con o sin crisis la marca picasso sigue siendo ese valor refugio al que los coleccionistas de arte acuden cuando todo a su alrededor parece derrumbarse. A las siete de la tarde en la sede de Christie's nadie parecía preocuparse por la abrupta caída de las bolsas europeas ante la crisis griega o por las nuevas amenazas terroristas que planean sobre Estados Unidos. En una sala abarrotada de coleccionistas elegantes, muy perfumados y expectantes las apuestas arrancaron fuerte para el cuadro Desnudo, hojas verdes y busto, un excepcional retrato de Marie-Thérèse Walter, joven a la que Picasso conoció mientras estaba casado con la bailarina Olga Khoklhova y que se convirtió en su amante con apenas 17 años.

 

El artista pintó el cuadro poco después de cumplir 50 años, cuando el romance ya tenía cinco de historia, en uno de los períodos más prolíficos de su vida y que los expertos consideran como uno de los mejores de su carrera. En este lienzo de grandes dimensiones (160 cm x 130 cm) no sólo aparece la imagen de aquella mujer que albergó la esperanza de casarse con Picasso hasta que éste murió en 1973 y que se suicidó tras su muerte sino que también puede verse el perfil del artista, que observa el busto desnudo de su amada desde un pedestal.

 

La puja comenzó con un gran silencio seguido de una carcajada nerviosa del público poco antes de que el maestro de ceremonias de la noche anunciara que la cifra de arranque eran 58 millones de dólares. Los números fueron hinchándose a gran velocidad con pujas hechas por ocho compradores en la sala y por teléfono a golpe de millón. Cuando se alcanzaron los 88 millones, la velocidad disminuyó y sólo quedaron dos coleccionistas en lucha a través del teléfono. Cada millón adicional fue arrancando una exclamación del público, hasta que la puja se cerró tras nueve emocionantes minutos en 95 millones de dólares (con la comisión y los impuestos se alcanzan los 106,482, 500 mencionados) provocando un espectacular aplauso. La identidad del comprador no se hizo pública.

 

El cuadro más caro subastado

 

Hace cinco décadas que el cuadro no se mostraba en público. En 1951, fue adquirido por Sydney F. Brody, un constructor millonario enamorado del arte moderno que amasó una de las mejores colecciones de EE UU, la que ayer protagonizaba la subasta de Christie's. Entre otras joyas de dicha colección se vendió una escultura de Giacometti, Grande tête mince, (1954-1955) por 53,2 millones de dólares y otra del mismo autor titulada El gato por 20,8 millones de dólares.

 

El precio que había estimado la casa de subastas para el cuadro de Picasso estaba entre los 70 y los 90 millones de dólares pero era una valoración a la baja, una de las estrategias frente a la crisis de las casas de subastas para no crear excesivas expectativas alrededor de sus ofertas -en 2009 hinchar los precios no funcionó y los coleccionistas se abstuvieron de comprar obras sobrevaloradas-.

 

Sin embargo frente a Desnudo, hojas verdes y busto muchos expertos habían augurado que se superaría la barrera de los 140 millones de dólares puesto que en 2006 el coleccionista Steve Cohen estuvo a punto de desembolsar 137 millones de dólares por el cuadro Le Reve, un lienzo de 1932 como el subastado ayer y en el que también aparecía la joven amante del pintor. Aquella transacción, que iba a realizarse de forma privada entre el magnate de los casinos Steve Wynn y el coleccionista Steve Cohen, fue abortada antes de consumarse por un codazo accidental del propio Wynn, dueño del lienzo, quien rompió sin querer su propio cuadro.

 

Ayer no se alcanzó esa espectacular cifra pero Picasso volvió a colocarse a la cabeza de los artistas de las subastas. El pintor español, que estos días también protagoniza una muestra en el Museo Metropolitan de Nueva York y otra en el MOMA, no pasa de moda. Y sin duda parece un valor mucho más seguro que la lotería que hoy parece ser invertir en bolsa.

 

Publicado em El País

tags: ,
publicado por ardotempo às 03:33 | Comentar | Adicionar

Arte é a escolha certa

Arte acelerada

 

Investidores turbinam especulação no mercado e obras de artistas ainda em ascensão já entram no circuito de cifras hiperbólicas dos leilões; altos impostos são entrave nesse setor

 

Estampado na capa do catálogo de um leilão paulistano, um trabalho de Adriana Varejão foi arrematado, na semana passada, por R$ 551 mil sob aplausos tímidos e um "parabéns" do leiloeiro. A quadras dali, colecionadores disputavam obras no pavilhão da Bienal, que pareceu pequeno demais no furacão da SP Arte.

 

Em dez anos, obras de Varejão, Cildo Meireles, Vic Muniz e Beatriz Milhazes chegaram a se valorizar até 5.000%.

 

A entrada de megainvestidores no mercado de arte também promete anabolizar preços. "É o ativo mais valorizado, mais do que ações, mais do que o dólar, mais do que o ouro", diz Heitor Reis, que está liderando um fundo de investimentos de R$ 40 milhões para comprar arte brasileira. "É superagressivo", diz a galerista Márcia Fortes. "Está demasiado acelerado."

 

 

Publicado na Folha de São Paulo / UOL

Imagem: Sérgio Gagliardi - “Keep Walking” - Pintura / Óleo sobre tela 

tags: ,
publicado por ardotempo às 02:17 | Comentar | Adicionar
Domingo, 02.05.10

A escolha

Pintura

 


 

Sérgio Gagliardi - O cão e a geladeira - Pintura - Óleo sobre tela (São Paulo SP Brasil), s/data

tags: ,
publicado por ardotempo às 20:32 | Comentar | Adicionar
Sábado, 01.05.10

Cão no Viaduto

Pintura

 

 

 

 

Sérgio Gagliardi - Viaduto - Pintura - Óleo sobre tela (São Paulo SP Brasil), s/data

tags: ,
publicado por ardotempo às 21:13 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 30.04.10

Solo, charuto e bar

Pintura

 

 

 

Sérgio Gagliardi - Sem Título - Pintura - Óleo sobre tela (São Paulo SP Brasil), s/data

publicado por ardotempo às 03:05 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 29.04.10

Rua Santa Madalena, Bar Santa Madalena

Pintura

 

 

Sérgio Gagliardi - Sem Título - Pintura - Óleo sobre tela (São Paulo SP Brasil), s/data

tags: ,
publicado por ardotempo às 23:30 | Comentar | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

Pesquisar

 

Fevereiro 2012

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
25
26
27
28
29

Posts recentes

Arquivos

tags

Links

Vale a pena visitar


Verdes Trigos Cultural

Visitantes

Tradutor Torto

PageRank
eXTReMe Tracker