Domingo, 25.07.10

Camisa Brasileira - Uma mostra nacional

Fotografias de Gilberto Perin - 50 imagens 80 cm x 80 cm - Papel Hannemüller 100% algodão

 

 

 

 

 

Veja a exposição

 

http://gilbertoperin.com/?page_id=42&galeria=521

 

publicado por ardotempo às 21:31 | Comentar | Adicionar
Terça-feira, 20.07.10

A exposição de Gilberto Perin

Vídeo da mostra de fotografias - BRASIL CAMISA BRASILEIRA

 

 

 

Gilberto Perin fala de sua mostra, num depoimento sobre como a criou e desenvolveu num conjunto original e surpreendente de imagens para a exposição e para o livro de arte - Veja o video

 

http://www.youtube.com/watch?v=twqCdy15r8U

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Domingo, 27.06.10

Casulos de Siron Franco

Casulos

 

 

 

Siron Franco - Exposição Casulos (Objetos Escultóricos) - Fotografia de Marcos Magaldi

publicado por ardotempo às 21:43 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 18.06.10

A mostra BRASIL CAMISA BRASILEIRA

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo - Gilberto Perin

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Quinta-feira, 17.06.10

Algumas fotos - Camisa Brasileira

Camisa Brasileira - Exposição de Fotografias - Gilberto Perin

 

 

                                                                                                                                                                                                                                              

 

                                                                                                                                                                                                                                            

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gilberto Perin - Fotografias - Camisa Brasileira  (Centro Cultura CEEE Erico Verissimo - Porto Alegre RS Brasil), 2010

 

http://www.gilbertoperin.com

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Quarta-feira, 16.06.10

Exposição hoje: Camisa Brasileira (Abertura)

Gilberto Perin

 

                                                                                                                                                                                                                                        
Trabalhadores do futebol
 
A exposição de Gilberto Perin, que se inaugura hoje no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, no Centro Histórico de Porto Alegre é um majestoso ensaio fotográfico sobre um universo pouco conhecido (e muitas vezes oculto) acerca das atividades profissionais e do comportamento dos milhares de trabalhadores do futebol, os que jogam e os que os apoiam. Não é o do espaço dos astros televisivos do super-espetáculo regido pelo rico mercado dos clubes-empresas, dos formidáveis anunciantes, dos empresários negociantes e dos artistas a quem a fortuna sorriu.
É outra gente, mais numerosa, mais frágil, para quem os dramas humanos estão mais evidenciados e que são capazes de nos emocionar e comover com  a grandeza de sua humildade e de sua humanidade.

É outro espaço, é outro tempo, são grandes as carências, as limitações materiais – mas talvez seja mais genuína a paixão que o esporte, distanciado dos holofotes do negócio-futebol, desperte em torcedores desses times e clubes espalhados pelo Brasil inteiro.

Camisa Brasileira é o título do ensaio fotográfico (com cerca de 3.000 imagens), da mostra (com 50 imagens) e do livro de arte (com cerca de 100 imagens) que será lançado até o final do ano. Livro que contará com a luxuosa colaboração do escritor Aldyr Garcia Schlee.
Projeto inscrito no Ministério da Cultura - PRONAC nº 10 4301.

A mostra revela um espaço de tempo e de atividades em que os aficcionados do esporte, os torcedores, os profissionais de imprensa já não tem mais acesso pelas rígidas regras que se impuseram nas recentes exigências do mercado dirigido pelo estrito controle da imagem. Os bastidores do futebol, os vestiários, a intimidade mais reclusa e secreta desses trabalhadores que dependem dos resultados do dia-a-dia para a própria sobrevivência. É preciso que tudo dê certo, que o indíviduo esteja nas graças da torcida, que os deuses do esporte velem para que ele jogue sempre bem, não se machuque, nunca seja expulso do campo. Que ele, o indivíduo, nunca perca o jogo.

Porém, como os indivíduos são muitos, são vários e diversos os times e os locais das disputas, os deuses e os santos em sincrético conflito não conseguem atender a todos –  os adversários e os concorrentes em luta. O jogo sabe à dureza, acontecem todas as probabilidades imaginadas e daí decorrem as glórias e os dramas. Acontecem então o choro, as angústias, o medo, a dor, a exaltação, a alegria, o companheirismo, os conflitos, as vitórias e os fracassos.

É nessa convulsão secreta de ocorrências que a vida é capaz de provocar que o fotógrafo, autorizado e invisível, capturou com rarissima sensibilidade: um conjunto dinâmico e humano de cenas que ninguém mais testemunha há décadas e nos traz à luz numa espécie de depoimento visual, original e único.

Ele atravessou o estado do Rio Grande do Sul, sul do Brasil em longas distâncias, ao longo de quatro meses, sem apoios financeiros ou patrocínios, para acompanhar a equipe do Grêmio Esportivo Brasil, em suas jornadas futebolísticas em pequenos estádios de condições bastante limitadas (ao contrário de sua própria sede, como time de enorme popularidade, de fanática e numerosa torcida, a sede em Pelotas que é grandiosa, confortável e bem equipada).
Perin seguiu a trilha do futebol mais popular, mais tangível, mais próximo às pessoas, mais humano, como qualquer outra atividade, sem o glamour artificial da mídia.

Produziu assim uma obra de arte de incrível potência na qualidade das imagens colecionadas, que nos revelam um universo inédito, no dias atuais. Mais pungente, mais doloroso, mais humano, mais belo e profundamente original pela sua singularidade.

Este universo do futebol que ninguém mais vê, vale a pena ser descoberto nessa bela exposição, pelo testemunho silencioso dos olhos de um fotógrafo audacioso e de visão estética personalizada.
                                                                                                                                                                                                                                  
Alfredo Aquino - Curador da mostra Brasil Camisa Brasileira 
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Quarta-feira, 09.06.10

A fotografia ganha

Futebol se ganha, se perde ou se empata

 

Roger Lerina - Contracapa ZH

 

 


 

 

As fotos muito bacanas flagram os bastidores da maior paixão nacional:

 

o fotógrafo Gilberto Perin acompanhou durante três meses o cotidiano do time pelotense Grêmio Esportivo Brasil na disputa pelo campeonato da Segunda Divisão do futebol gaúcho. O resultado desse registro será mostrado em Porto Alegre a partir do próximo dia 16, quando será inaugurada no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1.223) a exposição BRASIL – CAMISA BRASILEIRA.

 

 

 

 

A inspiração veio dos tempos antigos, até algumas décadas atrás, quando, no intervalo e ao final do jogo, os repórteres transmitiam o som dos vestiários diretamente, com a emoção expressiva dos jogadores, falando após as vitórias ou as derrotas. E nos jornais dos dias seguintes, os fotógrafos revelavam a tensão e a felicidade de vitoriosos ou derrotados em seu local mais íntimo, o vestiário do futebol “– explica Perin, que também é diretor do Núcleo de Especiais da RBS TV.

 

A mostra reúne 50 fotografias, que integrarão um livro com cerca de 80 / 100 imagens ao total, a ser lançado ainda neste ano (Edições ARdoTempo). A exposição e o livro têm curadoria e edição do artista plástico Alfredo Aquino – a publicação contará também com texto do escritor Aldyr Garcia Schlee.

 

Roger Lerina - Publicado em Zero Hora

 


publicado por ardotempo às 17:33 | Comentar | Adicionar

Metáfora

Jogo da Bola

 

Apito

Vai

Bola bate

Buraco no chão

Superstição

Ferido não joga

Expulso não joga

Cartão, cartão, cartão

Acende a vela

Falta grana

Sobra drama

Um que vai

Um que vem

Fita crepe

Um chuveiro

Frio, muito frio

Vaia

Pancada

Falta grana

Come grama

Negro da África

Negro da Rússia

Negro da esquina

Fumaça

Bomba, bomba, bomba

Churrasquinho

Chuteira preta

Azul

Vermelha

Branca

Havaiana

Falta grana

Resta medo

Perde o ponto

Fratura exposta

Treze pontos

Falta gol

Rouba a bola

Bandeiras

Queda ao chão

Quebra o dente

Chuta perna

Muletas

Religião

Apito

Pára

Perde o jogo

Fim

Vida.

 

 

 

 

 

Gilberto Perin - Fotografia - Brasil Camisa Brasileira (Porto Alegre RS Brasil), 2010

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

publicado por ardotempo às 04:05 | Comentar | Adicionar
Segunda-feira, 07.06.10

Exposição de Gilberto Perin -16 de junho

 

 


 

www.gilbertoperin.com

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Sexta-feira, 04.06.10

BRASIL - CAMISA BRASILEIRA

Nos bastidores de um futebol que ninguém vê


Um ensaio fotográfico original, que traz o olhar inteiramente voltado para os bastidores do futebol, o universo que ninguém mais vê atualmente, é o tema de Brasil Camisa Brasileira, exposição de Gilberto Perin que inicia no dia 16 de junho em Porto Alegre, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1237 Centro, Porto Alegre RS Brasil).

 
Esse novo projeto fotográfico de Gilberto Perin, no qual as 50 fotografias da mostra são parte integrante, inclui um livro de arte em grande formato, que será lançado ainda esse ano com cerca de 80 fotografias de seu trabalho desenvolvido durante três meses acompanhando o Grêmio Esportivo Brasil, da cidade Pelotas (RS Brasil), na disputa pelo campeonato da Segunda Divisão do futebol gaúcho. A exposição e o livro têm a curadoria e a edição do artista plástico Alfredo Aquino, texto do escritor Aldyr Garcia Schlee (no livro) e apresentação do jornalista Ruy Carlos Ostermann.

Projeto inscrito junto ao MinC- PRONAC nº 10 4301

 

 


 


O fotógrafo Gilberto Perin se propôs a documentar os dramas humanos, as paixões, as emoções que os jogadores de futebol sentem quando estão nos vestiários – antes, durante e depois dos jogos - atualmente um espaço inatingível para torcedores e igualmente à imprensa especializada, que somente tem tido acesso bastante controlado pelos interesses empresarais e publicitários que redefiniram o universo do espetáculo.

 
O fotógrafo Gilberto Perin comenta sobre sua ideia:


A inspiração veio dos tempos antigos, até algumas décadas atrás, quando, no intervalo e ao final do jogo, os repórteres transmitiam o som dos vestiários, diretamente com a emoção expresiva dos jogadores, falando após as vitórias ou as derrotas. E nos jornais dos dias seguintes, os fotógrafos revelavam a tensão e a felicidade de vitoriosos ou derrotados em seu local local mais íntimo, o vestiário do futebol”.

 

 

 

 
Depois da negociação e autorização escrita pela direção do Grêmio Esportivo Brasil, o fotógrafo registrou o ensaio fotográfico em jogos de cidades como Pelotas, Rio Grande, Camaquã e Livramento (todas cidades no Rio Grande do Sul).

 
O curador da exposição, Alfredo Aquino, comenta sobre esse olhar do universo do trabalho (e das emoções) dos jogadores de futebol:


É um ensaio fotográfico incomum, priorizando a estética, com o olhar voltado para os bastidores, não para o campo do jogo, não para a ação do fato esportivo, Tampouco sobre o futebol-mediático do mega-espetáculo televisivo e sim sobre os bastidores profundos e secretos do futebol mais popular e um tanto mais simples do que aquele que todos vêem na tevê - sobre os vestiários, sobre as carências do futebol da segunda divisão, sobre as limitações, os dramas humanos dos machucados, dos expulsos, os desconhecidos vestiários modestos e exíguios, sobre as crenças, as superstições, a religiosidade destes trabalhadores que transitam no semi-anonimato, longe dos holofotes do espetáculo”.

 

 

                                                                                                                                                                                                                                        
Veja o site do fotógrafo Gilberto Perin

                                                                                                                                                                                                                                        
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Exposição BRASIL - CAMISA BRASILEIRA
Fotografias de Gilberto Perin
Curadoria de Alfredo Aquino
Ampliações fotográficas vintage: Luiz Aureliano
(Oficina de Impressão)
Mostra de 16 de junho a 24 de julho de 2010
Rua dos Andradas, 1237 Centro
Porto Alegre RS Brasil

 

 

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Terça-feira, 01.06.10

Camisa Brasileira - Exposição de Gilberto Perin

Dia 16 de Junho - Exposição de Fotografias

 

 

 

 

Exposição de fotografias de Gilberto Perin - CAMISA BRASILEIRA

50 fotografias em ampliações vintage sobre papel de gravura

Curadoria: Alfredo Aquino

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

De 16 de junho a 24 de julho de 2010

Porto Alegre RS Brasil

 

Blog Gilberto Perin - Fotografias

 

www.gilbertoperin.com

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Segunda-feira, 24.05.10

Olhar modificado

 

Mutaciones de la mirada humana

 

Josep M. Sarriegui 

 

 

En el párrafo final de su ensayo Los hijos del limo, Octavio Paz escribe que "entre el pasado abigarrado y el futuro deshabitado, la poesía es el presente". La germinación del arte abstracto (un siglo redondo nos contempla, tomando la referencia canónica inaugural: el libro De lo espiritual en el arte, de Kandinsky, escrito en 1910, y su Primera Acuarela Abstracta, que algunos datan en ese mismo año) tuvo mucho que ver con esa voluntad de instaurar una mirada nueva, atemporal y autónoma, sobre el arte y el mundo. Aparecía una contemplación que se quería poéticamente pura, en la que la tradición dejaba de pesar como un lastre y el porvenir, con sus temidos presagios, quedaba suspendido, encerrado en una suma de presentes sin término.

 

Transitar sin prisas por la muestra titulada Los sitios de la abstracción latinoamericana, procedente de la imponente colección atesorada por la cubano-venezolana Ella Fontanals-Cisneros, equivale a recorrer todas las preguntas que el arte abstracto le ha venido haciendo a la cultura y a la sociedad a lo largo de este primer siglo de existencia oficial. Con una interesante particularidad añadida, que no es otra que hacerlo desde un ángulo excéntrico para lo que ha sido el canon occidental: desde Latinoamérica.

 

 


 

 

La exposición requiere un visitante cómplice, activo, a ser posible informado. No es imprescindible que así sea, porque hay piezas que atraviesan vistosamente las puertas de la percepción, desde Tteia (1976-2004), la sutilísima escultura/partitura como hilos de seda de Lygia Pape, hasta los agradecidos coloritmos cinéticos de Alejandro Otero, inteligentemente ubicados como apertura del recorrido de la muestra, pasando por las lúdicas Formes Virtuelles par Déplacement du Spectateur (1966) de Julio Le Parc, esculturas que el propio visitante activa presionando unos botones.

 

Ahora bien, toda la riqueza desplegada se amplifica si se realiza, siquiera sea como acercamiento, una inmersión paciente en la ambiciosa propuesta teórica elaborada por el comisario Juan Ledezma. Su argumento está contenido en el mismo montaje y parte de los pictogramas de Torres García (Grafismo inciso con dos figuras, 1930), reminiscentes aún de las fuentes iconográficas del arte indígena, hasta desembocar en la fotografía urbana como núcleo de reunión del arte abstracto con el realismo brusco de la ciudad contemporánea.

 

Por el camino (compuesto por 132 obras de 66 artistas, la mayor parte vinculados a la abstracción geométrica), nos esperan piezas envolventes. Como Physichromie nº 91 (1963), de Carlos Cruz-Díez, una de sus mejores pinturas cinéticas, en la que el espectador crea la obra con su movimiento, o como Concetto Spaziale (1960), de Lucio Fontana, tela, cómo no, tan equilibradamente rasgada. Por tramos, el montaje se articula en torno a emparejamientos pintura/fotografía estratégicamente situados, como hitos de la exposición, a modo de ritornello musical, que van fijando su tesis, la de la nueva mirada sobre la realidad que la abstracción abrió y consolidó en la subjetividad humana.

 

Un círculo parece cerrarse: la fotografía, que hace un siglo dinamitó los últimos vestigios de naturalismo en el arte y dio paso a la abstracción, acaba hermanándose con unas artes plásticas transformadas. Se diluyen las fronteras visuales entre una escultura abstracta en alambre de Gego como Reticulárea (1969-1970) y una fotografía constructivista de Leo Matiz como Estructura de petróleo (1950). La mirada humana se ha metamorfoseado. Esta muestra levanta acta de cómo ha tenido lugar tan inmensa mutación.

 

 

Josep M. Sarriegui - Publicado em Babelia / El País

Imagem : Cinético, de Alejando Otero (Colômbia)

 

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Quarta-feira, 19.05.10

Um Museu extraordinário em São Paulo

Puras Misturas; no Pavilhão das Culturas Brasileiras

 

A exposição “Puras Misturas”, anuncia a criação do Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera. A instituição ocupará o Pavilhão Engenheiro Armando Arruda Pereira, um edifício de 11 mil metros quadrados projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950, tombado pelos órgãos de patrimônio histórico municipal, estadual e federal. 

 

Depois de sediar eventos como a Bienal de Artes de São Paulo (1953) e o Pavilhão dos Estados durante o IV Centenário de São Paulo (1954), o prédio deixou de ser utilizado como espaço cultural para abrigar, por quase quatro décadas, a Prodam (Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo) e agora retorna a sua vocação original. 

 

A Exposição de Lançamento da Instituição

 

Em “Puras Misturas”, os visitantes conhecerão uma parte do acervo do futuro museu.  Serão exibidas peças de arte erudita, popular e indígena adquiridas recentemente pela Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Departamento do Patrimônio Histórico, ou vindas de outras coleções públicas, com destaque para o acervo do antigo Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima, que desde o ano passado pertence à Secretaria e a Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade. A curadoria geral é de Adélia Borges, e Cristiana Barreto é a curadora geral adjunta.

 

A exposição celebrará a riqueza e diversidade da cultura do Brasil, apresentando um diálogo entre variadas formas de criação artística produzidas em diferentes tempos e lugares. “Ao construir diálogos entre as culturas letradas e iletradas, ou cultas e populares, será possível evidenciar como ambas se alimentam mutuamente, num processo permanente de recriação e ressignificação, que acaba por tornar equívoca a própria oposição entre essas duas esferas”, afirma Adélia Borges

 

A expressão “Puras Misturas”, cunhada pelo escritor João Guimarães Rosa em carta a um amigo, foi escolhida para esse projeto por sua afinidade com o conceito da exposição. “Tomamos emprestada essa expressão paradoxal e contraditória porque ela expressa com poesia a miscigenação que constitui a força maior da cultura brasileira. E esse processo é dinâmico, está sempre se reinventando”, diz Adélia.

 

Viva a Diferença!

 

Na entrada do Pavilhão, está montada uma instalação “usável” com 65 banquinhos (de um total de 88 que se revezarão durante a mostra), de variados formatos e materiais, onde os visitantes poderão sentar. São bancos confeccionados por povos indígenas, por comunidades artesanais de várias partes do país, por artesãos contemporâneos e por designers como Sergio Rodrigues, Carlos Motta, Marcelo Rosenbaum, Michel Arnoult, Nido Campolongo, Claudia Moreira Sales, Lina Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki.

 

Abre-Alas

 

Na sequência, esculturas e objetos utilitários conduzem os visitantes a uma viagem ao Brasil profundo. Nesse módulo estão obras de artistas como Bispo do Rosário (RJ), Getúlio Damado (RJ), José Francisco da Cunha Filho (PE), José Maurício dos Santos (CE), Mestre Fida – Valfrido de Oliveira Cezar (PE), Paulo Laender (MG), Tamba – Cândido Santos Xavier (BA) e Véio – Cícero Alves dos Santos (SE), entre outros. 

 

Da Missão à Missão

 

Uma linha do tempo, construída em um painel de 180 metros de comprimento, faz um histórico das principais iniciativas de difusão da diversidade da cultura brasileira. O painel terá início com a Missão de Pesquisas Folclóricas realizada em 1938 por iniciativa de Mário de Andrade, passando por nomes como Gilberto Freyre, Aloisio Magalhães e Lina Bo Bardi, até chegar ao projeto do Pavilhão, cuja missão será “pesquisar, registrar, salvaguardar e difundir a diversidade cultural brasileira”. Esse módulo contou com a participação de Vera Cardim na equipe de curadoria.

 

Fragmentos de um Diálogo

 

É o módulo propositivo do Pavilhão das Culturas Brasileiras. Com a participação de José Alberto Nemer na equipe de curadoria, o módulo tem manifestações culturais distintas que se sucedem num percurso contínuo, com caráter assumidamente fragmentário, como teasers de exposições a serem desenvolvidas pela instituição posteriormente.

 

Ele reúne obras de artistas “eruditos”, como Alex Flemming, Di Cavalcanti, Emmanuel Nassar, Farnese, Fulvio Pennacchi, Luiz Hermano, Mauro Fuke, Rubem Grilo, Samico, Tarsila do Amaral, Vicente Rego Monteiro Victor Brecheret, e “populares”, como Alcides Pereira dos Santos, Artur Pereira, J. Borges, José Antonio da Silva e Zé do Chalé. Entre os designers, há peças dos irmãos Campana, Ronaldo Fraga e Lino Vilaventura. A arte indígena estará representada com de diferentes povos, como os Mehinako, do Mato Grosso, os Tukano, do Amazonas, e Kadiweu, do Mato Grosso do Sul, além da produção artística marajoara.

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Segunda-feira, 12.04.10

Botânica e Meio Ambiente

Dia Nacional da Botânica

 

 

 

 


 

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Terça-feira, 08.12.09

A noite branca de Pelotas - Apenas Pintura

Interpretação do fotógrafo

 

 

 

 

Noite Branca / Apenas Pintura - Fotografia de Gilberto Perin (Pelotas RS Brasil), 2009

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Domingo, 08.11.09

Gilberto Perin - Paris

Mês da Fotografia

 

GILBERTO PERIN - Paris

Galerie François Mansart

5, rue Payenne - 75003 Marais - Paris

10 a 28 de novembro - 2009 

 


 
 

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Sexta-feira, 31.07.09

Conexões Infinitas

Mostra de fotografias de Gilberto Perin

 

CONEXÕES INFINITAS
 
 
Durante uma pesquisa de imagens e de videos realizadas em conjunto com o diretor de tv e cinema Gilberto Perin sobre o assunto da televisão para o projeto de um livro, deparei-me na tela de seu monitor de trabalho com a passagem de algumas fotografias muito interessantes, numa sequência constante. Vez ou outra uma imagem de fina escolha, de sensibilidade, às vezes com um sutil toque de humor mas revestida sempre de um enquadramento original e sentido estético. Coisa de um profissional da imagem. Aquilo me chamou a atenção. Perguntei quem era o autor e Perin respondeu-me que eram fotografias dele, imagens que fazia para si, na sua cidade e em outras cidades. Pedi-lhe então que me enviasse um conjunto delas e analisei-as detidamente. Estava diante de uma obra de qualidade, de grande apuro estético e técnico. Um bom olho.
 
 
Imaginou-se então uma mostra em local ideal, o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, que vem construindo uma série de exposições criteriosamente escolhidas e muito bem montadas, especialmente em fotografia de autoria.
 
 
 
Uma fantástica revelação de uma obra amadurecida e personalizada, com critérios de escolha estruturados em convicções temáticas: as pessoas e seus mundos particulares, o inusitado das paisagens urbanas, um surpreendente fio condutor com o qual o olhar peculiar do fotógrafo unia os cenários mais díspares. Nova York e Porto Alegre. Taormina e Helsinki. O fotógrafo carregava consigo os seus espelhos e suas interpretações onde quer que fosse.
 
 
Ele deixou-me um conjunto de imagens para formar a mostra e foi viajar mais uma vez. Escolhi 37 fotografias e estava com a mostra praticamente selecionada quando ele telefonou-me da Tunisia e comunicou que havia alguma coisa nova, talvez.  Eram 1.970 novas imagens e os seus vários temas bem discorridos. Ali estava o humor finissimo, o tema do testemunho da janela indiscreta, os retratos (e o fotógrafo expõe-se totalmente, é corajoso, chega bem perto, alguns fotografados não o percebem, outros o aceitam bem, uns não reagem tão bem, escondem-se atrás de livros, das mãos, em véus e chapéus, dentro dos próprios olhos). Estava ali também o tema dos cenários gráficos, a conexão entre as pessoas e as coisas daqueles mundos, como o fotógrafo as via.
 
 
Conexões. Conexões Infinitas. Gilberto Perin falou disso desde o deserto, do centro da cratera do vulcão, dos declives das ladeiras, do abrigo das sombras de arruinadas colunas imperiais. A nova escolha de imagens seguiu essa idéia do fotógrafo, a de juntar os elos, oferecer aos que olham as suas imagens uma quantidade de significados, aparentemente desconexos. mas que possuem os recortes precisos para que os observadores reconstruam, eles mesmos, os próprios puzzles individuais.
 
 
Mostra: CONEXÕES INFINITAS
Fotógrafo: © Gilberto Perin
Local: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Porto Alegre RS Brasil
De 04 de agosto a 19 de setembro de 2009
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Quinta-feira, 04.06.09

Agradecimento pela presença e palavra

Apenas Pintura - Livro de presença

 

 

Agradeço a presença das quase 200 pessoas que enfrentaram o frio intenso e a noite do centro de Porto Alegre para comparecer à abertura da mostra APENAS PINTURA. Ali estiveram com seu afeto, calor e amizade muitos interessados em arte e pintura, outros artistas, escritores e poetas, alguns deles vindos de muito longe especialmente para o evento. Foi uma bela noite de confraternização com um brinde do excelente vinho Villa Bari, produzido com esmero e qualificação na própria cidade de Porto Alegre. Sei que não pude retribuir a todos a atenção merecida, comparárel em intensidade ao gesto da presença e da alegria trazidos por todos ao local expositivo. Agradeço ainda às centenas de e-mails recebidos, muitos deles enviados desde Portugal, outros de Espanha, França e Estados Unidos. Agradeço a presença das TVs e dos jornais. Todos foram apenas para ver pintura e esse revelou-se ser ainda um bom motivo.

 

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Domingo, 03.05.09

Pintura

Mostra Apenas Pintura

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

Série Apenas Pintura

Alfredo Aquino

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo - 2009

 

 

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Quarta-feira, 29.04.09

Apenas Pintura - Exposição

 
 
CONVITE
 
O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo convida para a abertura 
da exposição de pintura contemporânea
 
 
 
 
APENAS PINTURA
ALFREDO AQUINO
PINTURAS
 
Dia 02 de junho de 2009 (terça-feira)
Abertura da mostra - a partir das 19h até 22h
 
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Sala O Arquipélago - 1º andar
Rua dos Andradas, 1223 - Centro - Porto Alegre RS
 
Exposição de 02 de junho a 1º de julho de 2009 
 
Visitação de 03 de junho a 1º de julho, 
de terças a sextas, das 10h às 19h
Sábados das 11h às 18h
 
 

 

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Quarta-feira, 08.04.09

Pintura

APENAS PINTURA

 

 

 


A mostra de 16 telas propõe-se a apresentar APENAS PINTURA.

O que significa isso, na realidade? Vamos pensar inicialmente sobre o que a mostra não é. O conjunto de pinturas contemporâneas e recentes não tem a pretensão de desencadear revoluções tampouco mudar o mundo. Se isso aconteceu com a arte em algum momento, ocorreu minimamente e por acaso, por acidente improvável, em tempos muito antigos e em circunstâncias especialíssimas. Não é um manifesto, nem um discurso ideológico sobre a atividade de pintar.

Nas pinturas apresentadas não estão representadas figuras simbólicas, nem a imaginária de guerras, de sagas, de ações, não há representações visuais históricas, de paisagens, de naturezas mortas ou de objetos. Não há semelhanças imagéticas à realidade,  não há busca da verossimilhança à fotografia, não há narrativa visual, portanto não está a fonte formal da semelhança literária,  do descritivo, da anedota, do remissivo histórico ou o jornalístico do cotidiano.

Também não está a função. Não está concebida para cumprir um papel de decoração, de edulcorar e colorir convenientemente os espaços. Não se propõe à finalidade da beleza apaziguada, domesticada e estéril. Não se pretende decorativa a cumprir o papel de paisagem harmônica em cenários.

Igualmente a mostra APENAS PINTURA não está engajada ao modismo da Não-Arte. Não se propõe ao choque mediático, ao escândalo, a chamar a atenção pelo inusitado, ao movimento derrisório da destruição dos valores constitutivos da arte nem ao suícido do artista. Não apresenta a temporalidade da oxidação ferruginosa dos pregos, não mancha a tela com café ou chocolate, não utiliza excrementos como matéria pictórica, não se faz com lixo ou restos apodrecidos, nem utiliza os fluídos animais ou humanos (como o sangue e a água dos cadáveres) para tentar agregar os pigmentos e fazer a notícia. 

O conjunto dessas telas pintadas não traz mensagens pré-concebidas ao bizarro ou ao espetáculo feérico, pontificando alaridos estranhos ao seu intrínseco conteúdo visual.

É apenas algo bem mais singelo, absolutamente silencioso: sustenta-se na atitude de pensar a pintura e realizá-la tão somente como pintura enquanto linguagem da pintura.

É simplesmente APENAS PINTURA. Nem se pretende pura ou sequer impura, porque a pintura é uma mistura complexa, que agrega tintas, pigmentos, solventes e outros materiais estáveis diversos sobre um tecido. E é dessa mistura ampliada condicionada pelo trabalho árduo e pela reflexão corretiva do artista, ao longo do tempo de sua execução, que se alcança o resultado. Afirmar a “pureza” da pintura seria um preconceito e um fetiche.

APENAS PINTURA revela o trabalho e a reflexão pictórica de um artista. Que apresenta um conjunto de obras em pintura contemporânea, nas quais está apontada a busca estrita de uma linguagem própria ao universo da pintura, utilizando-se apenas os valores artísticos.  Isso se apresenta na busca da cor, na construção de um espaço pictórico que acolhe alguns elementos sugeridos: um contorno de cabeça, algumas silhuetas, a sugestão de segmentos de uma linha de horizonte, uma caligrafia pictórica em que não se vêem signos identificados (não existem letras ou números nessa caligrafia). Com esses poucos elementos constrói-se um espaço de pintura onde a cor buscada, trabalhada com afinco, na superposição de cores, tonalidade e transparências se faz por mimetização e acréscimo. Uma cor que não existe crua e una, industrializada como estivesse intacta em seus tubos de origem e que se formará em progresso, na visão e na percepção de quem a observa: o próprio artista e o observador da pintura - o protagonista principal desta cena.

Para essa construção de linguagem estão os gestos do pintor, a atitude frente à tela, o jeito de fazer a pintura, a caligrafia pictórica, as tintas, os pigmentos, os objetos para a aplicação das cores (os pincéis, as hastes, as espátulas, as próprias mãos), as cores que se fazem por mistura, a cor misturada que “conversa” com outras cores igualmente misturadas e daí resulta a busca intensiva de um sentido, uma justificativa para si mesma enquanto pintura, que poderá ser a harmonia ou o contraste, o equilíbrio formal, a sutileza, a estruturação de um espaço cromático em cores profusamente trabalhadas, cores diferentes que ao olhar descuidado parecem ser idênticas. Estão ali para serem vistas e percebidas se o observador assim o quiser.

A verdadeira razão dessa pintura e dessa linguagem será sempre a sensibilidade e a percepção desses observadores, que multiplicarão a condição  e o sentido de existência dessa pintura. Não fosse isso, o que justificaria a existência dos museus contemporâneos e dos centros culturais abertos ao público em todas as cidades do mundo?

APENAS PINTURA é uma mostra que apresenta um proposta de linguagem pictórica lastreada e apontada aos valores artísticos intrínsecos à pintura, apenas à pintura e endereçada aos observadores dessa pintura. Existirá como linguagem da pintura e de comunicação na medida em que for vista, percebida e sentida por seus observadores.

APENAS PINTURA                                                                                              

Alfredo Aquino
Pintura contemporânea
16 telas (óleo sobre tela) - 100 cm x 130 cm
2004 / 2009
Sala Arquipélago
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
De 02 de junho a 04 de julho de 2009
Porto Alegre RS - Brasil
 

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Terça-feira, 17.02.09

Os desenhos do Césio - Mostra e livro de Siron Franco

Os desenhos - Césio, Rua 57

 

Em 1987 aconteceu a tragédia da radioatividade vazada em Goiânia, por repulsiva negligência e ignorância daqueles que estavam encarregados de proteger a população e cuidar de sua plena segurança e saúde (onde estarão eles, os culpados silenciosos, neste preciso momento?), o que resultou nas diversas vítimas fatais, as vidas insubstituíveis. Essa sempre será a tragédia pior e incontornável, e o fato, insuportável, ainda estigmatizou a região por muito tempo, causando pânico nos habitantes e medo nos vizinhos distantes.

 

Siron realizou, no calor dos acontecimentos, a grande mostra de pintura -  Césio.

 

Posteriormente, 13 anos após, em 2.000, fez a exposição Vestígios do Césio, em Porto Alegre (Usina do Gasômetro) com os seus objetos escultórios, as camas hospitalares de ferro oxidado, com os maciços blocos de concreto a sufocarem os resíduos das tristes memórias, as mais pungentes e escancaradas daquela tragédia, as que não se faziam esquecer.

 

Agora Siron mostra o conjunto inédito de desenhos realizados em óleo (predominantemente em cor prata) sobre cartão Fabrianno negro, ao mesmo momento em que ele pintava a série Césio, sobre telas, nos meses colados aos acontecimentos, ainda em 1987.  Esses desenhos, documentos estéticos preciosos, agora comporão um livro que está sendo preparado e escrito por Agnaldo Farias, para ser lançado ainda em 2009, em acompanhamento a uma grande mostra desses mesmos desenhos, espontâneos, ágeis e de arquitetura crucial para a série de pinturas que Siron Franco progredia ao mesmo tempo.

 

Siron Franco antecipa a notícia do livro e cede ao blog ARdoTEmpo as imagens de alguns desses desenhos que serão profundamente analisados e descritos no livro pelo curador e especialista em arte contemporânea, Agnaldo Farias, que tem a missão pela letra e luz sobre o conjunto que permacera até então secreto, nos bastidores do ateliê do artista.

 

O professor e crítico de arte contemporânea escreverá sobre o conjunto da obra. Nesses desenhos Siron Franco optou pelo fundo em cartão Fabrianno em cor negra, escolheu o branco e a cor prata para representar graficamente o estágio e presença da contaminação, uma vez que essa foi a aparência fantasmal e fosforescente que revestiu as vítimas e o ambiente, o artista reduziu a paleta cromática a uns poucos tons terrosos e ao amarelo, símbolo de alerta atômico. Estruturou as plantas baixas arquitetônicas dos espaços vetados, os que foram interditados: a casa, a oficina de bicicletas, a quadra, o hospital... Nesse espaço, protagonizaram as vidas alarmadas, as vítimas, as crianças, o cachorro, os animais, os objetos, as salas de atendimento do hospital, tudo o que foi posteriormente neutralizado, oculto,  afundado em volumes de concreto...

 

Veja os desenhos de Siron Franco:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© Desenhos de Siron Franco - Césio, Rua 57 (Goiânia, 1987)

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Segunda-feira, 16.02.09

homem.livro.homem.livre

"Fahrenheit 451" - Thu Van Tran

 

Le projet consiste en l’adaptation d’un roman d’anticipation écrit par Ray Bradbury en 1953, Fahrenheit 451, en une exposition. Celle-ci s’efforcera de retranscrire le récit en expériences et d’en dégager les principaux enjeux. Dans une société future où il est interdit de lire, où l’on brûle les livres qui sont découverts, les gens qui veulent les sauver les apprennent par coeur. À l’image de cet état de fait, la confrontation entre censure et résistance, l’incarnation d’une esthétique visionnaire ou encore la langue comme force combative, seront matérialisées au sein des oeuvres proposées dans l’exposition.

 

 

 

 

A Idade da Tinta - Thu Van Tran - Livro e tinta - Objeto escultórico / Instalação (Paris), 2009 

publicado por ardotempo às 15:44 | Comentar | Adicionar
Sexta-feira, 13.02.09

Sobre a mostra Alma Descarnada

O Cru e o Cozido
 
Marcos Magaldi
 
Esta exposição - Alma Descarnada - (Centro Cultural CEEE Erico Verissimo Porto Alegre RS - Brasil; até 28 de fevereiro de 2009), que vem sendo preparada há alguns anos, é uma espécie de lado B do trabalho de Mauro Holanda. Depois de fotografar praticamente todos os dias, elaborados pratos de comida, onde a disposição dos alimentos e a qualidade  da produção são as marcas de todo trabalho encomendado, Mauro diverte-se  fotografando, de forma “clássica”, alguns ingredientes curiosos que constituem o dia a dia de um grande chef de cozinha.
 
 
Como um Constable do Século XXI, suas naturezas mortas são extraordinariamente bem compostas, sua luz é bastante cuidada e seus objetos e fundos são sempre muito bem escolhidos. De qualquer forma, diferentemente do pintor inglês, o tom das imagens nesta extraordinária mostra é freqüentemente provocativo, irônico, o que lhe confere uma modernidade incontestável.
 
Por outro lado, todo fotógrafo bom que eu conheço é quase sempre meio obsessivo. Faz basicamente a “mesma” foto por anos a fio. Com o Mauro esta constatação não poderia ser diferente. Desde a primeira foto que eu vi dele, quando ainda era estudante de cinema e que fez com que fosse contratado para trabalhar no estúdio, ele vem retratando, de maneira cada vez mais refinada, seu prato de comida de cada dia. Assim, podem saborear...
 
 
 
Texto © Marcos Magaldi, fotógrafo

Fotografias: Mauro Holanda

publicado por ardotempo às 00:47 | Comentar | Adicionar
Quarta-feira, 28.01.09

Prorrogada a Mostra Alma Descarnada

Até 28 de fevereiro 

 

 

Mais uma chance para se ver e rever o notável conjunto de fotografias de Mauro Holanda:

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

Rua dos Andradas, 1.223

Centro - CEP 90020 - 008 Porto Alegre - RS

 

Até o final de fevereiro - 28 de fevereiro de 2009

 

 

 

 

 

publicado por ardotempo às 22:24 | Comentar | Adicionar
Domingo, 25.01.09

Pintura - Josef Albers

Exposição de Pintura

 

 

 

 

Josef Albers - Quadrados - Pinturas - Óleo sobre tela - Instituto Tomie Ohtake (São Paulo - 2009) Exposição: Cor e Luz - Homenagem ao Quadrado

publicado por ardotempo às 00:28 | Comentar | Adicionar
Sábado, 29.11.08

O Elefante cruzou o Atlântico

Novo livro de José Saramago

 

A Viagem do Elefante

 

 

De viagem, e não mais do que isso, trata o novo livro do Nobel da Literatura português. A data de lançamento do livro não será alheia ao facto de se comemorarem dez anos sobre o mês em que foi anunciado o nome de Saramago para o prémio, que se lembrou no passado mês de Outubro com numerosas reedições e promoções sobre as antigas edições do autor, nem à estreia nas salas portuguesas da adaptação ao cinema por Fernando Meirelles do Ensaio Sobre a Cegueira que acontece depois de amanhã. Não será, certamente, o livro alheio a isto mas a história é. E, como comecei logo por dizer, a história não é mais do que uma viagem. Uma longa, não tão longa assim, viagem.
 
E aqui, logo após uma pequena introdução ao livro ou ao autor ou ao motivo que me moveu a ler determinada obra, tenho por costume dedicar umas quantas linhas à curta sinopse do enredo. O que neste caso me está a causar celeuma é que as linhas serão ainda mais curtas do que o habitual, e daí este introdutório anormal, porque história tão simples é difícil de encontrar. Talvez por isso o próprio autor se recuse a qualificar A Viagem do Elefante como um romance, preferindo a designação mais modesta, ou não, de conto.
 
Algures pelo século XVI, e aqui começam as dúvidas, é isto um livro de características históricas ou não, digo-vos eu que não, não é, os factos verdadeiros, ou assim descritos pelos documentos que aos dias de hoje, não encheriam nem uma página, nas palavras do próprio Saramago, dizia eu que algures no século XVI, D. João III de Portugal decide presentear o seu primo Arquiduque Maximiliano da Áustria com um elefante indiano que estava há dois anos em Lisboa, vindo de Goa. Feitas as necessárias diligências burocráticas, elefante e restante comitiva, não esquecendo, é claro, o seu tratador, o cornaca Subhro, partem para Figueira de Castelo Rodrigo onde será entregue à comitiva austríaca que aí o iria receber. Em terrenos espanhóis, até Vallaidolid, uma escolta luso-austríaca acompanha o paquiderme à presença real para este ser entregue ao novo dono que estava, até aquela data, em Espanha.
 
Os portugueses voltam à pátria com a sensação de dever cumprido, e Subhro, que agora se chamará Fritz a mando do Arquiduque, tal como Salomão se passará a chamar Solimão, mais os Arquiduques e restante séquito atravessam a Europa em direcção à Viena de destino. Isto é o enredo e, como se vê, não é mais do que uma viagem de um elefante, como tão bem está descrito no título do livro.
 
Incrível é como um livro tão curto, em comparação com outros do mesmo autor, pode ter tanto para ser dito acerca dele. Há quem diga que este é o melhor Saramago dos últimos dez anos, por exemplo aqui, mas pessoalmente sinto-me incapaz de corroborar ou descartar tal afirmação pelo simples facto de que não li todos os livros que o autor escreveu na última década, ou para ser mais preciso, não li nenhum, o que é uma afirmação perigosa da minha parte dado a declarada admiração que nutro pelo senhor de oitenta e cinco anos de idade, mas, enfim, não sendo uma parte maioritária da obra, cinco livros dão-me a força suficiente para arriscar tal admiração.
 
Agora, mesmo não podendo dizer que este é o melhor dos últimos anos, posso dizer que este é um Saramago ao nível do seu melhor (Ensaio Sobre a Cegueira, O Ano da Morte de Ricardo Reis), onde o autor apresenta uma visão singular, bem mais leve e despreocupada, até despretenciosa se quiserem, sobre a vida numa metáfora simples, a viagem de um elefante, do que fez nos últimos tempos. Talvez este seja o livro indicado para calar os críticos que o acusam de escrever sempre a mesma coisa, este é um livro bem diferente do dos cegos, mantendo, no entanto, o discurso tão característico que me apaixonou.
 
 
A metáfora é simples e clara: a vida é um elefante em viagem desde Goa, onde nasceu, até Viena, onde há-de morrer. Na vida temos um cornaca que olha por nós e nos ensina coisas, temos um ou mais senhores com poder sobre nós, e temos a oportunidade de fazer milagres, dependendo da nossa vontade. A viagem é carregada de pessoas que a atravessam. Esta é, para mim, a interpretação não literal mais literal que se pode fazer com o livro amarelo. Não me aventuro em mais do que isto porque nem o adiantado da hora a que escrevo, nem a minha falta de capacidade para penetrar nos muitos recônditos que uma viagem elefantina pode ter, me deixam fazer mais do que isto.
 
Tal como a vida, uns passam e nem se nota que passaram, como as várias populações pelo caminho, outros serviram um propósito, como a tropa austríaca, outros partem e deixam saudades, como o capitão luso. É algo enervante neste livro, com a excepção do próprio elefante e de Subhro, o leitor não consegue criar laços com mais ninguém. Começa o rei por estar debaixo do olho que lê, não tarda o secretário a tomar o seu lugar e a tornar-se alvo da curiosidade do leitor, e quando nos apercebemos, já o capitão português está a desaparecer da trama sem mais voltar, o que é uma pena, diga-se em abono do sentimento, porque este homem era um verdadeiro justo e bom personagem que esvaziou a viagem quando dela saiu.
 
A nível estritamente literário, vou-me limitar aquilo onde me sinto mais à vontade, como se estritamente literário fosse alguma espécie de campo delimitado por linhas concretas, este livro é o que se esperaria de um dos maiores mestres da língua lusa. Nunca vi Saramago como um romancista puro, para mim a sua voz foi sempre mais própria de um senhor que conta histórias à lareira, ao anoitecer, para quem o quiser ouvir, e isso é uma característica que o próprio autor assume quando dispensa o fictício narrador de uma história para se assumir ele próprio como uma espécie de autor-narrador. Saramago distancia-se da norma de que alguém conta através de alguém uma história, ou seja, dispensa o narrador intermediário nas questões da narrativa, para ele mesmo contar directamente ao leitor a história de Salomão. Verdade que esta característica já se vinha notando desde sempre nos seus livros, mas está especialmente clara neste último.
 
Há um sem número de episódios que marcam a viagem, a do livro, agora, como já disse, refiro-me apenas ao livro e não a elações que dele tirei. O homem perdido no nevoeiro será talvez a mais importante, o homem que se salva graças ao grito de Salomão que mais ninguém foi capaz de ouvir só para depois desaparecer com um “Plof” (extracto desse episódio aqui). Há o milagre que não o foi em Pádua, há o milagre que foi-o sem o ser ao chegar a Veneza. E há personagens marcantes para além do pobre cornaca e do seu elefante, refiro-me em especial e com carinho declarado pelo cavaleiro português que lia romances de cavalaria e que se queria tornar num cavaleiro de romance. Azar o dele, porque isto, afinal, é um conto.
 
Alongo-me já, alongar-me-ia muito mais se me sentisse capaz de o fazer, não em resistência, mas em arte para tal. Este livro será alvo de muita atenção em futuro próximo por muita gente, não tenho dúvidas, tal como não tenho dúvidas que quase todos poderão dizer muito mais e muito mais acertadamente do que aquilo que eu disse.
 
A Viagem do Elefante dificilmente chegará ao patamar de importância para os seus leitores que o Ensaio Sobre a Cegueira chegou, não por ser um livro menor mas por ser um livro assumidamente menos marcante (a violência física e psicológica no ensaio marca bem mais facilmente que um divertido conto sobre uma viagem internacional de um paquiderme) e mais conformado, se assim se pode dizer, com a vida e as suas inevitabilidades. No entanto, A Viagem do Elefante está para a literatura portuguesa como um Stradivarius está para os violinos. É um livro practicamente perfeito. E inesquecível.
 
Publicado no Blog Livros(s)emCritério, por Tim James Booth
 
 
O lançamento mundial do novo romance de José Saramago, A Viagem do Elefante, acontecerá hoje 28.novembro em São Paulo (20h30 locais), no SESC de Pinheiros/Teatro Paulo Autran, com organização da Companhia das Letras, editora brasileira de José Saramago. A actriz Sandra Corveloni lerá trechos do livro. Depois de assistir ao lançamento, o Prémio Nobel da Literatura de 1998 assistirá, amanhã 29.novembro, à inauguração da mostra "José Saramago - A Consistência dos Sonhos", no Instituto Tomie Ohtake, onde a exposição que pôde ser vista no Palácio da Ajuda há uns meses ficará até 15 de Fevereiro de 2009.
 
Publicado no Bibliotecário de Babel , por José Mário Silva
publicado por ardotempo às 13:20 | Comentar | Ler Comentários (4) | Adicionar
Sexta-feira, 28.11.08

Alma Descarnada - uma visita

Mostra de fotografia de autoria

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

 

François Barré:

 

J’ai rencontré Mauro Holanda, à Porto Alegre il y a quelques mois et découvert la qualité et la force d’un créateur accomplissant une œuvre fraternelle.

 

Ces corps suspendus dans une éternité courte de décomposition et de stupeur, perdus au milieu de rien, encore rassemblés dans leur unité d’écorce ou déjà démembrés ; ces corps dérobés au temps de la liberté du vol et de l’air du matin, Mauro Holanda leur donne une réalité et les sanctuarise dans la magie de l’art.

 

Habitué aux photos de presse accompagnant les recettes et les secrets des bons plats, il en a vu des milliers posés, accrochés, dépenaillés et dépouillés pour la commodité du travail en cuisine et la préparation des découpes et des cuissons. Dans ce chantier de chairs et de plumes où d’autres passent sans voir, comme dans l’espace routinier des désordres du travail, il saisit soudain l’expression tragique du vif rehaussé dans l’objectivité de la mort, figure nouvelle dans le souvenir à jamais perpétué de la chair frémissante, de ses affolements et de ses plaisirs.

 

Posés là sans pose ni leurre, ces corps mutiques  nous font signe et nous disent notre destin. 

 

François Barré (Paris) - Porto Alegre, le 25 novembre 2008

 


 

 

 

 

 

 

 

publicado por ardotempo às 01:16 | Comentar | Adicionar
Quinta-feira, 27.11.08

Natureza morta (e pronta pra panela)

 por Roger Lerina - Contracapa Zero Hora

 

 

 

Leia a Coluna de Roger Lerina - Contracapa

Rim - Fotografia de Mauro Holanda - Alma Descarnada

 

Publicado em Contracapa -ZH, 27 novembro 2008

 

 


publicado por ardotempo às 11:20 | Comentar | Ler Comentários (1) | Adicionar
Sexta-feira, 31.10.08

A fotografia surpreendente de Mauro Holanda

 O cordeiro

 

Fotografia inédita de Mauro Holanda - O cordeiro, imagem presente na impressionante mostra Alma Descarnada - individual de fotografia de autoria do fotógrafo, programada para novembro de 2008, na Sala Arquipélago - Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, em Porto Alegre. 

 

 

publicado por ardotempo às 02:13 | Comentar | Ler Comentários (1) | Adicionar

Editor: ardotempo / AA

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