Alain Brugier


















Um fotógrafo, Alain Brugier, apresenta-nos numa série de imagens, suas próprias pesquisas abstratas sobre texturas e cores de um tronco de madeira em decadência, um universo demencial e apocalíptico, no qual o fotógrafo, revestido de provocação e de ironia, vai nos sugerir algo de literatura, como se fôra uma espécie de Dante contemporâneo ou um Marquês de Sade das lentes e dos filtros.

Nas texturas captadas, essencialmente abstratas, não existe absolutamente nada além do documento natural e de suas próprias escolhas, mas apenas as convulsões da natureza, de lentíssimos movimentos fossilizados, que nos sugerem um golpe de imaginação e de fantasia, em cada uma das fotos que ele nos mostra.

Ficamos a olhar, a refletir, a imaginar coisas e a nos emocionar frente a algo imóvel e destituído de vida, há anos.

















Alain Brugier - Fotografias, 2007
ardotempo às 01:04 | Comentar | Adicionar